São Paulo se junta a Flamengo e Fluminense em protesto contra MP das bets

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(Foto: Miguel Schincariol / São Paulo FC)

O São Paulo decidiu se juntar a Flamengo e Fluminense e aderiu às manifestações favoráveis às bets no confronto deste sábado, diante do Vasco, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os dois clubes cariocas fizeram clássico no último dia 11 e protestaram contra o fim das casas de apostas no Brasil.

O Tricolor estampa a frase "Proibir não é proteger" na parte central da camisa, espaço que era ocupado pela Superbet, patrocinadora máster do time. Empresa e clube retiraram a publicidade do uniforme após a Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que proibiu as bets no Brasil.

As placas de publicidade do Morumbis também fizeram parte da ação do São Paulo, com as frases "A proibição não acaba com as apostas" e "Proibir não é proteger".

Placas do Morumbis com protestos contra a proibição das bets no Brasil (Foto: Thais Bueno/Gazeta Esportiva)

Após a MP entrar em vigor, o São Paulo havia encontrado uma alternativa para manter o contrato de patrocínio ativo com a Superbet. O clube exibiu no espaço máster da camisa, nos jogos contra Cruzeiro e Vitória, a marca Superscore, plataforma de estatísticas esportivas que integra o mesmo grupo econômico da empresa de apostas.

Por não se enquadrar nas restrições impostas pelo Governo Federal, a Superscore está autorizada a operar no país. Até o momento, os valores e demais condições do contrato entre São Paulo e Superbet permanecem inalterados.

No jogo deste sábado, porém, o São Paulo decidiu aderir ao protesto, que teve o Flamengo como seu principal ator. Isso porque o time carioca foi o primeiro a entrar em campo com a frase “proibir não é proteger” no duelo contra o Santos, no último dia 8 de outubro, pela 29ª rodada do Brasileiro.

Entenda o cenário

Assinada no último dia 25 de setembro por meio de uma Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a proibição das casas de apostas online no Brasil colocou os clubes de futebol diante de um cenário de incerteza financeira. O governo justificou a decisão pelos efeitos das apostas na saúde pública e pelo aumento do endividamento das famílias brasileiras.

Como boa parte das equipes da Série A tem empresas do setor como patrocinadoras máster, a medida afeta diretamente uma importante fonte de receita. Atualmente, 14 dos 20 clubes da elite nacional contam com casas de apostas como principal patrocinadora. Em 2025, esses contratos representaram cerca de 34% das receitas comerciais dos clubes, somando mais de R$ 1 bilhão.

Nos bastidores, players do mercado de apostas seguem otimistas quanto à obtenção de uma liminar que permita ao setor voltar a atuar regularmente.

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