O São Paulo viveu um primeiro semestre de 2026 bastante turbulento. Entre crises nos bastidores, eliminações precoces e mudanças no comando técnico, o Tricolor acumulou episódios negativos que marcaram a temporada até aqui.
Pensando nisso, a Gazeta Esportiva relembra os três piores momentos do São Paulo no semestre. Confira:
Crise extracampo
Um dos piores momentos do São Paulo apareceu logo no início da temporada, quando problemas extracampo passaram a assolar os bastidores do clube. Em 21 de janeiro, o Tricolor vivia um cenário de crise institucional. Naquele dia, a equipe perdeu para a Portuguesa no Morumbis, viu o então presidente Julio Casares pedir renúncia e ainda convivia com o temor de rebaixamento no Campeonato Paulista.
Onze anos após a renúncia de Carlos Miguel Aidar, foi a vez de Casares deixar o cargo em meio à divulgação de recentes escândalos na imprensa. A Polícia Civil passou a investigar um suposto esquema ilegal de venda de ingressos para shows em um camarote do Morumbis, além de possíveis desvios de dinheiro envolvendo negociações de atletas.
O ex-presidente também entrou na mira das autoridades por supostamente ter recebido R$ 1,5 milhão em dinheiro vivo entre janeiro de 2023 e maio de 2025.
Veja também:
Todas as notícias da Gazeta Esportiva
Canal da Gazeta Esportiva no YouTube
Siga a Gazeta Esportiva no Instagram
Participe do canal da Gazeta Esportiva no WhatsApp
Eliminação precoce
Outro momento complicado do São Paulo no primeiro semestre foi a eliminação precoce na Copa do Brasil, já na quinta fase da competição. O time, então comandado por Roger Machado, entrou diretamente nesta etapa, assim como os demais clubes da Série A, mas não conseguiu avançar sequer às oitavas de final.
Nos dois únicos jogos disputados pelo torneio, o Tricolor venceu o Juventude no duelo de ida, mas acabou derrotado por 3 a 1 na volta, dando adeus à competição de maneira precoce. A eliminação, inclusive, custou o cargo de Roger Machado, que havia assumido a equipe para a sequência da temporada, mas não resistiu ao revés.
Troca de técnicos
Além das dificuldades extracampo e da queda na Copa do Brasil, a temporada do São Paulo também foi marcada pela instabilidade no comando técnico.
O Tricolor iniciou o ano com Hernán Crespo à frente da equipe, mas o treinador teve uma demissão considerada “surpresa”, o que gerou revolta entre os torcedores, que não esperavam a decisão da diretoria.
Para substituí-lo, o clube apostou na contratação de Roger Machado. O treinador permaneceu no cargo por 17 partidas, mas acabou demitido após a eliminação para o Juventude na Copa do Brasil. Agora, Dorival Júnior assumiu o comando da equipe e soma quatro partidas até o momento, tentando estabilizar o ambiente e recolocar o Tricolor nos trilhos.