COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Modric pode dar um pontapé nas críticas com o título de campeão do mundo (foto: Franck Fife/AFP)

O meia Luka Modric é o jogador mais conhecido da Croácia, finalista da Copa do Mundo da Rússia, mas está com a imagem arranhada em seu país. O motivo é o escândalo de corrupção que levou Zdravko Mamic, seu empresário e antigo dirigente do Dínamo de Zagreb, a ser condenado a seis anos e meio de prisão, em junho.

“É o momento de falar de Copa do Mundo, e não de outras coisas. Não havia nada mais inteligente para perguntar? Quanto tempo você se preparou para fazer uma pergunta dessas?”, rebateu Modric, irritado, quando foi abordado sobre o assunto em meio à preparação croata para o Mundial.

E é justamente por causa da Copa do Mundo que o jogador do Real Madrid, da Espanha, poderá voltar a ser idolatrado na Croácia. Quando esteve no tribunal, e não em uma entrevista coletiva, Modric não foi tão enfático em sua resposta sobre os desvios de dinheiro em transferências de jogadores conduzidas por Zdravko Mamic. A postura pegou mal entre os croatas.

Uma das negociações investigadas foi a do próprio Modric, para o Tottenham, da Inglaterra. Inicialmente, o atleta alegou que havia acertado em 2004 a cessão de metade dos lucros de uma futura transação ao empresário. Em 2015, porém, mudou o discurso e afirmou que o acordo fora retroativo, assinado quando já não estava mais no Dínamo de Zagreb. Acabou indiciado por falso testemunho.

Seja como for, a Croácia conta com Luka Modric para fazer ainda mais história na Rússia e juntar-se ao rol de seleções campeãs mundiais. O meia do Real Madrid começou bem a Copa, com gols marcados sobre Nigéria e Argentina, mas não teve o mesmo desempenho na fase eliminatória. Desperdiçou um pênalti contra a Dinamarca, na prorrogação, embora tenha deixado a sua marca na posterior disputa da marca da cal com os dinamarqueses.



A decisão da Copa do Mundo da Rússia está marcada para as 12 horas (de Brasília) deste domingo, no Estádio Luzhniki, em Moscou. Considerada favorita ao título, a França jamais foi derrotada pela Croácia e ganhou do adversário rumo ao título de 1998.

França e Croácia já disputaram cinco confrontos, com três vitórias francesas e dois empates – os azuis anotaram nove gols e sofreram três. O duelo mais importante entre as seleções finalistas da Copa do Mundo da Rússia foi justamente o primeiro da série.

No dia 8 de julho de 1998, pela semifinal da Copa do Mundo, a França avançou à decisão ao ganhar da Croácia por 2 a 1, em Saint-Denis. O atacante Davor Suker chegou a abrir o placar, mas o time da casa virou com gols marcados por Lilian Thuram.

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O outro duelo oficial entre os dois países valeu pela fase classificatória da edição de 2004 da Eurocopa. No dia 17 de junho, o confronto disputado na cidade portuguesa de Leiria terminou com empate por 2 a 2. Rapaic e Prso marcaram para a Croácia, enquanto Tudor e Trezeguet anotaram pela França.

Na Rússia, a França disputará uma final de Copa do Mundo pela terceira vez, a primeira sem o astro Zinedine Zidane. Em 1998, diante de sua torcida, a seleção ganhou do Brasil por 3 a 0. Em 2006, na Alemanha, perdeu nos pênaltis da Itália por 5 a 3 após empate por 1 a 1 no tempo normal.

A Croácia, por sua vez, está na final do torneio de forma inédita e alcançou seu melhor resultado em 1998. Derrotada pela França na semifinal, a equipe liderada pelo artilheiro Suker ganhou da Holanda por 2 a 1 e conquistou uma histórica terceira colocação.

