Paulo Nobre concedeu uma rápida entrevista coletiva nesta terça-feira e foi simples ao explicar a demissão de Oswaldo de Oliveira: os resultados distanciavam o Palmeiras dos objetivos traçados para este ano. A diretoria fez 22 reforços para a temporada (incluindo Alecsandro, que realizou exames médicos nesta tarde) e não aceita apenas uma vitória em seis rodadas do Campeonato Brasileiro.
“Chegamos à conclusão de que os resultados se afastavam muito dos objetivos traçados e é melhor para o clube a troca de comando”, disse o mandatário, controlando as palavras para não apontar diretamente o treinador como culpado pelos maus resultados.
“O presidente é responsável por tudo. Se algo não aconteceu como gostaríamos, assumo a responsabilidade. Agora, se a minha opinião é de que a responsabilidade é do Oswaldo, é algo absolutamente interno. Só digo que tenho um respeito muito grande pelo treinador, tanto profissionalmente quanto pessoalmente, e gostaria de continuar tendo uma relação”, avisou.
O objetivo mínimo era levar o Palmeiras à Libertadores, embora o título não esteja descartado. “O Palmeiras sempre tem a meta de ser campeão. Sempre que entramos em campo, é para ganhar, independentemente de o adversário ser grande ou pequeno e ser Copa do Brasil, Brasileiro ou amistoso. O novo técnico virá imbuído dessa filosofia: fazer o maior número de pontos possíveis para chegar ao título”, avisou.
Nobre diz assumir responsabilidade por resultlados abaixo do esperado no Palmeiras - Credito: Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Oswaldo tinha contrato até dezembro e o rescinde, assim como seu auxiliar Luiz Alberto e o preparador físico Ricardo Henriques. Gabriel Oliveira, filho do técnico, segue na comissão técnica como analista de desempenho, mas quem sai acabou dispensado cinco dias após o diretor de futebol Alexandre Mattos dizer que tinha 1000% de convicção em seu trabalho.
“A confiança do Alexandre Mattos era de 1000% e ele não mudou de opinião, não é falta de confiança. É o distanciamento dos objetivos para este ano”, defendeu Nobre, descartando a mudança de técnico como resultado de pressão e reforçando que prefere agir do que errar por não se mexer.
“Essa gestão não se pauta por nenhum tipo de pressão. Já passamos por várias pressões de diversos setores e isso nunca influencia em absolutamente nada nas decisões, que são tomadas internamente visando o que achamos melhor para o futebol do Palmeiras. A troca de comando no futebol não é uma coisa positiva, deve ser evitada. Porém, essa diretoria se pauta pela ação, nunca pela omissão. Erramos agindo, não sendo omissos”, discursou o presidente.