O técnico Thiago Carpini explicou a mudança de esquema tático no São Paulo para o jogo desta terça-feira, contra o Mirassol, fora de casa, pelo Campeonato Paulista. Passado o empate em 1 a 1, o comandante tricolor justificou suas escolhas, garantindo ter obedecido um planejamento definido em conjunto com o departamento médico, preparadores físicos e fisiologistas.
“A gente tem um controle de carga e estamos procurando seguir isso à risca pela quantidade de jogos e pelo elenco do São Paulo nos permitir essa rodagem no elenco, tamanha capacidade que nós temos”, comentou Carpini.
Pela necessidade de preservar Igor Vinícius, que atuou os 90 minutos contra o Santo André após ficar um ano afastado dos gramados, Carpini recorreu a um esquema com três zagueiros. Com essa formação, o São Paulo perdeu em termos ofensivos, principalmente profundidade, mas o treinador tricolor não ignorou o planejamento. Lucas e Erick, inclusive, sequer viajaram para Mirassol, sendo poupados para os próximos compromissos do time.
“A gente ainda precisa entender um pouco mais na reapresentação, a partir de quinta-feira, entender o que temos de melhor para o jogo da Portuguesa. Hoje o Luciano descansou um pouco mais, o Lucas foi mais precavido com a situação dele, não preocupa para a próxima partida. Vamos respeitar muito o que foi planejado internamente. Trabalhar todo esse planejamento e respeitar o que está sendo feito conseguindo pontuar numa competição tão difícil... a gente vê os clubes do interior, como têm se preparado. É uma equipe que poderia seguramente estar jogando a Série A do Campeonato Brasileiro”, prosseguiu Carpini, enaltecendo a qualidade do adversário.
Fato é que, mesmo com desfalques e mudanças no time titular, o São Paulo por pouco não voltou para casa com a vitória. Isso teria acontecido não fosse a polêmica decisão do árbitro Lucas Canetto Bellote, que anulou o segundo gol de Galoppo após revisão do VAR, que acusou interferência de Calleri, impedido, na jogada por ter atrapalhado a visão do goleiro Alex Muralha no momento do arremate.
“Em relação ao gol anulado, não vou entrar no mérito dessa questão. Tudo que a gente fala demais geralmente causa um efeito negativo. Uma finalização como a do Galoppo acho muito difícil que a interferência de algum atleta teria feito com que o Muralha defendesse aquela bola. É muito interpretativo, não vou me aprofundar no caso, mas minha opinião é que o gol foi legítimo.