FICHA TÉCNICA
FRANÇA 2 X 1 CROÁCIA

Local: Stade de France (Saint-Denis), em Paris (França)
Data: 7 de julho de 1998
Árbitro: José Maria Garcia (Espanha)
Público: 76 mil presentes
Cartões amarelos: Aljosa Asanovic, Mario Stanic e Dario Simic (Croácia)
Cartões vermelhos: Laurent Blanc (França)
Gols:
FRANÇA: Lilian Thuram aos 2 e aos 25 minutos do 2º Tempo
CROÁCIA: Davor Suker a 1 minuto do 2º Tempo

FRANÇA: Fabien Barthez, Lilian Thuram, Marcel Desailly, Laurent Blanc e Bixente Lizarazu; Didier Deschamps, Christian Karembeu (Thierry Henry), Emmanuel Petit e Zinedine Zidane; Youri Djorkaeff (Frank Leboeuf) e Stephane Guivarch (David Trezeguet)
Técnico: Aimé Jacquet

CROÁCIA: Drazen Ladic, Dario Simic, Igor Stimac e Slaven Bilic; Mario Stanic (Robert Prosinecki), Zvonimir Soldo, Aljosa Asanovic, Zvonimir Boban (Silvio Maric) e Robert Jarni; Goran Vlaovic e Davor Suker
Técnico: Miroslav Blazevic

Confira todos os jogos entre os dois países:

1998 – França 2 x 1 Croácia – Copa do Mundo
1999 – França 3 x 0 Croácia – Amistoso
2000 – Croácia 0 x 2 França – Amistoso
2004 – Croácia 2 x 2 França – Eurocopa
2011 – França 0 x 0 Croácia – Amistoso



Suposta dor nas costas fez Kalinic deixar a delegação da Croácia (foto: divulgação/AC Milan)

O atacante Nikola Kalinic perdeu a chance de disputar uma final de Copa do Mundo. Aos 30 anos, o atacante do Milan foi um dos 23 jogadores convocados pelo técnico Zlatko Dalic para o Mundial da Rússia, porém se recusou a entrar em campo aos 40 minutos do segundo tempo da vitória por 2 a 0 sobre a Nigéria, logo na estreia. Alegou que estava com dor nas costas.

Dalic, então, deu as costas para Kalinic. O técnico afirmou que tinha “um problema” após o triunfo na primeira rodada e decidiu expulsar o atleta da concentração croata. Ele retornou a Milão, onde mora.

Para a Fifa, contudo, Kalinic deverá ser considerado campeão mundial caso a Croácia vença a França no domingo, em Moscou, uma vez que figura na relação de inscritos do seu país para o torneio.

Com passagens pelas categorias de base da seleção croata, Kalinic defendeu profissionalmente o Hajduk Split, o Istra 1961 e o Sibenik no seu país, além do Blackburn Rovers na Inglaterra e o Dnipro na Ucrânia antes de atuar por Fiorentina e Milan na Itália.

Pelo Milan, Kalinic já se envolveu em uma controvérsia também com o técnico Gennaro Gattuso neste ano. Ele acabou não relacionado para um jogo contra o Chievo porque teria apresentado um comportamento preguiçoso no treinamento anterior ao compromisso.



O franzino jogador da camisa 13, com apenas 1,68m de altura, chama pouca atenção dos torcedores em um primeiro contato. Discreto, porém essencial, N’Golo Kanté é uma das engrenagens principais da seleção francesa há algum tempo. No entanto, enquanto Mbappé, Griezmann e Pogba lidam com os holofotes e todo o glamour à sua volta, o volante do Chelsea prefere seguir fazendo seu trabalho falando pouco e jogando muito.

