O Santos empatou por 0 a 0 com o Palmeiras, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, em uma partida que evidenciou a evolução coletiva da equipe comandada por Cuca, mas também expôs dificuldades para transformar boas atuações em vitórias.
Mesmo sem Neymar, o Peixe conseguiu competir com um adversário que disputa a liderança da competição, criou oportunidades e passou boa parte do confronto em condições de abrir o placar. A falta de eficiência ofensiva e a queda de intensidade na reta final, porém, impediram um resultado melhor.
Meio-campo sustenta atuação competitiva
Um dos principais méritos do Santos foi a capacidade de disputar o controle do meio-campo. Diante de um Palmeiras que utilizou três zagueiros e buscava avançar pelos lados, Cuca apostou em uma formação com maior presença na região central, reunindo Christian Oliva, Gustavinho, Gabriel Bontempo e Philippe Coutinho.
A estratégia permitiu ao Peixe reduzir os espaços para a construção adversária e recuperar a posse em zonas mais avançadas. Sem depender exclusivamente de contra-ataques, o Santos conseguiu permanecer no campo ofensivo durante períodos importantes da partida.
Final de jogo. Santos empata o clássico contra o Palmeiras em 0 a 0 na Vila Belmiro. https://t.co/07Y2MJmwjz
— Santos FC (@SantosFC) October 29, 2026
Bontempo teve participação relevante nesse funcionamento. Além de contribuir para a pressão sobre a saída de bola palmeirense, o meia apareceu em situações de finalização e participou da criação de oportunidades. Em uma delas, recuperou a posse de Barboza e encontrou Gabigol em condições de concluir.
Coutinho também teve importância para a organização da equipe. Sua movimentação ajudou a conectar o meio-campo ao ataque, enquanto o comprometimento sem a bola contribuiu para manter o Santos compacto. O desempenho coletivo mostrou que o time encontrou alternativas para competir mesmo sem seu principal jogador.
Volume ofensivo não se transforma em gols
Se o Santos conseguiu construir oportunidades, faltou precisão para aproveitá-las. A equipe encontrou espaços principalmente quando acelerou as jogadas pelos lados e conseguiu levar a bola até Gabigol dentro da área.
O atacante teve três boas chances na primeira etapa, incluindo uma finalização cara a cara com Carlos Miguel. O goleiro palmeirense levou a melhor e impediu que o domínio santista se refletisse no placar.
A dificuldade não se limitou ao centroavante. Rodinei finalizou por cima em uma chegada pela direita, enquanto Bontempo também esteve perto de marcar no segundo tempo, quando Arthur afastou sua conclusão praticamente sobre a linha.
Esses lances demonstram que o problema não esteve necessariamente na capacidade de criar. O Santos conseguiu superar a marcação de um adversário organizado e colocar jogadores em boas condições de finalizar. O contraste apareceu na execução das jogadas decisivas.
A falta de gols ganha ainda mais peso pelo contexto do campeonato. Na disputa por uma vaga na Libertadores de 2027, o Peixe precisa converter atuações competitivas em resultados, especialmente dentro de casa.
Queda física expõe dificuldade para sustentar o controle
A organização defensiva também foi importante para o Santos permanecer competitivo. João Alencar e Luan Peres formaram a dupla de zaga, enquanto a aproximação entre os setores dificultou a progressão palmeirense durante boa parte do confronto.
Entretanto, o cenário mudou com o avanço da segunda etapa. As substituições de Abel Ferreira deram novo fôlego ao Palmeiras, que passou a encontrar mais espaços e criar situações perigosas.
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Do lado santista, as alterações de Cuca não conseguiram preservar a intensidade apresentada anteriormente. O desgaste físico ficou evidente, e o time perdeu capacidade de pressionar e controlar a posse.
Diógenes se tornou decisivo nesse momento. O goleiro fez intervenções importantes, especialmente diante de Murilo e Vitor Roque, evitando que a queda de rendimento terminasse em derrota.
Com 47 pontos, na oitava colocação, o Peixe enfrenta o Red Bull Bragantino na segunda-feira (2), fora de casa, precisando manter o padrão coletivo e melhorar a eficiência para seguir na briga pela Libertadores.