COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

O financiamento do governo dos Estados Unidos para a Copa do Mundo de 2026 só poderá ser liberado até que a federação de futebol do país ofereça a mesma remuneração para as equipes femininas e masculinas, segundo um projeto de lei apresentado na última terça-feira pelo senador americano Joe Manchin.

Megan Rapinoe, uam das estrelas da seleção norte-americana, já trocou farpas com o presidente Donald Trump, que teria que votar a favor do projeto para ele acontecer (Foto: Franck Fife/AFP)

No entanto, o Senado e a Câmara de Representantes teriam que votar a favor da medida, e o presidente Donald Trump, que já trocou farpas pelas redes sociais com a estrela da seleção feminina Megan Rapinoe, teria que aprovar o projeto de lei para que este entre em vigor.

O democrata do Estado da Virgínia Ocidental apresentou o documento aos legisladores americanos dois dias depois de a seleção feminina americana ter conquistado a Copa do Mundo da França ao vencer a Holanda por 2 a 0 na final. Após a conquista, a torcida presente no estádio ecoou o grito de “igualdade salarial”.

“Não se pode designar nem colocar à disposição fundos federais para apoiar a Copa de 2026, incluindo o apoio para uma cidade anfitriã, uma agência estatal ou local participante (…) até que a federação de futebol dos Estados Unidos aceite proporcionar pagamento igual para as equipes nacionais feminina e masculina”, prevê o projeto de lei.

A seleção campeã já havia apresentado uma denúncia contra a US Soccer em março, exigindo remuneração e apoio iguais aos dados à equipe masculina, que historicamente acumula resultados esportivos inferiores. “Isso é errado”, criticou Manchin. “A clara e inequívoca desigualdade salarial entre as equipes de futebol masculina e feminina dos Estados Unidos é inaceitável”.

Os Estados Unidos irão sediar a Copa do Mundo masculina de 2026 junto dos vizinhos México e Canadá. Enquanto a seleção feminina ganha mais fãs, a masculina foi derrotada pelos mexicanos em casa na final da Copa Ouro, somando outra decepção após não ter conseguido se classificar para a Copa do Mundo da Rússia em 2018.




A definição das oito seleções classificadas para as quartas de final da Copa do Mundo feminina evidenciou algo pouco comum na competição disputada pelas mulheres: o domínio europeu. Com sete representantes, o velho continente chega com um número superior de equipes, inclusive, quando comparado com o que aconteceu no Mundial de 2018 masculino, realizado na Rússia.

Na última terça-feira, dois confrontos poderiam colocar seleções asiáticas nas quartas de final. No entanto, a China, considerada uma das equipes fortes da competição, não conseguiu se sobressair diante da Itália e saiu de campo derrotada por 2 a 0. Já o Japão, vice-campeão na edição de 2015, ficou pelo caminho contra a Holanda, que venceu por 2 a 1.

Dessa forma, as holandesas e italianas se juntaram a Noruega, Inglaterra, a anfitriã França, Alemanha e Suécia como as representantes europeias nas quartas de final. A única seleção de outro continente é os Estados Unidos, da América do Norte, que aparece como uma das favoritas a conquista do título. Nas quartas, o duelo das norte-americanas será frente às francesas.

Na Copa do Mundo de 2018, realizada na Rússia, o domínio europeu foi menor em relação ao campeonato feminino. Nas quartas de final, foram seis as seleções do velho continente (França, Bélgica, Rússia, Croácia, Inglaterra e Suécia). Seleção Brasileira e o Uruguai, duas Sul-Americanas, completaram a fase. Na semi, foram apenas equipes da Europa (Inglaterra, Bélgica, França e Croácia).

Em comparação com os Mundiais femininos anteriores, o domínio das seleções europeias é, de certa forma, inédito. Nas três últimas edições, apenas em 2011, na Alemanha, metade das equipes nas quartas era da Europa. Na oportunidade, Inglaterra, França, Alemanha e Suécia disputaram a fase. Japão, da Ásia, Austrália, da Ocenania, Brasil, da América do Sul, e Estados Unidos, da América do Norte, completaram.