Defensor incansável à frente dos zagueiros, Kanté pode ser visto por qualquer parte do campo a qualquer momento. A desenvoltura do “baixinho” dentro das quatro linhas faz com que ele pareça blindado ao desgaste físico natural, decorrência do fim de uma intensa temporada europeia. Para se ter uma noção, o volante do Chelsea é o jogador que mais desarmou nesta Copa do Mundo, com 15 roubadas de bola. Mesmo com a grande responsabilidade na fase defensiva da equipe, ele também se destaca no aspecto disciplinar. Ao longo do Mundial, o camisa 13 cometeu apenas oito faltas em seis jogos, recebendo um único cartão amarelo.

“Com ele jogamos com 12 [jogadores]. Ele corre por toda parte, tem 15 pulmões”, diz o contestado atacante Olivier Giroud sobre o companheiro de seleção francesa.

Filho de imigrantes do Mali, N’Golo Kanté demorou para deslanchar no futebol. Por conta do seu porte físico bem distante do padrão exigido por clubes franceses, o jogador recebeu uma série de “nãos” por onde passou e então decidiu se dedicar aos estudos como forma de se precaver, caso não desse certo no mundo da bola. Após se formar na escola, estudou mais dois anos de contabilidade e adquiriu seu bacharelado.

Em 2013, o jogador disputou a Terceira Divisão francesa. Somente em 2014/15 estreou na elite do futebol nacional, com o Caen. No ano seguinte, se transferiu para o Leicester, clube pelo qual se sagrou campeão inglês de maneira surpreendente na temporada 2015/16. Daí em diante sua ascensão foi meteórica. Atualmente no Chelsea, o volante foi eleito o melhor jogador do Campeonato Inglês em 2016/17, quando novamente ergueu o título, desta vez pelos Blues, e hoje é unanimidade nas convocações de Deschamps.

“Kanté é, com certeza, o mais regular dos Bleus na Rússia. Todo mundo gostaria de tê-lo na sua seleção. É uma peça essencial para solidificar e estabilizar uma equipe”, explica o antigo lateral da seleção francesa Lizarazu. “Até sem saber, ele também virou líder, porque ele emana força e paz interior fascinantes. E é um líder sobretudo porque resolve todos os problemas defensivos. Messi taí? Sem problemas, temos o Kanté. O ataque da Bélgica dá medo? Tranquilo, temos Kanté. Ele está na direita, na esquerda, atrás, na frente.”

É bem verdade que o filho de imigrantes nascido em Paris vive aos 27 anos uma realidade bem diferente da qual se acostumou quando menor. Embora jogue em um dos maiores clubes do mundo e tenha condições de levar uma vida extravagante, Kanté prefere uma rotina mais simples, renunciando a carros esportivos capazes de ir de 0 a 100km/h em poucos segundos e a outras ostentações.

Mesmo com toda essa discrição, Kanté chamou a atenção de grandes lendas do futebol mundial. Hoje, os elogios vêm de toda parte, até mesmo de um dos maiores jogadores da história, Diego Maradona, que, apesar de sua paixão, ignorou o fato de a Argentina ter sido eliminada pela França e exaltou o trabalho que está sendo executado pelo volante.

“Deschamps encontrou um meio-campo justo com Kanté, que se destaca, é uma formiguinha que vai para todos os lados e que quando tem que sair em velocidade também tem velocidade”, disse Maradona durante a transmissão do programa que apresenta na Telesur.

Os últimos quatro magníficos anos de carreira alçaram Kanté a um patamar que talvez ele jamais sonhou quando pequeno. Há alguns dias, o nome do jogador vem sendo vinculado ao Barcelona, que, segundo veículos europeus, estaria disposto a fazer uma proposta milionária ao Chelsea e ainda oferecer o meia português André Gomes para levar o francês à Catalunha.

 





Mesmo antes de a Copa do Mundo ser decidida, o jornal britânico The Guardian publicou uma seleção formada apenas por jogadores com menos de 23 que disputaram o Mundial. Sem nenhum brasileiro entre os 11 selecionados, a equipe conta com nomes de peso, como o atacante francês Kylian Mbappé e o zagueiro colombiano Yerry Mina.

