Amaral defende Felipe Melo e pede calma com ex-companheiro Roger

Bruno Ceccon - São Paulo,SP

15-12-2017 09:00:04

Para Amaral, Felipe Melo não pode ser considerado um jogador polêmico (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Querido pela torcida alviverde, Amaral brilhou com a camisa do Palmeiras no começo da década de 1990. Aos 44 anos de idade, ainda com disposição para participar das tradicionais peladas de fim de ano, o antigo volante defende Felipe Melo e pede paciência com o técnico Roger, companheiro dos tempos de Grêmio.

Formado nas categorias de base do Palmeiras, Amaral ganhou a torcida com um estilo aguerrido e incansável na marcação. Tricampeão paulista (1993, 1994 e 1996) e bi brasileiro (1993 e 1994) pelo clube, ele aprova a presença de Felipe Melo na cabeça de área.

“Acho que ele não é polêmico, não. A própria imprensa criou isso, de falar que é o pit-bull, que é polêmico. A imprensa prejudicou um pouco a imagem do Felipe. Que ele foi expulso pelos clubes que passou, é verdade. Mas é um grande homem, um grande jogador”, advogou Amaral.

Em sua longa carreira, com passagem pela Seleção Brasileira, o meio-campista vestiu a camisa de alguns dos principais clubes do futebol nacional. Na temporada de 2003, defendeu o Grêmio ao lado do lateral esquerdo Roger Machado, encarregado de buscar títulos com o Palmeiras após passagens malsucedidas de Eduardo Baptista e Cuca.


“Foi um privilégio jogar com o Roger, hoje um grande técnico. A torcida precisa ter paciência e a diretoria deve apoiá-lo para o Palmeiras conseguir títulos”, afirmou Amaral, rival do lateral esquerdo nos épicos duelos contra o Grêmio pelas quartas de final da Copa Libertadores 1995. “Eu estava naquela briga”, sorriu o antigo volante, autor de um raro gol no jogo de volta.

Roger Machado, ainda no início de sua trajetória como treinador, terá a missão de comandar um elenco estrelado e cobrado por títulos em 2018. Companheiro de astros como Edmundo, Roberto Carlos e Rivaldo no Palmeiras, Amaral conhece os desafios de administrar um grupo de alto nível.

“É difícil, né? Naquela época, tínhamos muitos craques. Podia pegar a camisa da Seleção Brasileira e dar para o Palmeiras jogar. Hoje, o clube construiu um bom elenco, mas não significa que todos são craques. Tem alguns craques e alguns operários. Eu, por exemplo, era operário”, lembrou Amaral, à espera de mudanças para 2018.

“O clube pecou em algumas coisas. Tinha jogador em condição de jogar que não jogava. Com o objetivo de ganhar a Libertadores, perderam um pouco o foco no Brasileiro. O ano não foi tão ruim, porque terminou com o vice. Mas muitas coisas precisam mudar. O Palmeiras é time grande e deve brigar por títulos”, ensinou.

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