Em 2007, na China, e em 2015, no Canadá, apenas três seleções europeias apareceram na fase de quartas de final. Na edição mais recente, Alemanha, França e Inglaterra se juntaram a China, Estados Unidos, Austrália, Japão e Canadá. Alemãs e inglesas disputaram a semi, mas ambas foram eliminadas para as norte-americanas e japonesas, respectivamente.

Na Copa do Mundo feminina realizada em solo chinês, as mesmas Alemanha e Inglaterra chegaram às quartas de final. Dessa vez, ao lado da Noruega. Coreia do Norte e China representaram o continente asiático, Austrália a Oceania, Brasil e Estados Unidos as Américas do Sul e do Norte, respectivamente. Na semi avançaram norueguesas e alemãs, que conquistaram o título.



A Copa será só daqui a três anos, mas já existem países tentando garantir uma vaga para a competição, que acontecerá no Catar. Nesta quinta-feira, por exemplo, a Mongólia venceu o Brunei por 2 a 0 em casa pelo playoff preliminar das eliminatórias do continente e deu um importante passo rumo ao Mundial.

Mongólia abriu sua campanha nas Eliminatórias Asiáticas para a Copa de 2022 com vitória sobre o Brunei (Foto: Reprodução)

Na capital Ulaan-Baatar, Norjmoogiin Tsedenbal abriu o placar aos nove minutos em belíssima e certeira cobrança de falta, o primeiro gol das Eliminatórias para a Copa do Catar. Naranbold Nyam-Osor completou o placar aos 24 do segundo tempo. Esse playoff asiático classificará seis países para a fase de grupos, que terá 40 seleções.

Confira abaixo os outros resultados desta manhã:

Camboja 2 x 0 Paquistão
Laos 0 x 1 Bangladesh
Macau 1 x 0 Sri Lanka



Seleções asiáticas iniciam caminhada em busca de vaga na Copa de 2022 (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)

A Copa do Mundo do Catar começa de maneira oficial nesta quinta-feira, quando o continente asiático vai dar o pontapé inicial para as Eliminatórias. Ao todo nesta primeira fase serão 12 seleções em ação, as piores colocadas no Ranking da Fifa. Nesta quinta a Mongólia, que vem investindo para tentar evoluir no futebol, recebe Brunei no Estádio MFF Football Center, em Ulaanbaatar, na Mongólia.

Sonhando em fazer história o Paquistão jogará na condição de visitante contra o Camboja, em um dos duelos que tende a ser dos mais equilibrados

Na sexta-feira a Malásia, teoricamente a seleção mais forte a entrar em campo nesta fase, visita o Timor Leste.

As equipes nesta primeira fase se enfrentam no sistema de ida e volta, sem vantagem para ninguém. Ao fim, os classificados se juntam a 40 seleções para a próxima fase, que contará com o Catar apenas por que as partidas também servirão para a qualificação para a próxima Copa da Ásia. Abaixo todos os duelos programados para esta primeira rodada das Eliminatórias asiáticas, respeitando o horário de Brasília:

Quinta-feira
6h Mongolia x Brunei
8h30 Camboja x Paquistão
8h30 Laos x Bangladesh
8h30 Macau x Sri Lanka
9h Bhutão x Guam

Sexta-feira
9h45 Malásia x Timor Leste



Seleção usufruiu da estrutura do Portimonense (Foto: Lucas Figueiredo/ MoWa Press)

A Seleção Brasileira de futebol feminino saiu de Portimão, em Portugal, e está a caminho da França para a disputa da Copa do Mundo. O período de preparação em terras lusitanas serviu para o treinador Vadão ajustar os últimos detalhes táticos para a estreia na competição contra a Jamaica, no dia 9 de junho, na cidade de Grenoble.

Ao todo, foram 15 dias de preparação na cidade de Portimão, na região de Algarve. Nesse período, o Brasil ficou hospedado em um hotel cinco estrelas e ainda usufruiu da estrutura do Portimonense Sporting Club, local que recebeu os treinamentos de Vadão. Além do centro de treinamento, o estádio e salas de academia também foram utilizados pelo elenco.

