COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Decepção contra a Suécia marcou fim da trajetória de Buffon pela seleção italiana (Foto: Miguel Medina/AFP)

A tradicional seleção italiana não participará da Copa do Mundo de 2018, a ser disputada na Rússia. A surpreendente eliminação diante da Suécia na repescagem, confirmada na noite desta segunda-feira em pleno Estádio San Siro, foi lamentada pela imprensa local.

Principal diário esportivo da Itália, La Gazzetta dello Sport noticiou o revés de forma dramática. “Itália, esse é o Apocalipse/Estamos fora do Mundial!”, publicou o jornal em sua página na Internet. Já o Corriere della Sera falou em “desastre” e lamentou: “San Siro azul em lágrimas”.

Superada apenas pelo Brasil, a Itália conquistou as edições de 1934, 1938, 1982 e 2006 do Copa do Mundo. A seleção europeia não ficava fora do torneio desde 1958, ano em que, coincidentemente, a competição foi sediada na Suécia e teve Pelé como protagonista.

A eliminação italiana repercutiu por toda a Europa. Em sua página eletrônica, o L’Equipe, principal jornal esportivo da França, usou o título “Ciao Italia”, acompanhado de uma foto dos atletas desolados. O espanhol Marca, por sua vez, manchetou: “Um Mundial sem a Itália!”.

Superada pela Espanha no Grupo G das Eliminatórias Europeias, a Itália se viu diante da Suécia na repescagem. A equipe nórdica iniciou a disputa com um triunfo pelo placar mínimo dentro de casa e conseguiu se defender em pleno San Siro para segurar o empate sem gols.



Aos 39 anos, Gianluigi Buffon encerrou sua trajetória com a camisa da seleção italiana (Marco Bertorello/AFP)

Incapaz de vencer a Suécia no Estádio San Siro, a Itália acabou fora da edição de 2018 da Copa do Mundo. Aos 39 anos de idade, o goleiro Gianluigi Buffon chorou após o jogo desta segunda-feira e confirmou o final de sua longa trajetória com a camisa da equipe nacional.

“É uma pena não para mim, mas para o futebol italiano. Falhamos em alguma coisa. O tempo passa e é tirano. É justo que seja assim. Lamento que minha última partida coincida com a eliminação da Copa do Mundo”, declarou o experiente goleiro da Juventus.

Superada pela Espanha no Grupo G das Eliminatórias Europeias, a Itália se viu diante da Suécia na repescagem. A equipe nórdica iniciou a disputa com um triunfo pelo placar mínimo dentro de casa e conseguiu se defender em pleno San Siro para segurar o empate sem gols.

“Sabíamos que era uma partida difícil, mas não fizemos o nosso melhor. Perdemos a lucidez para marcar o gol”, disse Buffon, citando Donnarumma e Perin como possíveis sucessores na seleção. “Eles não vão fazer com que eu me arrependa”, declarou.

Gianluigi Buffon iniciou a trajetória como goleiro da seleção principal italiana em 1997 e viveu o auge de sua passagem ao ganhar como titular o Mundial 2006, disputada na Alemanha. Após a partida contra a Suécia, o perfil oficial da Copa 2018 no Twitter publicou: “Adeus para uma lenda italiana”.

“Queríamos tentar não decepcionar os jovens que sonhavam com a seleção. Infelizmente, depois da derrota contra a Espanha no Bernabéu não conseguimos mais nos recuperar”, reconheceu Buffon. “Um abraço a todos aqueles que me apoiaram”, despediu-se.

Seleções com história e grandes astros estão fora da Copa da Rússia. Qual foi a maior decepção dessas eliminatórias?



Neymar será titular no amistoso contra a Inglaterra ( Foto: Ben Stansall/AFP)

A Seleção Brasileira encerrou sua preparação para o amistoso diante da Inglaterra, marcado para a próxima terça-feira, às 18h (de Brasília), no estádio Wembley, localizado em Londres. Para o duelo, o técnico Tite colocará em campo, pela primeira vez desde que assumiu o cargo de treinador, a equipe que considera a ideal, formada por: Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Miranda e Marcelo; Casemiro; Paulinho, Renato Augusto, Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.

Seguindo sua lógica de revezar o detentor da braçadeira de capitão, o escolhido para esta partida será Daniel Alves. O lateral do Paris Saint-Germain é o jogador que mais foi atuou e com o maior número de convocações desde o início da era Tite. Esta será a terceira vez que o jogador de 34 anos será o capitão da equipe de Tite. As oportunidades anteriores foram contra Colômbia e Argentina, ambas pelas eliminatórias Sul-Americanas.

