Marcelo Fernandes diz saber que técnicos foram oferecidos ao Santos

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Devido a má fase e aos tropeços nos últimos jogos, Marcelo Fernandes sabe que seu trabalho passou a ser questionado, inclusive dentro do próprio Santos. Além de torcedores insatisfeitos e irritados com a série de cinco jogos sem vitória e com a 16ª colocação na tabela do Campeonato Brasileiro, pessoas que trabalham e participam do dia-a-dia do Peixe já se mexem no sentido de buscar uma nova opção para o comando técnico. E Fernandes admite que sabe de tudo.

"Se tiver que acontecer, vai acontecer (demissão). Eles sabem disso, veem meu trabalho. Estou tranquilo. Não quero tocar nesse assunto. Não me incomodo, eu já sei disso há tanto tempo (que ofereceram outros técnicos). Sou da cidade. Oferece. Eu sou da cidade. Eu sei, tenho amigos aqui. Isso é normal. Cada um vê as coisas do seu jeito. O meu jeito é trabalhar, sem trair ninguém. O futuro está aí e a Deus pertence", disse o treinador.

Nos bastidores da Vila Belmiro já se especularam dois nomes: Sérgio Guedes e Guto Ferreira. Em ambos os casos, o nome do empresário Luiz Tavera é citado como intermediário. Ligado diretamente ao presidente Modesto Roma Jr, Tavera também foi responsável pela negociação com Ricardo Oliveira e é uma pessoa influente do Santos atualmente.

Marcelo Fernandes diz saber que técnicos foram ofericidos ao Santos, mas garante continuar seu trabalho sem se afestar

Marcelo Fernandes diz saber que técnicos foram ofericidos ao Santos, mas garante continuar seu trabalho sem se afestar - Credito: Ricardo Saibun/Santos FC

"Estou muito tranquilo quanto a isso. Volto a dizer o que eu falei na entrevista depois da Ponte. Eu estou muito chateado pelo o que o time vem rendendo e não estar conseguindo os resultados. Se estivesse jogando mal, mas não é isso que está acontecendo. Sou bem tranquilo quanto a isso. Não vou mudar. O futebol não vai mudar por minha causa, que sou treinador hoje", comentou Fernandes, que antes de ser efetivado e conquistar o Campeonato Paulista já fazia parte da comissão técnica permanente do alvinegro há cinco anos.

"A diretoria me deu total respaldo até agora. Estou fazendo meu trabalho, estou muito feliz, chateado pela situação, mas vou para Minas com uma baita vontade de ganhar, porque todo mundo sabe que o trabalho é digno aqui. Não me empolgo com nada. Meu pé está no chão do mesmo jeito. Clube grande tem pressão ganhando e perdendo. Estou super tranquilo", finalizou, pouco antes de embarcar com o elenco santista para o duelo desta quarta-feira, contra o Atlético-MG, às 19h30, no estádio Independência.

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