“Tivemos a melhor alimentação possível, hospedagem impecável com deslocamentos curtos, o clima foi excelente, gramado perfeito, tudo colaborou para uma boa preparação. Nós tivemos três campos para treinar, só podemos agradecer muito a Portimonense pelo suporte”, avaliou Marco Aurélio Cunha, Coordenador de Seleções Femininas da CBF.



Seleção estava concentrada em Portugal (Foto: Divulgação/CBF)

A Seleção Brasileira de futebol feminino embarca rumo à França nesta quarta-feira para a disputa da Copa do Mundo. O grupo de jogadoras e comissão técnica estavam concentrados na cidade de Portimão, em Portugal, e pegaram um voo no Aeroporto Internacional de Lisboa. Depois de chegar em Lyon, a Seleção irá fazer um trajeto terrestre de 1h30 até a cidade de Grenoble, cidade da estreia no Mundial.

Durante a Copa do Mundo, o Brasil fará as viagens de mudanças de cidades-sede sempre um dia após as partidas. Todos os hotéis foram denominados pela Fifa. A Seleção não poderá realizar treinos oficiais nos estádios dos jogos, já que a entidade máxima de futebol quer preservar os gramados. Já as coletivas serão concedidas nos palcos das partidas um dia antes dos confrontos.

O Brasil estreia contra a Jamaica, no dia 9, em Grenoble. Os treinamentos serão realizados no Stade Paul Bourgeat. No dia seguinte à partida, a Seleção partirá de ônibus para Montpellier.  No terceiro jogo, que será realizado em Valenciennes, o local no qual a Seleção ficará concentrada será Lille.



Falta pouco mais de uma semana para o principal evento mundial de futebol feminino. Em solo francês, a Copa do Mundo irá reunir grandes estrelas da modalidade. Ao longo da semana, de forma diária, a Gazeta Esportiva apresentará detalhadamente todos os grupos e seleções.

A edição de 2019 acontecerá entre os dias 7 de junho e 7 de julho e contará com 24 times divididos em seis grupos, cada um com quatro seleções.

Dando continuidade às chaves, o grupo B conta com três seleções dentro do top-20 e uma estreante no pedaço. Destaque para a bicampeã Alemanha, que chega novamente como uma das favoritas ao título, além da China, que já foi vice-campeã da Copa do Mundo, e Espanha e África do Sul, que chegam com o objetivo de ir longe no torneio pela primeira vez.

África do Sul

(Foto: Divulgação/Fifa)

A África do Sul é a estreante do grupo, já que nunca conseguiu se classificar para a Copa do Mundo antes. Com um futebol que vem se desenvolvendo principalmente na última década, o time feminino ainda vem conquistando pequenos passos, como participações nos Jogos Olímpicos e a Copa da França.

Com um time com característica bem ofensiva, A África do Sul tem nomes que podem surpreender, com a jovem Linda Motlhalo e a estrela Thembi Kgatlana. E apesar de estarem em um grupo muito competitivo, a seleção africana deve buscar fugir de um jogo apenas reativo, para fazer bonito na sua primeira Copa do Mundo.

Alemanha

(Foto: Divulgação/Fifa)

A Alemanha chega à Copa do Mundo contornada de incertezas: apesar de ser a atual campeã olímpica, a seleção foi eliminada nas quartas de final da Eurocopa de 2017. A equipe está uma fase de transição, já que algumas das principais atletas envelheceram e outras promessas despontaram.

O principal destaque técnico do time é a meio-campista Dzsenifer Marozsán, que atualmente é uma das mais técnicas e criativas jogadoras do mundo da posição. A meia joga no Lyon e chega no mundial logo após conquistar a Liga dos Campeões com a sua equipe. Marozsán tem também uma história de superação, já que teve uma embolia pulmonar que lhe trouxe risco de vida em 2018.

Inspirada em Jurgen Klopp, a treinadora da Alemanha é Martina Voss-Tecklenburg, que defendeu a seleção enquanto jogadora por muitos anos. Na última edição da Copa do Mundo, as alemãs chegaram à semifinal e foram derrotadas pelas estadunidenses. Os títulos que o país tem em sua galeria foram conquistados nos mundiais de 2003 e 2007.