Na atividade final para o duelo, os convocados realizaram um trabalho coletivo com os jogadores titulares contra os reservas em campo reduzido. Na parte aberta para a imprensa, a equipe reserva ficou montada com: Ederson, Danilo, Thiago Silva, Jemerson e Alex Sandro; Fernandinho; Giuliano, Diego, Taison e Douglas Costa; Firmino. Diego Souza e William iniciarem o treinamento na parte de fora do campo.

Em seu último testa nesta temporada, a Seleção Brasileira encara a Inglaterra às 18h (de Brasília), no estádio Wembley. Além deste duelo, Tite ainda terá mais dois amistosos antes do início da Copa do Mundo 2018, que acontece na Rússia.



Neste domingo mais uma seleção conseguiu classificação à Copa do Mundo da Rússsia 2018. Depois de vencer fora de casa por 1 a 0, a Suíça segurou a Irlanda do Norte diante dos seus torcedores e com o empate por 0 a 0 garantiu vaga à fase de grupos do Mundial. O segundo jogo, entretanto, não foi nada fácil para os suíços, que encontraram pela frente um adversário muito organizado e com a proposta de jogo muito bem definida. O confronto ficou aberto durante os 90 minutos, com chance de gol para ambos os times.

Na reta final, a equipe mandante se fechou na defesa e deixou os contra-ataques como sua principal arma, enquanto sofria pressão dos norte-irlandeses, que assustavam nas bolas aéreas. Depois de 180 minutos e um placara agregado de 1 a 0, a Suíça é a 27ª seleção a garantir vaga na Copa do Mundo.

Com a classificação, os suíços vão ao quarto Mundial consecutivo. Com campanhas regulares em 2006, 2010 e 2014, o time comandado por Vladimir Petkovic alimenta esperanças de conseguir um lugar convincente, depois de ficar em segundo lugar no grupo das Eliminatórias, que terminou com Portugal na liderança.

Suíça segurou o empate e se classificou à Copa do Mundo (Foto: Fabrice COFFRINI/AFP)

O JOGO

Suíça e Irlanda do Norte proporcionaram um grande primeiro tempo, com grandes oportunidades, competitividade e chances claras de gol, principalmente para o time da casa, que tinha a vantagem do primeiro jogo, após triunfo por 1 a 0. Entretanto, quem começou assustando foram os visitantes, com duas tentativas logo nos dois primeiros minutos. Primeiro, dois atletas apareceram em boas condições de completar um cruzamento, mas dividiram a mesma bola e perderam grande chance. Logo em seguida, Brunt pegou de fora da área e acertou o ângulo de Sommer, que foi buscar e fez grande intervenção.

Precisando do resultado, a Irlanda do Norte começou pressionando a saída de bola e tentando o gol logo nos primeiros minutos. Antes encurralada, a Suíça começou a se soltar e, aos poucos, retomou o controle do jogo. Aos quatro minutos, Shaqiri fez ótima jogada pela linha de fundo e cruzou para Seferovic. O atacante subiu sozinho, mas pegou mal e mandou para fora.

Depois dos 10 primeiros minutos o time da casa teve amplo domínio das ações e correu poucos riscos defensivamente. Sem conseguir infiltrar, as chances da Irlanda do Norte eram apenas por meio dos chutes de longa distância.

Aos 24 minutos a Suíça teve mais uma chance. Shaqiri chegou pela lateral e bateu rasteiro para grande defesa de Mc Govern. Quatro minutos depois, Zuber recebeu grande passe pelo lado esquerdo do ataque e bateu firme. o goleiro da Irlanda do Norte teve de evitar com os pés o que poderia ser o primeiro gol suíço.

A segunda etapa seguiu a mesma tendência da primeira, principalmente nos minutos iniciais. Porém, quem começou pressionando foi a Suíça, que chego logo no primeiro minuto com Zuber, que teve chute desviado, e com Ricardo Rodríguez logo em seguida. O lateral pegou bem de longe e a bola passou muito perto da trave adversária.

As propostas para o segundo tempo estavam bem definidas. Enquanto os suíços tentavam ficar com a bola e chegar ao ataque por meio das bolas aéreas e jogadas pelos flancos, a Irlanda do Norte tinha nos contra-ataques sua principal arma para buscar a classificação. Dessa forma, os visitantes chegaram aos 11 minutos com Washington, que cabeceou para fora.

Aos poucos, o que se viu foi uma mudança de postura da Irlanda do Norte, que precisava de um gol para manter esperanças de ir à Copa do Mundo. Por meio dos cruzamentos e das bolas para área criava chances de perigo ao goleiro Sommer. Aos 38 Seferovic teve a chance mais clara de garantir o triunfo a Suíça, mas perdeu o gol cara a cara com o goleiro.

