O Santos tem uma média de público de 9.755 pagantes e, com isso, arrecada em média R$ 371.953,00 (Foto: Pedro Azevedo)
A diretoria do Santos ainda não abandonou a ideia de vender alguns mandos no Campeonato Brasileiro para obter um lucro maior com receita de bilheteria. Modesto Roma Jr, junto ao seu departamento de marketing, estuda uma forma de levar a equipe para outras praças sem prejudicar a caminhada do time na tentativa de conquistar o título da Copa do Brasil e terminar o Campeonato Brasileiro com uma vaga no G4.
Recentemente, o clube pleiteou levar o duelo contra o Flamengo, pela 35ª rodada, para a Arena da Amazônia, em Manaus. A oportunidade, no entanto, já foi descartada. À princípio, o jogo segue marcado para a Vila Belmiro, porém, isso também não significa uma definição. Em um momento mais próximo do confronto, o clube vai pesar a importância do jogo e a necessidade de se usar a força de seu alçapão. Porém, mesmo que opte por sair da Baixada Santista, jogar em Manaus já é uma carta fora do baralho.
Essa tática se repete na Copa do Brasil. Nas quartas de final, contra o Figueirense, o Peixe resolveu jogar no Pacaembu, em São Paulo, para atender seu torcedor da Capital e desfrutar de um público pagante impossível de se ter na Vila. Mas, para o clássico diante do São Paulo, válido pela semifinal da mesma competição, a diretoria atendeu o pedido da comissão técnica e do grupo de jogadores e não abriu mão de manter a partida de volta do San-São em Santos.
Daqui para frente será assim. Quando entender que não causará prejuízo técnico, a cúpula alvinegra não se furtará do direito de vender algum mando. E é a fase do time e a importância da partida que poderá frear essa ideia e manter a Vila Belmiro como o palco a receber o alvinegro praiano.
Apesar de não revelar o nome da empresa envolvida no negócio, o Santos tem um acordo para três jogos, independente de quem seja o adversário. Estes investidores pagariam um valor pré-definido ao clube e teriam, assim, o direito de organizar a partida onde bem entender. Além disso, o Peixe ficaria com 60% da renda e repassaria 40% a este mesmo grupo.
Os jogos contra Grêmio, São Paulo, Vasco e Fluminense já foram tentativas frustradas de se fechar uma transferência de local. Sem contar o Goiás, rival deste domingo, em partida confirmada para a Vila, o Santos terá só mais três jogos como mandante no Campeonato Brasileiro: Palmeiras, Flamengo e Atlético-PR. Caso não se chegue a um acordo para estas ocasiões, o plano só poderá entrar em prática de novo na próxima temporada.