A postagem de Rafael Marques ainda dá o que falar no Santos. Nesta terça, véspera da grande decisão da Copa do Brasil, foi a vez do goleiro Vanderlei retrucar a opinião do jogador palmeirense, que minimizou a pressão da torcida santista na Vila Belmiro e previu um “caldeirão” no Allianz Parque para empurrar o Verdão ao título. Para o camisa 1 do Peixe, no entanto, independente da força das arquibancadas, a resposta foi dada dentro das quatro linhas, quando o time da Baixada abriu vantagem na final ao vencer por 1 a 0.
“Cada um fala o que quer. Não pensamos em polêmica, no que ele está dizendo ou não. A equipe que veio aqui perdeu. O Palmeiras nem jogou. Ficou se defendendo. Espero que os santistas que forem (ao Allianz Parque) comemorem no final”, afirmou o goleiro.
Apesar de enaltece a temporada do Santos, com um título Estadual, finalista da Copa do Brasil e até uma rodada atrás brigando pelo G4 no Campeonato Brasileiro, Vanderlei lembra que a cultura do país não permite qualquer equipe se contentar com um vice-campeonato.
“No Brasil, é lembrado quem é campeão. Ninguém fica lembrando o vice-campeão. E o que vale vaga na libertadores é o título. Pressão vai existir, porque a gente estava brigando no G4. Não foi possível, sabemos do desgaste, com campos molhados. Optamos por tirar alguns jogadores. Mas isso não vai fazer diferença (para a final)”, explicou, ignorando inclusive a pressão que os santistas devem encontrar na casa alviverde.
Vanderlei disputará sua primeira final com a camisa do Santos, já que Vladimir foi o goleiro na decisão do Paulista (Foto: Ricardo Saibun)
“Não pensamos muito nisso. Queremos estádio lotado, seja dentro ou fora. Enfrentamos Corinthians, São Paulo e Palmeiras no Brasileiro. Sabemos das dificuldades, mas nossos jogadores estão com a cabeça boa. Experientes, jovens.... Estão todos preparados”, garantiu.
Se Vanderlei não for vazado, o Peixe garante o título. Para o goleiro, no entanto, não tem como entrar em campo pensando apenas em sustentar a vantagem conquistada na primeira final.
“Isso é na teoria. Mas final de campeonato, em jogo decisivo, não pode ficar atrás. Se não, será difícil. Temos que fazer nosso jogo, sair para o jogo, com jogadores de velocidade, contra-ataque. O Palmeiras precisa sair, não será como na Vila, em busca de empate ou 1 a 0. Os espaços vão aparecer. É fazer gols para sair com o título”, disse.
E todo esse discurso de confiança, otimismo e também de pressão pelo resultado positivo tem a ver com um fato da Copa do Brasil ter se transformado na única oportunidade do clube de voltar a disputar a Copa Libertadores da América.
“Nem pensei nisso (ser vice). Estou pensando em vencer. A vaga é consequência do resultado. Lutamos até o final pelo G4. Poucos acreditariam que chegaríamos tão longe. Na Copa do Brasil é o jogo da vida. Melhor jogo do ano, todo atleta quer participar, respeitando a equipe. Vamos para vencer, vamos para conseguir a vaga na Libertadores, que vai ser importante. Vai ser um baita resultado para a gente”, encerrou.