Nos acréscimos, a Irlanda do Norte foi com todos para o ataque e abusou dos lançamentos para área na tentativa do gol salvador. Já nos acréscimos, Sommer saiu mal do gol e Ricardo Rodríguez evitou o tento que deixaria o confronto indefinido, tirando o cabeceio em cima da linha

 



O continente africano conheceu seus dois últimos representantes na Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Depois de Nigéria, Egito e Senegal, Marrocos e Tunísia também confirmaram seus lugares na competição que será disputada entre junho e julho do próximo ano.

Jogando confronto direto contra a Costa do Marfim, fora de casa, os marroquinos não se intimidaram e marcaram 2 a 0. Os gols, de Dirar e Benatia, foram na primeira etapa, em intervalo de cinco minutos, aos 25 e aos 30.

Com o resultado, Marrocos chegou a 12 pontos no grupo C, deixando os marfinenses com oito. Assim, os Elefantes ficam fora da Copa após participarem das edições de 2006, 2010 e 2014. Por outro lado, o país do norte africano se qualifica após 20 anos. A última vez que atuaram no Mundial foi em 1998, na França.

Tunísia voltará à Copa após 12 anos (Foto: Fethi Belaid/AFP)

Quem também carimbou o passaporte foi a Tunísia. Com empate por 0 a 0 com a Líbia, a equipe do técnico Nabil Maâloul foi a 14 pontos na chave A, ficando um à frente da República Democrática do Congo, que venceu Guiné por 3 a 1, mas não conseguiu buscar uma vaga na Rússia.

A última vez que os tunisianos disputaram a Copa foi na Alemanha, em 2006, caindo na primeira fase. Está será a quinta participação da nação na competição.

Outros dois jogos também movimentaram a rodada final das Eliminatórias Africanas, mas apenas com equipes cumprindo tabela. Gabão e Mali ficaram no zero, enquanto Zâmbia e Camarões empataram por 2 a 2, em duelo movimentado.

Confira os resultados das Eliminatórias Africanas neste sábado:

Costa do Marfim 0 x 2 Marrocos
Tunísia 0 x 0 Líbia
República Democrática do Congo 3 x 1 Guiné
Zâmbia 2 x 2 Camarões
Gabão 0 x 0 Mali



Mesmo fora das últimas convocações de sua seleção, o atacante Lucas Pratto segue como uma figura importante para o futebol argentino. Neste sábado, o artilheiro do São Paulo divulgou uma foto promocional em que posa com a camisa da equipe de seu país e a bola da Copa do Mundo de 2018.

Pratto ganhou mais chances na seleção argentina enquanto Edgardo Bauza esteve no comando da equipe. Com a queda do treinador e a chegada de Jorge Sampaoli, o atacante do São Paulo perdeu espaço nas convocações, até porque também passou por um grande jejum de gols com a má fase do São Paulo no primeiro turno do Brasileirão.



Na madrugada deste sábado, no Estádio Westpac, em Wellington, Nova Zelândia e Peru não saíram do zero no confronto válido como jogo de ida da repescagem para a Copa do Mundo de 2018. O jogo contou com boas chances de gol por parte dos sul-americanos, que não conseguiram ser eficientes nas conclusões. Dentro de suas limitações, o representante da Oceania sofreu para arrancar o empate, que ficou de bom tamanho para eles.

Sem Paolo Guerrero, seu principal jogador e artilheiro, os peruanos decidirão a vaga para o mundial de seleções em casa, na próxima quarta-feira, no Estádio Nacional de Lima. Um novo empate sem gols leva a disputa para a prorrogação e, se necessário, pênaltis. Porém, um empate com gols carimba o passaporte dos neozelandeses para a Rússia.

Cueva, do São Paulo, em ação no jogo deste sábado (Foto: Marty Melville/AFP)

O jogo – O time sul-americano começou a partida melhor. Buscando o gol logo nos primeiros lances, quase abriu o placar aos seis minutos. O meia Christian Cueva, do São Paulo, aproveitou o vacilo dos zagueiros e tocou na saída equivocada do goleiro Marinovic. Porém, o arqueiro conseguiu se recuperar a acabou tirando a bola em cima da linha.

Aos 16, a zaga da seleção da Oceania voltou a assustar. Carrilo recebeu pela direita e cruzou à meia altura. Reid foi fazer o corte e acabou desviando contra o próprio gol. A bola atravessou a área, passando com perigo, mas nenhum peruano apareceu para completar a jogada. Aos 18, Cueva dominou na entrada da área, limpou a marcação e, de frente para o gol, desperdiçou a melhor oportunidade do primeiro tempo, batendo muito mal na redonda.

Mesmo jogando em casa, a Nova Zelândia não demonstrou muita qualidade técnica e não levava perigo ao gol de Gallese. Algo que não mudou no segundo período.