O goleiro da equipe escolhida foi o nigeriano Francis Uzoho. Na justificativa da escolha, o jornal relembra que o arqueiro africano venceu uma única concorrência para assumir a vaga, já que os únicos goleiros abaixo dos 23 anos a disputarem a competição foram o nigeriano e o tunisiano Mouez Hassen.

Na seleção escolhida pela publicação a formação utilizada foi o 5-4-1. Dessa forma a linha defensiva foi formada por três zagueiros, sendo eles: o colombiano Yerry Mina, o uruguaio José Maria Giménez e o suíço Manuel Akanji. Para completar o setor foram escolhidos os laterais Benjamin Pavard para a direita e Lucas Hernandez para a esquerda, sendo ambos franceses.

O meio de campo é dominado pelo Uruguai, representado por Rodrigo Bentancur e Lucas Torreira, que assumiram a titularidade da seleção durante o Mundial e garantiram a sua vaga na seleção dos jovens. Um pouco mais a frente aparecem os meias Hirving Lozano, destaque da seleção mexicana, e Raheem Sterling, um dos garotos da equipe inglesa.

Na frente, o jornal decidiu optar por um atacante único: o francês Kylian Mbappé. Autor de três gols no Mundial até o momento o atacante dos Le blues é apontado inclusive como um forte concorrente para o prêmio de melhor do torneio. Vale lembrar que brasileiro Gabriel Jesus teria idade para aparecer na lista, porém as apresentações sem grande brilho lhe tiraram essa possibilidade.

A publicação escolheu ainda mais nove nomes para formar o banco de reservas do time. São eles: Mouez Hassen, da TunísiaDavinson Sánchez, da ColômbiaMoussa Wagué, de SenegalAchraf Hakimi, de MarrocosOghenekaro Etebo, da NigériaSergej Milinkovic-Savic, da SérviaAleksandr Golovin, da RússiaJulian Brandt da AlemanhaIsmaïla Sarr, de Senegal




(Arte: Maria-Cecilia REZENDE / AFP)

França e Croácia se enfrentam neste domingo, às 12 horas (de Brasília), no Estádio Luzhnikí, em Moscou, na Rússia, na grande decisão da Copa do Mundo. Os franceses eliminaram a Bélgica nas semifinais, ganhando por 1 a 0. Já os croatas, de virada, fizeram 2 a 1 na Inglaterra, precisando de mais uma prorrogação, a terceira do time no torneio. Por conta dos tempos extras, a Croácia vai ter jogado praticamente oito partidas nesta edição.

Trata-se de um reencontro vinte anos depois. Ambos duelaram nas semifinais da Copa do Mundo de 1998 e os franceses ganharam por 2 a 1, arrancando para um título inédito, que ainda falta para os croatas.

(Foto: SOPHIE RAMIS, THOMAS SAINT-CRICQ, MARIA-CECILIA REZENDE / AFP)

Didier Deschamps, treinador da França, tem a chance de repetir o feito de Zagallo e do alemão Franz Beckenbauer, sendo campeão mundial como jogador e treinador. Ele integrou o time de 1998. O comandante se mostra otimista.

“Nós fizemos tudo o que tinha que ser feito até este momento e agora chegou a hora de ir a campo e tentar escrever uma história bonita. Estamos preparados desde muito antes de a competição começar e fomos ganhando força com ela, crescendo e superando os obstáculos. Portanto, estou otimista e a minha expectativa é a do título, mesmo sabendo que do outro lado do gramado estará um grande oponente”, disse Didier Deschamps.

Confiante, a França vem de vitória sobre a Bélgica de Hazard e Lukaku (Foto: Jewel Samad/AFP)

O desgaste físico realmente é a maior preocupação do técnico Zlatko Dalic. Mas até diante deste cenário ele procura buscar motivação. Nas oitavas os croatas eliminaram a Dinamarca nos pênaltis, enredo que se repetiu nas quartas contra a anfitriã Rússia. Nas semifinais, as penalidades não foram necessárias, porém, a vaga diante dos ingleses veio mesmo na prorrogação.

