Maicon causa boa impressão e aumenta briga por titularidade

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Maicon, jogador do São Paulo durante partida contra o Novorizontino , válida pela sexta rodada do Campeonato Paulista da Série A 2016 em São Paulo (SP). 24/02/2016, Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

O zagueiro Maicon chegou como um pedido urgente do técnico Edgardo Bauza para a diretoria do São Paulo após as seguidas lesões de Breno, as fracas atuações de Lucão e a incerteza sobre o experiente Diego Lugano. Na última quarta-feira, o atleta que pertence ao Porto e está emprestado ao clube até o meio do ano, fez uma boa estreia contra o Novorizontino e, logo de cara, já se colocou como candidato à titularidade da equipe.

Mostrando jogo firme e bom posicionamento, o jogador foi elogiado pelo próprio comandante, principalmente pelo pouco tempo que teve de preparação para a partida. Afastado do elenco portista há quase três semanas, ele não atuava desde o dia 7 de fevereiro, quando falhou na derrota por 2 a 1 dos Dragões para o Arouca e acabou perdendo espaço no clube.

"Maicon fez uma boa partida, tendo em conta que fazia quase um mês que não jogava oficialmente e desde que se incorporou começou a trabalhar para poder chegar a isso", analisou Patón, contente com a segurança passada pelo atleta de 27 anos. "Fez uma boa partida, deu segurança e soube passar aos outros a experiência que tem", continuou o comandante.

Sem saber quem vai jogar no final de semana, o treinador pôde comemorar também a segunda boa partida de Rodrigo Caio nos últimos dois jogos. Após fazer o gol da vitória sobre o Rio Claro, o defensor, criticado pelo assessor da presidência, Rodrigo Gaspar, que o chamou de jogador de condomínio, mostra estar recuperado depois das polêmicas.

"As críticas a gente tenta encarar como motivação e dentro de campo mostrar que temos valor. Graças a Deus, fui feliz, pude ajudar a equipe e isso é o mais importante", comentou o jogador, um dos poucos titulares ainda incontestáveis na cabeça de Bauza. Líder no elenco, apesar dos 22 anos, ele ainda fez questão de passar força para o meia Michel Bastos, perseguido por um "apitaço" da torcida a cada toque na bola durante o triunfo do meio da semana.

"A gente fica triste. Sabemos muito bem como o jogador se sente dentro de campo. Acaba perdendo um pouco a confiança, mas ele mostrou que é grande, que tem a cabeça boa e que está disposto a ajudar nossa equipe. Isso é o mais importante. Falei para ele que ele sabe o potencial dentro do elenco, sabe o que representa para nós, para ele esquecer tudo que vem acontecendo e mostrar dentro de campo", encerrou Rodrigo.

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