Cunha coloca contratação de Cueva como motivo de demissão

São Paulo, SP

08-06-2016 09:49:46

O investimento de quase R$ 9 milhões foi o estopim para a saída do ex-diretor de futebol

(Foto: Érico Leonan/SPFC)

Cunha anunciou sua demissão nesta terça-feira (Foto: Érico Leonan/SPFC)

Após seu pedido de demissão nesta terça-feira, o ex-diretor de futebol do São Paulo, Luiz Antonio da Cunha esclareceu, em entrevista à Bandsports, que as "divergências internas" que o fizeram deixar o clube se tratavam da negociação do tricolor com o meio-campista peruano Christian Cueva.

Leia mais:

“Sou muito aberto e gosto de discutir as coisas em grupo. O Leco me propôs isso. Desta vez, esse negócio (contratação de Cueva) foi feito totalmente a minha revelia. Quando eu tomei a iniciativa de apurar o que estava ocorrendo, me disseram que a negociação estava acontecendo e eu dei ordem expressa de parar", afirmou Cunha.

"Nesta hora, que eu mando parar e o negócio continua, eu deveria pelo menos ter recebido um comunicado que minha ordem não valeu de nada. Se viesse do Leco, eu entenderia, porque ele é o presidente eleito e tem esse direito", acrescentou o ex-diretor. A contratação do meia-atacante foi anunciada na última quinta-feira, enquanto o jogador defende sua seleção na Copa América Centenário, disputada nos Estados Unidos.

Cunha ainda diminuiu o tumulto de sua saída e afirmou que jamais prejudicaria o clube. "Tenho certeza de que minha saída não irá tumultuar e prejudicar o são Paulo, se eu achasse que isso pudesse acontecer, eu não teria saído", pontuou.

"Criamos um ambiente mais saudável e as pessoas estão rendendo mais dentro de suas possibilidades. Foi uma evolução natural do trabalho da excelente comissão técnica do Bauza. A minha participação sempre foi em prol do São Paulo", completou. Junto com a nova gestão de Leco, que assumiu o São Paulo em novembro de 2015, Cunha ajudou a reestruturar o tricolor paulista após a instável presidência de Carlos Miguel Aidar.

Sobre a permanência do zagueiro Maicon, Cunha pontuou que não sabe do futuro da negociação. "Agora vocês precisam perguntar para o nosso diretor financeiro, Adilson Martins - que faz um trabalho espetacular no São Paulo, sanando todas as nossas dívidas - se vai sobrar dinheiro para o Maicon", completou.

Recentemente, jornais portugueses sinalizaram que o Porto fixou a multa de 10 milhões de euros (R$ 39 milhões) pelo jogador e que os Dragões já estariam sendo sondados por clubes europeus pelo meteórico líder do São Paulo.

Deixe seu comentário