'Pé-frio', Bueno se vê pronto para ser o 10 do Santos e projeta volta para fevereiro

Correspondente Vitor Anjos - Santos,SP

25-11-2017 09:30:22

Revelação 'adotada' pelo Santos, Vitor Bueno viveu um 2016 dos sonhos, assumindo a titularidade absoluta, levando Peixe de volta à Libertadores e conquistando o prêmio de revelação do Campeonato Brasileiro. As expectativas para 2017 eram enormes. Porém, o ano acabou sendo decepcionante tanto para o alvinegro como para o jovem de 23 anos.

O Santos, apesar a vaga para a fase de grupos da Libertadores praticamente garantida, acabou frustrando seu torcedor, já que passou o ano sem conquistar um título sequer.

Bueno, por sua vez, começou alternando altos e baixos, tanto que foi criticado por parte da torcida e chegou até a ficar no banco de reservas em alguns jogos. Para completar, o meia viu sua temporada terminar no dia 1º de julho, quando rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito em duelo com o Atlético-GO, pelo Brasileirão.

Agora, Peixe e Bueno dependem um do outro para que as glórias retornem em 2018, afinal, com a iminente saída de Lucas Lima, que foi afastado pela diretoria, o jovem de 23 anos desponta como o favorito para assumir o posto de armador do time na próxima temporada.

"Estou preparado (para ficar com a vaga de meia) como sempre. Talvez o Lucas vá embora e deixará um grande espaço. Será um grande perda, mas temos que virar a página e fazer o que precisamos, que é o melhor pelo Santos. Eu gosto bastante da camisa 10, mas a escolha de quem vai jogar com ela é melhor deixar para o treinador e a diretoria, né. Mas se aparecer a oportunidade estarei pronto", afirmou Vitor Bueno em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva.

Com quase cinco meses de recuperação após romper o ligamento, o meia irá abandonar as férias de fim de ano para acelerar seu retorno aos gramados. Mesmo sem querer queimar etapas, o jovem projeta estar à disposição entre janeiro e fevereiro.

"Eu estou no último passo para começar a correr no campo. Venho fortalecendo bastante nos últimos dias para igualar a força das duas pernas e começar a correr logo depois. Os médicos não procuram dar muita estimativa de tempo, mas garanto que logo logo estarei de volta. Dia 5 de janeiro vai completar seis meses da cirurgia. A ideia é eu estar liberado neste começo de ano, não sei se já na estreia do Paulistão, em janeiro ou em fevereiro. Primeiramente eu tenho que estar bem fisicamente, forte. Só retorno quando estiver 100% bem. Não vou ficar antecipando a volta pois isso pode prejudicar bastante", explicou.

A lesão sofrida em julho fez Vitor ficar um mês andando de muletas, sem poder encostar o pé direito no chão. Por conta do problema, o meia passou a acompanhar os jogos do Santos apenas pela televisão. E deu sorte, afinal, a equipe então comandada por Levir Culpi estava invicta na Libertadores.

Porém, Bueno decidiu ir para a Vila Belmiro justamente na 'decisão' contra o Barcelona de Guayaquil, pelo jogo de volta das quartas de final do torneio continental. O camisa 7 mostrou-se um legítimo pé-frio, já que o Peixe perdeu o jogo, a invencibilidade e ainda foi eliminado da Liberta.

"Ah, foi complicado. Eu estava só assistindo os jogos em casa e o Santos ganhando todas. Decidi ir na Vila contra o Barcelona e nós vimos o que aconteceu, né. Foi um dia muito triste, para mim e para todos os companheiros. Foi criada uma expectativa enorme em cima do nosso time, que estava invicto. Infelizmente acabou desmoronando tudo naquele dia", lamentou o santista.

Após as frustrações desta temporada, Vitor Bueno espera ter um feliz 2018 para quem sabe dar o quarto título da Libertadores ao Santos.

"O trabalho está sendo bem executado. Fomos bem na Liberta deste ano. Acabamos parando nas quartas, mas acredito que nosso time era melhor que o do Barcelona. Infelizmente eles passaram. Agora é pensar em 2018, treinar bastante e fazer alguma coisinha que deixou de ser feita neste ano para sermos campeões", concluiu o meia.

De tênis, Bueno já apareceu no gramado do CT Rei Pelé; meia deve começar a correr no campo em dezembro (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Leia a entrevista na íntegra:

Gazeta Esportiva: Como está sendo sua recuperação? Vem tudo correndo bem?

Vitor Bueno: "Recuperação está muito boa. Passei por uns apertos lá no começo, que é sempre muito difícil. Mas agora o pior passou. Tenho treinado exaustivamente todos os dias, incluindo domingos e feriados. Abandonei as folgas para voltar o mais rápido possível".

