Léo Cittadini subiu em 2013 e só agora começa a cativar seu espaço na equipe do Santos (Foto: Ivan Storti)
Depois da bela atuação individual no último domingo e dos não poucos elogios de Dorival Júnior, Léo Cittadini concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira, no CT Rei Pelé e, mesmo longe de aparentar deslumbramento, não escondeu sua alegria com o espaço conquistado e nem mesmo o peso de ter de assumir a vaga de Lucas Lima entre os titulares do Santos amedrontou o jovem jogador de 22 anos.
“Substituir o Lucas é muito difícil, por tudo que ele representa. Venho trabalhando, me dedicando nos treinamentos para dar conta do recado nas oportunidades que aparecem”, comentou, mais leve com a reação da equipe no Campeonato Brasileiro. “Eu acho que foi uma vitória boa, conseguimos voltar a jogar bem, segurar bem a posse de bola e isso foi fundamental. Uma Vitória boa em cima de um time bom. Isso dá confiança para o decorrer do campeonato”, disse.
Nesta temporada, Cittadini já fez oito partidas, contando o amistoso contra o Bahia na pré-temporada. São dois jogos a mais do que em todo 2015. O curioso é que ele passou o primeiro semestre sendo trabalhado para ser um substituto imediato de Thiago Maia, mas, foi na sua posição de origem que acabou se destacando.
“O Dorival sempre conversa. Ele me disse que eu tinha oportunidades como volante, mas que eu tinha liberdade de jogar como meia. Fiz uma função nova contra o Corinthians e agora joguei centralizado. É indiferente. Posso contribuir bem para ajudar a equipe em qualquer uma dessas posições, mesmo sendo meia de origem”, explicou, ressaltando que em função disso acabou aprendendo a marcar também.
“Eu já vinha desenvolvendo isso por treinar como segundo volante. Antigamente eu não roubava muitas bolas. Fui me adaptando e evoluí bastante nesse quesito. Consegui ajudar bastante na marcação contra o Botafogo”, lembrou.
Apesar de ainda ser novo, Léo Cittadini subiu para o profissional do Peixe no meio de 2013, logo após ser campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Considerado cria das categorias de base alvinegra, o meia passou apenas um ano e meio no clube, antes de ser efetivado por Claudinei Oliveira.
E apesar da torcida simpatizar com todos os garotos da base, Léo Cittadini percebeu a chiadeira da arquibancada cada vez que tocava a bola para os jogadores de defesa em meio a vitória em cima do Botafogo, inclusive com uma assistência sua. Por isso, o jogador mandou um recado à torcida.
“O Torcedor quer que a gente jogue para frente, ataque, mas nem sempre acontece isso no jogo. Temos de segurar a bola, tem o cansaço também, é forma de descansar com a bola. Meu jogo tem que ser vertical, por ser meia, sempre para frente, mas tocar bola para trás às vezes é importante também”, analisou, satisfeito com a performance da equipe em geral.
“Eu acho que voltamos a fazer o que foi feito no Paulista. Conseguimos manter a posse, segurar a bola e explorar bem os contra-ataques. Marcamos pressão, roubamos bola e isso foi fundamental”, disse, minimizando o fato do adversário ser hoje o lanterna do Brasileirão.
“Foi um passo dado para retomar o que a gente vinha fazendo. Foi difícil, qualquer jogo é difícil. Independentemente da posição. Estavam com os mesmos pontos que a gente (antes do jogo). Vencemos bem. É tirar essa atuação como parâmetro para dar sequência e chegar longe”, concluiu Cittadini, que nesta terça fez apenas trabalhos na academia.