Aos 17 minutos da etapa final, o lateral Corzo Chavez aproveitou boa cobrança de escanteio pela direita e testou para o gol. A bola foi no meio, mas Marinovic se esticou todo para tirá-la.

Os neozelandeses só foram levar perigo a cinco minutos do apito final. Na única boa jogada feita no jogo, a bola sobrou limpa, na entrada da área, após cruzamento da direita. Ryan Thomas chegou batendo de sem pulo e a bola passou beijando a trave esquerda de Gallese.

O Peru respondeu dois minutos depois e por muito pouco não volta a Lima com um resultado favorável. Em bola alçada por Trauco, do Flamengo, para dentro da área adversária, Marinovic saiu de jeito estranho e afastou como pôde. Na continuação da jogada, Farfán rolou para trás. Aquino, livre, dominou com a direita e bateu com a esquerda, buscando o ângulo. No entanto, a bola subiu demais e saiu para tiro de meta.

Se a partida de volta se desenhar da mesma maneira como a de ida, jogando diante de sua torcida, os peruanos tendem a garantir a vaga para a Copa do Mundo. Com um pouco mais de precisão nos arremates a gol e paciência para furar a marcação da Nova Zelândia, a classificação há de ser alcançada.

 

 

 





A nova bola da Copa do Mundo ao lado da Taça do mundial (Foto: Reprodução Twitter)

Nesta quinta-feira, a Fifa anunciou a bola oficial da Copa do Mundo de 2018, que irá acontecer na Rússia. Com o nome “Telstar 18”, a redonda faz homenagem a um dos mundiais mais importantes para o futebol brasileiro: a Copa de 1970. Além da conquista do tricampeonato mundial, aquela edição marcou a primeira transmissão em cores, evoluindo das imagens apenas em preto e branco.

“A Telstar 18 evoca memórias inesquecíveis da Copa do Mundo de 1970 – e de lendas como Pelé, Gerd Muller, Giacinto Facchetti, Pedro Rocha e Bobby Moore – e alimentará os sonhos daqueles que jogarão pelo prêmio mais cobiçado do futebol na Rússia no próximo ano”, afirmou a entidade logo após o anúncio da bola oficial do mundial de 2018. Há um motivo para a bola ter esse nome. Usando como referência novamente o mundial de 70, Telstar é uma redução de “estrela da televisão”, maneira como a bola daquela edição ficou conhecida para os fãs de futebol.

Já Roland Rommler, diretor da Adidas, patrocinadora da bola, afirmou que criar o novo design foi um desafio muito bom para a equipe. ” A Telstar original é um dos ícones mais importantes e famosos do mundo do futebol e que mudou o design das bolas para sempre. Por isso, desenvolver o design da nova Telstar, ao mesmo tempo que permanecia com o modelo da original, foi um desafio bastante excitante”, afirmou o dirigente.

Quem foi um dos primeiros a conhecer a nova versão da “pelota” foi o craque do Barcelona e da Argentina, Lionel Messi. “Eu fui sortudo o bastante por conseguir conhecer essa bola um pouco antes e consegui ter uma experiência com ela. Eu gostei de tudo: o novo desenho, as cores, tudo”, afirmou o camisa 10, que afirmou que ainda tem recordações da final perdida no último mundial e que vai fazer de tudo para tentar ganhar ano que vem na Rússia.

A Copa do Mundo de 2018 será a vigésima na história, que começou em 1930, no Uruguai. O início já está marcado para o dia 14 de junho do ano que vem, e a final para o dia 15 de julho, para definir quem será o novo campeão mundial.

 



Além de ganhar uma nova oportunidade de na equipe titular da Seleção Brasileira, Willian terá também a responsabilidade de ser o capitão do Brasil no amistoso dessa sexta-feira, contra o Japão, Estádio Pierre Mauroy, em Lille, na França, a partir das 10h (horário de Brasília).

Seguindo o que iniciou como técnico do Corinthians, Tite fará com que o rodízio da braçadeira chegue ao seu 14ª dono na 16ª partida da Seleção sob seu comando. Apenas Daniel Alves e Miranda tiveram a honra em duas oportunidades.

Willian é um dos nomes certos do Brasil para a Copa do Mundo (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Depois de ter perdido sua condição de titular, Willian passou a ser uma espécie de 12º jogador de Tite. E, nessa sexta, o jogador do Chelsea deve novamente aparecer no espaço que seria ocupado por Phelippe Coutinho. O camisa 10 do Liverpool tem uma lesão na coxa esquerda e segue em tratamento, sem condições de jogo por ora.

Após o confronto dessa sexta, a Seleção Brasileira enfrentará a Inglaterra, em Wembley, na segunda-feira, naquele que será o último teste antes do ano da Copa do Mundo da Rússia.