Pepe conta história preferida e diz que Coutinho e Pelé inventaram as tabelas

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(Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

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Pepe compareceu ao velório de Coutinho na manhã desta terça-feira, na Vila Belmiro, e destacou a tristeza dele e dos companheiros do ex-atacante, mas fez questão de falar da alegria do amigo e de lembrar de sua história preferida.

"A gente perde um amigo de todas as horas. Nossa amizade continuou depois de paramos de jogar. Santos está de luto, perdeu um jogador extraordinário e uma figura humana incrível. Estamos muito tristes, fez parte do nosso grande ataque, que me orgulho e eu era o único cara pálida de uma crioulada fantástica", disse Pepe.

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"Coutinho era um cara alegre. Vou contar uma história boa. Estávamos em uma excursão na Alemanha. Em uma noite de folga, fomos dançar um pouco num clube. Ele dançava, eu não. Tínhamos direito a uma música. Garçom recolhia para a orquestra. Pedi a minha e tocou. E meia hora depois a do Coutinho não. Ele pediu "Neguinho e a Senhorita" (da Elza Soares). Não ia tocar nunca (risos). A gente se sentia bem ao lado dele. Um moleque de 15, 16 anos, mas com categoria. Quem mais entendeu o Pelé, só pelo olhar. Chegou a hora dele. Uma perda irreparável", recordou.


Pepe ainda falou da conexão de Coutinho e Pelé e afirmou que a dupla iniciou a tabela no futebol.

"As tabelinhas com Pelé ficaram marcadas para sempre. Nasceram ali as tabelas no futebol. Santos teve outros grandes centroavantes como Pagão e Toninho Guerreiro, mas Coutinho foi o maior de todos. Não havia tempo ruim. Uma lacuna difícil de ser preenchida e nosso coração está de luto, o Santos também. Nosso amigo de sempre merece descansar em paz", concluiu.

Trajetória

Coutinho morreu aos 75 anos no início da noite desta segunda-feira, em sua residência, em Santos, por causa de um infarto. Em janeiro, ele chegou a ser internado na UTI depois de pneumonia.

Antônio Wilson Vieira Honório, mais conhecido como Coutinho, é o terceiro maior artilheiro da história do Peixe. Atuou entre 58 a 67 no Alvinegro, com 368 gols em 457 partidas. Ele ainda defendeu Vitória, Bangu e Atlas-MEX e se aposentou em 1973 no Saad.

Coutinho conquistou seis títulos paulistas, cinco brasileiros, duas Libertadores e Mundiais de Clubes. E foi campeão mundial pela seleção brasileira em 1962.

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