Dorival chama Vila de “brejo” e assume responsabilidade pela derrota

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Dorival Jr mostrou sua insatisfação com o atual futebol que se pratica no Brasil (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Com um semblante sereno, obviamente nada feliz, mas, ao mesmo tempo, tranquilo, Dorival Júnior concedeu entrevista coletiva ainda no Palestra Itália, logo depois do Santos acabar derrotado pelo Palmeiras nos pênaltis e, assim, perder a chance de título da Copa do Brasil. O treinador fez questão de chamar toda a responsabilidade pelo resultado negativo, mas fez algumas ressalvas em uma tentativa de explicar os motivos que colaboraram para o clube não alcançar seu objetivo ao fim da temporada.

“Futebol você perde num todo e a responsabilidade é do treinador, não dos jogadores. Assumo essa condição. Fizemos nosso melhor e realmente não foi uma grande noite. De todo o período que aqui estou, foi a partida mais abaixo em relação ao que a equipe vinha atuando e fomos penalizados com o resultado. A maneira como perdemos marca muito, porque a campanha era irrepreensível. Aguardávamos um final diferente, por tudo que o Santos havia produzido”, confessou o treinador, que só mudou a fisionomia, para mais sisuda, quando questionado se a equipe alvinegra teria caído de produção nesta reta final. Neste momento, não faltou reclamações até para a Vila Belmiro.

“Não, pelo seguinte: nós tivemos um campo muito pesado, praticamente jogamos em um barro, em um brejo contra o Flamengo. Foi a única partida que jogamos abaixo. Fomos para Joinville, Curitiba, novamente campos encharcados, pesados. Faríamos a final na quarta, tomamos todas as medidas possíveis. Fomos ao limite”, explicou, refutando criticar as últimas atuações do Peixe.

Dorival Júnior relembrou o desgaste da sua equipe nos últimos jogos para justificar a derrota (Foto: Gazeta Press)

Dorival Júnior relembrou o desgaste da sua equipe nos últimos jogos para justificar a derrota (Foto: Gazeta Press)

“Tudo foi debatido, conversado para as decisões e não vi a equipe caindo de produção. Fez uma boa partida na primeira final e estava preparada na segunda partida. Tem dia que não acontece, não produzimos. O Palmeiras tem méritos e fez o resultado”, exclamou.

Outro ponto que deixou Dorival Júnior mais incomodado do que o próprio resultado adverso nesta quarta-feira foi a crítica sobre a escolha da comissão técnica em mandar apenas os reservas nas duas últimas rodadas do Brasileiro, quando o Santos acabou derrotado em ambos e viu a chance de conquistar uma vaga no G4 ir por água abaixo, para apostar tudo na Copa do Brasil, que também não veio.

“Quem fala isso desconhece os fatos, o dia a dia. Jogamos 12 jogos com gramado enxercado, pesado. Pegamos a Vila com um campo pisoteado. Os jogadores não suportam. Braz acabou sentindo hoje. Jogamos quinta e domingo. O Palmeiras quarta e sábado, 24 horas de diferença. Não tirei jogadores em momento nenhum, até o momento que eles me pediram. As pessoas que falam, falam com desconhecimento de causa. Não tem ideia do que é você ficar torcendo para os jogadores não se machucarem”, esbravejou o treinador.

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