Análise: Santos começa bem, mas sofre "apagão" no segundo tempo e perde pelo Brasileiro

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Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

O Santos voltou a apresentar sinais de competitividade, mas repetiu um problema que tem marcado sua campanha no Campeonato Brasileiro: a dificuldade de sustentar o resultado. Neste sábado, o time de Cuca esteve duas vezes à frente no placar, mas sofreu um “apagão” e levou a virada do Grêmio por 3 a 2. 

O roteiro da partida escancarou um contraste já recorrente no Peixe. Por boa parte do jogo, especialmente no início de cada tempo, o Santos mostrou organização, intensidade e conseguiu criar dificuldades ao adversário. No entanto, bastaram poucos minutos de desatenção para a equipe perder o controle emocional e defensivo da partida.

No primeiro tempo, o Santos foi mais agressivo e criou as melhores oportunidades desde os minutos iniciais. Logo aos dois, quase abriu o placar com Arão, que acertou a trave após cobrança de falta de Gabriel Bontempo. A equipe demonstrava postura competitiva, pressionando alto e aproveitando erros do adversário.

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A recompensa veio aos 31 minutos. Após falha de Caio Paulista na saída de bola, Miguelito recuperou a posse e serviu Gabigol, que apenas completou para o gol. O lance evidenciou um Santos atento e agressivo sem a bola.

Mesmo após sofrer o empate de Carlos Vinícius, o Peixe não perdeu intensidade e voltou do intervalo novamente superior. Aos nove minutos da etapa final, após boa troca de passes pelo lado esquerdo, Bontempo encontrou Gabigol na área para recolocar o Santos em vantagem.

O problema começou justamente depois do segundo gol. A vantagem santista durou apenas quatro minutos. Em um período curto de total desorganização defensiva, o Santos viu o Grêmio crescer no jogo e virou presa fácil. Primeiro, Carlos Vinícius empatou após cruzamento de Pavón. Pouco depois, Tetê recebeu na entrada da área, teve espaço para finalizar e acertou um chute colocado para decretar a virada.

Entre o segundo gol santista e a virada gremista, foram apenas oito minutos. O tempo evidencia o "apagão" dos jogadores em campo, que viram o triunfo escapar em muito pouco tempo.

Mais do que o resultado, preocupa a repetição do cenário. O Santos novamente mostrou capacidade de competir, criar e até controlar momentos da partida, mas voltou a cometer erros defensivos decisivos e demonstrou fragilidade após sofrer gols.

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