Gazeta Esportiva: Quais foram esses apertos que você teve no início? Foi a primeira lesão grave que você sofreu na carreira? Como está sendo enfrentá-la?

Vitor Bueno: "O aperto foi demorar pra cair a ficha, né, descobrir que ficaria fora de vários jogos importantes, como da Libertadores. Essa foi minha primeira lesão grave na carreira, desde que comecei a jogar eu só tinha sofrido um problema muscular. Fiquei um mês usando muletas, sem poder colocar o pé no chão. Isso foi bem complicado. Mas o pior já passou".

Gazeta Esportiva: Para quando está previsto seu primeiro treino no gramado do CT?

Vitor Bueno: "Eu estou no último passo para começar a correr no campo. Venho fortalecendo bastante nos últimos dias para igualar a força das duas pernas e começar a correr logo depois. Os médicos não procuram dar muita estimativa de tempo, mas garanto que logo logo estarei em campo".

Gazeta Esportiva: Você vai abdicar das férias de final de ano para seguir se recuperando no CT Rei Pelé? Acredita que já estará liberado para a estreia do Santos no Paulistão, dia 17 de janeiro?

Vitor Bueno: "Vou ficar aqui nas férias sim. Dia 5 de janeiro vai completar seis meses da cirurgia. A ideia é eu estar liberado neste começo de ano. Não sei se já na estreia, em janeiro ou em fevereiro. Primeiramente eu tenho que estar bem fisicamente, forte. Só retorno quando estiver 100% bem. Não vou ficar antecipando a volta pois isso pode prejudicar bastante".

Gazeta Esportiva: Em 2016 você foi eleito revelação do Brasileiro. Nesta temporada, porém, você viveu altos e baixos antes da lesão e acabou até sendo criticado pela torcida. Qual Vitor Bueno podemos esperar no próximo ano. O de 2016 ou de 2017?

Vitor Bueno: "Podem esperar o mesmo Vitor Bueno de sempre. Acho que no momento que eu não estava bem o time todo também não estava. Não era só eu. E mesmo assim eu machuquei sendo o artilheiro do time na temporada naquele momento. Jogar no Santos é isso, a cobrança sempre vai ser muito grande. Não conseguimos classificar no Paulistão e a pressão cresceu. Eu fui o 'escolhido'. Um lance ou outro que errava eu era bastante criticado. Mas vou retornar sendo o mesmo de sempre, correndo pelo time, buscando o gol toda hora, dando passes para os meus companheiros e dando alegrias aos santistas".

Em 2016, meia ganhou o prêmio de revelação do Campeonato Brasileiro (Foto: Fernando Dantas/ Gazeta Press)

Gazeta Esportiva: Mesmo sendo meia de origem, você despontou no Santos atuando pelos lados do ataque. Ainda prefere jogar como meia ou já vê como um atacante?

Vitor Bueno: "Nas duas ali eu vou muito bem, tanto pelo lado como por dentro. Não tenho preferência, onde me colocarem pra jogar eu vou fazer isso muito bem".

Gazeta Esportiva: E ano que vem o Santos não terá Lucas Lima. E sua chance de assumir a posição de meia armador. Está preparado?

Vitor Bueno: "Estou preparado (para assumir a vaga de armador) como sempre. Como você disse, talvez o Lucas vá embora e deixará um grande espaço. Será um grande perda, mas temos que virar a página e fazer o que precisamos, que é o melhor pelo Santos".

Gazeta Esportiva: Já se vê atuando com a camisa 10? Tem o desejo de jogar com o número que já foi de Pelé?

Vitor Bueno: "Eu gosto bastante da camisa 10 , mas a escolha de quem vai jogar com ela é melhor deixar para o treinador e a diretoria, né. Mas se aparecer a oportunidade estarei pronto".

Gazeta Esportiva: Como foi pra você ficar assistindo o Santos de fora do gramado? Deu aquela vontade de entrar em campo mesmo machucado, principalmente no jogo contra o Barcelona de Guayaquil?

Vitor Bueno: "Ah, foi complicado. Eu estava só assistindo os jogos em casa e o Santos ganhando todas. Decidi ir para a Vila justamente contra o Barcelona e nós vimos o que aconteceu, né. Foi um dia muito triste, para mim e para todos os companheiros. Criamos uma expectativa enorme em cima do nosso time, que estava invicto. Infelizmente acabou desmoronando tudo naquele dia".

Gazeta Esportiva: Esse ano o Peixe parou nas quartas. O que falta pro Santos conquistar a Libertadores ano que vem?

Vitor Bueno: "O trabalho está sendo bem executado. Fomos bem na Libertadores deste ano. Acabamos parando nas quartas, mas acredito que nosso time era melhor que o do Barcelona. Infelizmente eles passaram. Agora é pensar em 2018, treinar bastante e fazer alguma coisinha que deixou de ser feita nesta temporada para sermos campeões.

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