Com poucas chances na carreira, Nathan cachorrão quer se firmar

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O segundo gol na goleada do Santa Cruz por 4 a 1 sobre o Paraná, no último sábado, pela 2ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, deu esperanças ao atacante Nathan. O jogador de 21 anos, que vinha sofrendo com a falta de sequência nos clubes pelos quais passou, só teve a oportunidade de atuar contra o Paraná devido às contusões de Betinho e Bruno Mineiro. Agora, o atacante quer se agarrar à chance e mira a titularidade, a exemplo do lateral Nininho, que também ficou um tempo encostado e hoje é titular absoluto do Coral.

“Eu fico chateado porque quero jogar, mas sempre fiquei tranquilo. Temos o exemplo do Nininho, que não vinha tendo oportunidades, mas quando apareceu uma ele agarrou. Comigo foi da mesma forma. O professor Ricardo (técnico Ricardinho) sempre me deixou tranquilo. No Pernambucano não tive muitas chances, mas ele me disse que na Série B elas iam aparecer na hora certa”, celebrou.

Atacante mergulhou de cabeça para marcar contra o Paraná Clube (Foto: Antonio Melcop)

Atacante mergulhou de cabeça para marcar contra o Paraná Clube (Foto: Antonio Melcop) - Credito: Divulgação/Santa Cruz F.C.

O avançado começou a carreira no Internacional, e sob o comando de Dunga pouco foi aproveitado, entrando em campo duas vezes. Depois, na Ponte Preta, também atuou em apenas em duas oportunidades. Hoje com 21 anos, Nathan soma somente seis jogos como titular na sua curta carreira. Segundo ele, a ida para Recife tinha como objetivo adquirir ritmo e ter sequência.

“Meu plano de carreira era esse: vir para o Santinha para poder ter continuidade, voltar a jogar. Nos clubes anteriores eu não tive oportunidades. Queria voltar a jogar aqui. O Ricardinho vem me dando chance, e eu estou correspondendo”, declarou.

Atacante explica comemoração inusitada- Após o tento marcado frente aos paranaenses no sábado, Nathan comemorou de maneira um tanto quanto inusitada: engatinhou em direção à bandeira de escanteio e imitou um cachorro urinando. Segundo ele, o gesto tem origem em um apelido de sua avó.

“Desde os nove anos, minha avó me chamava de cachorro, quando eu era da base do Inter. Aí, em Porto Alegre, todo mundo me conhece com o ‘Cachorrão’. Não sei porque ela brincava assim. Dizia que se eu não fizesse gol não ganharia ração em casa. Aí o apelido pegou”, explicou o bem-humorado atleta coral.

Com a provável presença de Nathan, o Santa Cruz volta a campo no próximo sábado (23), às 16h30, contra o América-MG, no Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG). A equipe do técnico Ricardinho soma três pontos na competição, após a derrota na estreia diante do Macaé e a goleada sobre o Tricolor Paranaense.

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