Conheça mais sobre Guilherme Nunes, o "Batman do Santos"

Correspondente Lucas Musetti Perazolli - Santos,SP

20/02/18 | 07:30

Guilherme Nunes é mais uma novidade das categorias de base a se firmar no elenco profissional do Santos. O volante canhoto, de 19 anos, fez a estreia no segundo tempo da vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo neste domingo, no Morumbi. Abaixo, a Gazeta Esportiva apresenta um pouco das características do atleta.

Primeiramente, você precisa saber que o apelido recente de Guilherme é Batman. O jogador teve parte do cabelo raspado no trote entre os profissionais e, com o desenho irregular, a cabeça, na visão de Arthur Gomes, parecia a do morcego, símbolo do super-herói.

Agora, falando de coisa séria, o Menino da Vila tem características semelhantes às de Alison, titular no meio-campo do Peixe. Guilherme Nunes é primeiro volante de origem, mas com qualidade suficiente para ajudar o ataque e surpreender os adversários. Sua referência é posição é Thiago Maia, negociado com o Lille-FRA.

Guilherme Nunes estreou pelo Santos (Ivan Storti/SFC)

Na Copa São Paulo de Futebol Júnior deste ano, Guilherme, o capitão da equipe, se aventurou no ataque durante a campanha, que terminou nas quartas de final, em derrota para o Internacional. O meio-campista, com a entrada de Wagner Leonardo, atuou quase que como um ponta-esquerda.

Fora de campo, Guilherme Nunes foge do perfil característico de um boleiro. Ele é discreto, tímido, diferente da maioria dos jovens de sua idade.

Trajetória

Guilherme Nunes teve os primeiros passos no futebol no bairro Albatroz, em Imbé, no Rio Grande do Sul. Após brincadeiras de criança, ele iniciou a "carreira" em uma escolinha, aos sete anos.

“Desde pequeno eu me identifiquei com o futebol. Nas brincadeiras eu sempre queria isso. Até que um amigo, que jogava muito bem, me chamou pra entrar em uma escolinha chamada Santa Teresinha. Fiquei jogando nela minha infância toda. Foi lá que comecei a aprender mesmo. Brincar é uma coisa, aprendizado é outra. Eu sou muito grato. Ainda voltarei lá para honrar e ajudar a crescer essa escolinha que tanto me ajudou”, disse Guilherme, na Série "Nossos Meninos", no site oficial do Santos.

Guilherme foi criado pela mãe, Raquel, e não conheceu seu pai. Seu avô, Rudimar, cumpriu esse papel e ensinou algumas lições para o volante.

“Eu aprendi a pregar e serrar madeira com meu avô. Tínhamos um fogão a lenha lá em casa, por causa do forte frio. É comum no Rio Grande Sul. Então, meu avô me ensinou algumas coisas de carpintaria para abastecer o fogão. Meu avô sempre foi uma boa referência para mim”, comentou.

Guilherme Nunes coleciona convocações para seleções de base (Foto: CBF)

Depois de oito anos na Escolinha Santa Terezinha, Guilherme Nunes fez um teste no Ivoti/Globalfut. Antes, foi reprovado em avaliação no Grêmio e aprovado no Novo Hamburgo, mas obrigado a desistir por falta de alojamento.

“Depois de ter sido reprovado no teste do Grêmio, comecei a levar o sonho de ser jogador mais a sério. Coloquei na minha cabeça que era isso que eu queria. Quando passei no Ivoti/Globalfut, fui morar com meu tio Pierre em Campo Bom, que fica perto de Ivoti. Joguei lá por um ano, até o Santos me encontrar”, afirmou.

E o encontro com o Santos foi curioso. No fim de 2013, avaliadores do clube foram até Ivoti para observar um atacante. Foi Guilherme, porém, quem chamou a atenção e acabou chamado para testes.

“Apesar de jogar como volante, me chamaram para um período de teste como zagueiro no Santos. Meu voo acabou atrasando e consegui fazer somente uma avaliação em dezembro de 2013. Voltei em fevereiro de 2014, passei pela bateria de testes e fui aprovado. Quando fiquei sabendo, fiquei muito emocionado, fui para o alojamento e chorei muito”, lembrou.

Na base do Santos, Guilherme Nunes se firmou, conquistou o Campeonato Paulista Juvenil de 2014, e colecionou convocações para seleções brasileiras sub-17 e sub-20. Agora, busca se manter no elenco profissional do Peixe após a estreia no clássico.

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