Criticado, Dorival explica trocas e é defendido até por Carille

Tiago Salazar e Helder Júnior - São Paulo,SP

24-09-2017 19:30:11

Dorival Júnior surpreendeu nesse domingo ao mandar o São Paulo a campo para encarar o Corinthians com Hernanes, Marcos Guilherme, Lucas Fernandes e Cueva. A decisão arriscada deu muito certo e o Tricolor engoliu o Timão durante praticamente todo o jogo. O gol de Clayson, já no fim, no entanto, acabou decretando o empate, e boa parte da frustração da torcida foi descontada no técnico são-paulino, apontado por muitos por ter errado nas substituições da etapa final.

Quando vencia por 1 a 0, Dorival optou por sacar Lucas Fernandes e colocar Denílson. Depois, tirou Cueva para a entrada de Jucilei. Quando o jogo já estava empatado, a última cartada do técnico tricolor foi dada com Maicosuel no lugar de Marcos Guilherme.

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“O São Paulo não alterou o posicionamento. Em momento nenhum demos passos atrás. E botei velocidade com Denilson pelo lado, que seria o nosso escape, jogada de contra-ataque. Lucas (Fernandes), pelo desgaste, não estava mais conseguindo ligar. Cueva se desgastou bastante também. Tinha que fazer alteração. Jucilei entrou com muita força, fez duas ou três boas jogadas que poderia resultar em gol. Não vi a equipe retrair. Quem viu isso viu errado, desculpa”, explicou o treinador em sua entrevista coletiva.

A pressão foi tão forte em cima do tema que até Fábio Carille saiu em defesa do companheiro de profissão. Para o técnico corintiano, que acabou brilhando no Morumbi por colocar aquele que viria a marcar o gol de empate alvinegro, qualquer questionamento sobre as decisões de Dorival Júnior são infundadas.


“Falar assim em cima de algo que acontece muitas vezes é fácil. O Dorival armou muito bem o time, organizado atrás, não se expondo. Continuou organizado. Logo após a substituição do Cueva tomaram o gol, mas por briga do Rodriguinho pela bola. Se não sai o gol, o Dorival mexeu melhor e protegeu o time”, comentou Carille.

“Se eu tivesse do lado do Dorival, faria a mesma coisa com o Cueva, porque ele caiu, talvez seja físico, jogar 11 horas não é fácil. Nessa fase, não é o São Paulo, qualquer equipe tomar gol em casa ganhando cai, faz parte. Somos todos humanos e pesa, sim, neste momento”, argumentou o técnico rival.

 

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