Após falha contra o Tigres, Luan busca se redimir pelo Palmeiras no Mundial

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(Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Não é segredo para ninguém que o Mundial de Clubes é a grande obsessão do Palmeiras para 2022, mas o torneio tem um significado ainda mais especial para Luan. Afinal, é uma grande oportunidade de redenção para o zagueiro.

No ano passado, Luan teve uma jornada infeliz no Mundial, que foi disputado em Doha, no Catar. Na semifinal da competição, o time comandado por Abel Ferreira foi derrotado por 1 a 0 pelo Tigres, e o defensor ficou marcado por cometer o pênalti que culminou no único gol da partida.

O zagueiro, que já era questionado por parte da torcida, foi ainda mais cobrado a partir de então. As críticas também vieram com tudo após a primeira final da Copa do Brasil da temporada de 2020, contra o Grêmio. Em Porto Alegre, Luan foi expulso e desfalcou o time no jogo de volta.

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Depois do episódio, Abel defendeu seu atleta com afinco e criticou severamente a forma como os jogadores são descartados no Brasil.

"É um jogador com história nesse clube, um grande jogador. Vocês aqui são muito dramáticos, colam rótulos aos jogadores. É inacreditável, mas temos que saber viver com isso", disse Abel na ocasião.

A partir deste momento, Luan mostrou uma grande evolução dentro de campo. Mesmo atuando ao lado de Gustavo Gómez, tido como um dos melhores zagueiros do Brasil, o camisa 13 se destacou em diversos jogos ao longo do ano, tanto com a bola quanto na marcação.

Durante a temporada, inclusive, Abel promoveu uma troca na disposição da zaga do Verdão. Antes, Luan atuava pela direita, com Gómez pela direita. Visando a potencializar as características de cada um, o treinador inverteu o lado dos defensores.

No início de 2022, Luan comentou sobre sua volta por cima do Palmeiras: "Acho que tudo o que passei serviu de aprendizado, em nenhum momento me senti vítima. Senti que foi necessário para o amadurecimento e crescimento dentro do clube, como jogador e pessoa".

"Feliz e realizado, mas sabendo que a gente faz parte de uma profissão que lida com a emoção das pessoas. Muitas vezes, coração. Então, temos que provar a cada dia a nossa capacidade, ainda mais na instituição que a gente joga, que é a maior do país. Quanto mais você ganha, mais você tem que ganhar. É disso que a gente se alimenta, de vitória e de trabalho. Feliz por poder estar na história de clube, de sempre estar nas cabeças e ser campeão. Posso dizer que foi um ano de aprendizado, mas, acima de tudo, de felicidade e orgulho", completou o defensor, que foi muito aclamado após o bi da Libertadores.

O Palmeiras disputa a semifinal do Mundial de Clubes neste sábado, contra o Al Ahly, às 13h30 (horário de Brasília), no Estádio Al Nahyan, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes.

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