Muricy diz ter sido convencido duas vezes a ficar, mas lembra seu limite

Luiz Ricardo Fini - São Paulo,SP

27-03-2015 12:30:00

Muricy diz ter sido convencido duas vezes a ficar, mas lembra seu limite

O técnico Muricy Ramalho confirmou nesta sexta-feira que entregou o cargo duas vezes nas conversas que teve com o vice-presidente de futebol do São Paulo, Ataíde Gil Guerreiro, desde a derrota para o Palmeiras. O treinador explicou que deixou a diretoria liberada para dispensá-lo, mas acabou convencido a permanecer no cargo, deixando claro que tem um limite nesta turbulência.

“Eles estão dando declarações de que vou ficar até o último dia e aquelas coisas, mas eu os deixei à vontade e tirei deles esse compromisso, porque não é bom. Tem que ser coisa aberta. No contrato com o São Paulo, não tenho multa. Eu os deixei livres, porque futebol é resultado. Vim ontem (quinta) com intenção disso (sair) também, mas, não sei se infelizmente, convenceram a ficar mais um pouco. O Rogério veio para ajudar também”, comentou o técnico, que tem contrato até o fim do ano.

Muricy teve a primeira conversa com a direção na volta ao CT, depois da derrota da noite de quarta para o Palmeiras. Na tarde de quinta, na volta aos trabalhos na Barra Funda, o treinador teve uma nova conversa com a direção, combinando de continuar, até com a participação de Rogério Ceni na reunião. 

Muricy Ramalho explicou que seu limite depende das atuações da equipe neste momento
Muricy Ramalho explicou que seu limite depende das atuações da equipe neste momento - Credito: Djalma Vassão/Gazeta Press
No clube, havia a ideia de o técnico não dar entrevista nesta sexta, para ser blindado, mas o comandante acabou seguindo para a coletiva depois do treino. O contato do treinador com os jornalistas foi muito mais rápido do que o habitual, já que o Tricolor quer evitar ao máximo a exposição do comandante. A expectativa é de protegê-lo da crise neste momento decisivo, com jogo da Libertadores, contra o San Lorenzo, na próxima semana.

“Meu limite é se continuar não tendo resultado, não me apego a contrato, ainda mais aqui, que é um lugar especial para mim. Abrir mão de contrato é loucura hoje em dia, mas o limite é a vitória. Não existe ter compromisso até o final, tem que ganhar”, afirmou, para completar.

“Se eu fosse dirigente, seria igual também. O limite é este. Se estiver ganhando, continuo. Se não estiver, eu saio. Outro lado é a saúde. Se complicar, saio. Tive algumas dores ultimamente, mas agora estou melhor”, declarou.

O treinador tenta mostrar força agora para tirar o clube da crise. “Sou um cara forte e vou lutar até o final. Temos chances boas nas duas competições, apesar de não estarmos jogando bem. Tenho a coisa do cara do futebol, de lutar até o final. Não posso parar de lutar. Isso que me moveu e estou aqui de novo, para continuar lutando, agora mais ainda”, encerrou.

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