A Federação Francesa de Futebol (FFF) não apoiará a candidatura de Gianni Infantino, que busca um novo mandato como presidente da Fifa em março de 2027, decidiu a entidade nesta quinta-feira , durante uma reunião de seu comitê executivo.
"Com meus colegas do comitê executivo, consideramos que, de alguma maneira, foi rompida a confiança depositada no presidente da Fifa, que a forma como concebemos a gestão do futebol mundial já não nos representa", anunciou o presidente da FFF, Philippe Diallo.
"Está claro que nossa rejeição se dá pelo interesse geral do futebol", acrescentou.
Desta forma, a FFF se soma à posição de outras federações europeias, como Itália, Bélgica, Suécia e Escócia, que também decidiram não apoiar o dirigente.
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Infantino enfrenta uma grave crise de credibilidade há semanas após seu projeto, posteriormente retirado, de abrir a Copa do Mundo a investidores privados.
Para Diallo, a FFF tem uma "dupla legitimidade". "Legitimidade histórica, porque a França é um país fundador da Fifa e tem legitimidade para intervir quando considera que a Fifa e seu presidente se desviam na condução do futebol mundial. E legitimidade esportiva: há dez anos a França está entre os três primeiros do ranking da Fifa", explicou.
Infantino confirmou no domingo que concorrerá a um novo mandato à frente da entidade em 18 de março de 2027. Único candidato declarado, o atual dirigente do futebol mundial se agarra ao cargo apesar da pressão para sua renúncia por parte de várias federações ou confederações.
Nesta quinta-feira, a FFF decidiu abrir "consultas" para "escolher um candidato" para concorrer com Infantino.
*Por AFP