China

(Foto: Divulgação/China)

Depois de uma geração de destaque na década de 90, com um vice-campeonato e um quarto lugar da Copa do Mundo, a China busca se reencontrar no cenário mundial do futebol feminino. A seleção tenta retornar a uma semifinal depois de ficar de não conseguir passar das quartas nas últimas quatro edições.

A atacante Wang Shuang destaca-se não só por sua habilidade e capacidade de marcar gols, mas também pela fama que tem no país. Dentre o público que acompanha futebol feminino, a jogadora é conhecida como “Lionel Messi mulher”. A atleta disputou sua primeira temporada pelo Paris Saint-Germain e fez sete gols e oito assistências em 18 jogos pelo Campeonato Francês.

O treinador da seleção é Jia Xiuquan, que antes de assumir o comando técnico do time profissional era técnico da equipe sub-18. Em 2015, a China foi eliminada nas quartas de final da Copa do Mundo pelos Estados Unidos. As americanas também foram as responsáveis por evitar o título chinês na final do mundial em 1999, derrotando a seleção asiática nas penalidades após um empate em 0 a 0.

Espanha

(Foto: Divulgação/Fifa)

Com uma forte ascensão no futebol feminino no país, a Espanha tem uma liga nacional que coloca grandes públicos para prestigiar os jogos e o interesse dos espanhóis vem crescendo com a mídia, o investimento e as conquistas. A seleção não é diferente e a competitividade do time aumentou nos últimos anos.

Em 2015, no Canadá, as espanholas conseguiram chegar à Copa pela primeira vez na história e mantiveram o ritmo com a classificação para o Mundial de 2019, onde pretendem beliscar uma campanha com melhor desempenho que no torneio passado, quando não passou da fase de grupos, no entanto, a tarefa não é das mais fáceis, já que Alemanha e China têm mais tradição e, teoricamente, são favoritas para avançar.

Com um time recheado de jogadoras do Barcelona e do Atlético de Madrid – os dois times que disputaram o título espanhol até o final do Nacional – a seleção deve ser liderada por Jenni Hermoso, artilheira de seu time, com 24 gols na temporada.

 



Projeto de Infantino com 48 seleções não deve valer para a próxima edição da Copa do Mundo (Foto: AFP)

O principal objetivo da Fifa é fazer a próxima Copa do Mundo, no Catar com 48 seleções. No entanto, a ideia não sairá do papel. Sendo assim, a entidade organizará o torneio com 32 seleções, seguindo o atual formato.

Questões políticas e de logística são os principais fatores para a desistência, ainda de acordo com a publicação. O Catar enfrenta uma grave crise política com países vizinhos, como os Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. As fronteiras com estas nações estão inclusive fechadas.

Gianni Infantino, presidente da Fifa era o maior entusiasta do projeto da Copa do Mundo com 48 seleções já em 2022. Havia a possibilidade até de negociações com o Catar para que algumas partidas fossem realizadas em outros países do Oriente Médio. A entidade conformou a informação no site oficial.

Inicialmente, a Copa do Mundo só teria 48 seleções em 2026. Contudo, Infantino lutou para que o projeto já valesse para o torneio no Catar. Na última edição, realizada no ano passado, na Rússia, a França se sagrou campeã ao bater a Croácia por 4 a 2.



Formiga vai para seu sétimo Mundial (Foto: Divulgação/CBF)

A Seleção Brasileira começou o caminho rumo à Copa do Mundo da França, que começa dia 7 de junho. Grande parte das convocadas pelo técnico Vadão embarcaram no Rio de Janeiro nesta terça-feira (21) para Portugal, onde vão fazer a última preparação antes do Mundial. O objetivo é já se adaptar ao clima europeu, nas instalações que ficam em Portimão.

Tirando Andressa Alves, que recebeu uma folga de dois dias após disputar a final da Liga dos Campeões no último sábado (18), o resto das atletas que estão fora do Brasil também se apresentam em Portugal nesta quarta e se juntará à comissão e às jogadoras que saíram do Rio.

Faltando 19 dias para a estreia, no dia 9, contra a Jamaica, o Brasil tem pouco tempo para fazer os últimos ajustes em um time que vem de uma sequência de nove derrotas seguidas. O confronto contra a seleção caribenha é o primeiro da fase de grupos, que ainda conta com Austrália e Itália.