A três meses da eleição, situação e oposição do São Paulo vivem cenários opostos

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(Foto: Erico Leonan / São Paulo FC)

A três meses da eleição para presidente, situação e oposição do São Paulo vivem cenários opostos. Enquanto os oposicionistas já lançaram até mesmo a campanha presidencial de Marcelo Portugal Gouvêa, a chapa governista ainda não definiu quem irá concorrer ao pleito no final do ano.

Oposição decidida

A oposição bancou a candidatura de Marcelo Portugal Gouvêa. Desde agosto, o grupo Salve o Tricolor paulista apoiava o conselheiro vitalício e advogado, que se tornou o nome principal para a eleição após Rogério Caboclo recuar em sua intenção de disputar as eleições do São Paulo.

Nos bastidores, existia a possibilidade de uma divisão da oposição em duas candidaturas, sobretudo porque Rogério Caboclo foi apoiado publicamente por Olten Ayres, atual presidente do Conselho Deliberativo. Contudo, em meados da metade de agosto, o ex-presidente da CBF desistiu de concorrer à eleição tricolor.

Diante deste cenário, os grupos oposicionistas — Salve o Tricolor Paulista, Novo São Paulo e Força São Paulo — se uniram em prol da candidatura de Marcelo Portugal Gouvêa. Conselheiro vitalício e advogado, ele tenta seguir os mesmos passos de seu pai, homônimo, que presidiu o clube entre 2002 e 2006.

Marcelo Portugal Gouvêa

(Foto: Divulgação)

A candidatura de Marcelinho, como é conhecido, foi lançada oficialmente na última sexta-feira. A chapa oposicionista "São Paulo De Volta" contará, ainda, com as candidaturas de Eduardo Alfano Vieira à vice-presidência, e de Fábio Mariz de Oliveira à presidência do Conselho Deliberativo.

"Eu não prometo milagre. Prometo encarar os problemas de frente. Gastar menos e gastar melhor. Trabalhar com mais profissionalismo, mais planejamento e mais inteligência. E, principalmente: tendo a honestidade como rotina, não só como promessa de campanha. Não há caminho de volta que possa ser traçado pelas mesmas pessoas que nos trouxeram até aqui. [...] Estou preparado para a maior missão da minha vida", disse Marcelo em vídeo oficial da campanha.

Nas próximas semanas, a chapa composta pelos grupos oposicionistas realizará a inscrição das candidaturas de Marcelo Portugal Gouvêa e Eduardo Alfano à presidência e vice-presidência da diretoria, e de Fábio Mariz à presidência do CD, além de anunciar as indicações de candidatos à eleição para ocuparem os cargos de conselheiros eleitos no mesmo período.

O grupo Força São Paulo, de Olten Ayres de Abreu Júnior, atual mandatário do Conselho Deliberativo, realizará em breve a indicação para a vice-presidência do CD.

Situação vive cenário incerto

Por outro lado, a chapa governista vive um cenário de incerteza quanto à quem será o candidato que concorrerá ao pleito. O principal nome cotado para a posição era Adilson Alves Martins, conselheiro, empresário e assessor financeiro da gestão Harry Massis desde março deste ano.

Adilson era nome forte nos bastidores para concorrer à presidência, mas desistiu por motivos pessoais e profissionais. Em entrevista nos últimos dias, ele destacou que comandar o São Paulo exige dedicação integral e que, neste momento, não conseguiria conciliar a corrida eleitoral com suas obrigações como empresário.

Personagens da situação tiveram uma reunião na manhã da última sexta-feira para definir os próximos passos e o planejamento estratégico da campanha, segundo apurou a Gazeta Esportiva. Foram discutidos detalhes como o plano de governo, os eventos a serem realizados e a inscrição dos candidatos.

A chapa governista ainda discute, internamente, possíveis nomes que podem entrar na disputa. Entre eles, está Harry Massis, atual presidente do clube e integrante do grupo Vanguarda. O mandatário, porém, perdeu força nos bastidores e ainda não bateu o martelo se irá ou não se candidatar.

Outros nomes também estão sendo debatidos, como Vinícius Medeiros (grupo Legião), Fernando Ambrogi "Chapecó" (grupo Sempre Tricolor), José Edgard Galvão (grupo Somos SPFC), Themistocles Almeida (grupo Participação) e José Roberto Canassa (grupo Vanguarda, mesmo de Massis), conforme ouviu a reportagem. Themis, como é conhecido, e Chapecó, porém, declinaram a possibilidade.

Apesar do cenário de indefinição atual, mais reuniões estão prevista para os próximos dias para que a situação escolha seu candidato. Há a expectativa de uma definição até o final da próxima semana.

A eleição está prevista para a primeira quinzena de dezembro e definirá o presidente do São Paulo para o triênio 2027-2029. O pleito também definirá a nova composição do Conselho Deliberativo do clube.

Próximos jogos do São Paulo

São Paulo x Santos (21ª rodada do Brasileirão — jogo atrasado)
Data e horário: 02/10 (sexta-feira), às 20h (de Brasília)
Local: Morumbis, em São Paulo (SP)

Cruzeiro x São Paulo (29ª rodada do Brasileirão)
Data e horário: 07/10 (quarta-feira), às 21h30 (de Brasília)
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)

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