“Nós escolhemos o caminho mais complicado e difícil. Enfrentamos uma maratona de jogos, atuaremos um jogo a mais que a França e por isso mesmo sabemos que as dificuldade serão enormes. Mas como o que não mata fortalece, vamos buscar força justamente neste nosso poder de testar nossos limites. Falta mais um capítulo nesta história e queremos que o final seja feliz, pois a Croácia melhora”, disse Zlatko Dalic.

A Croácia disputou três prorrogações na Copa, inclusive na vitória sobre a Inglaterra (Foto: Alexander Nemenov/AFP)

As duas equipes não confirmaram as escalações, mas como superação é a palavra de ordem, a base das semifinais deverá ser mantida. Na França a aposta está no equilíbrio de Paul Pogba no meio e na força ofensiva do trio: Kylian Mbappé, Antoine Griezmann e Olivier Giroud.

Pelo lado croata a estrela da companhia é o maestro Luka Modric, candidato a craque da Copa. Mas não se pode desprezar o oportunismo do perigoso artilheiro Mario Mandzukic, autor do segundo gol contra a Inglaterra.

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Caso a decisão deste domingo termine empatada no tempo regulamentar, acontecerá uma prorrogação de trinta minutos. Persistindo a igualdade, o campeão será conhecido nas cobranças de pênaltis. Isso aconteceu apenas duas vezes na história da Copa do Mundo. Em 1994 a Seleção Brasileira derrotou a Itália nos pênaltis, após 0 a 0. Já em 2006 os franceses, que ficaram no 1 a 1 com a Itália, perderam o caneco nos pênaltis.

FICHA TÉCNICA
FRANÇA X CROÁCIA

Local: Estádio Luzhnikí, em Moscou (Rússia)
Data: 15 de julho de 2018 (Domingo)
Horário: 12h(de Brasília)
Árbitro: Nestor Pitana (Argentina)
Assistentes: Hernan Maidana (Argentina) e Juan Belatti (Argentina)

FRANÇA: Hugo Lloris, Benjamin Pavard, Samuel Umtiti, Raphaël Varane e Lucas Hernández; N’Golo Kanté, Paul Pogba e Blaise Matuidi; Kylian Mbappé, Antoine Griezmann e Olivier Giroud
Técnico: Didier Deschamps

CROÁCIA: Danijel Subasic, Sime Vrsaljko, Dejan Lovren, Domagoj Vida e Ivan Strinic; Marcelo Brozovic, Ivan Rakitic e Luka Modric; Ante Rebic, Ivan Perisic e Mario Mandzukic
Técnico: Zlatko Dalic



Se não foi da maneira que gostaria, Neymar foi um dos principais personagens da Copa do Mundo da Rússia de 2018. Falado no mundo inteiro, o jogador tem sido alvos de críticas e ironias sobretudo devido as tentativas de simulação durante as partidas do mundial. Entre as personalidades que chegaram a ironizar a participação do camisa 10 brasileiro no torneio foram nomes como o presidente da Fifa, Gianni Infantino e o ator Will Smith.

No entanto, não foram só críticas que atingiram o craque nos últimos dias. Em entrevista realizada à Rádio Gaúcha, o ex-treinador da Seleção Brasileira de vôlei masculino, Bernardinho, fez uma rápida avaliação da situação vivida por Neymar e afirmou que adoraria ser o coach do atleta para trabalhar melhor algumas questões extra-campo.

Bernardinho afirma que gostaria de ser coach de Neymar (Foto: Divulgação / CBV)

“Eu chego neste momento da minha vida com muita vivência no esporte e conhecimento dos mais diversos tipos de atleta. Desde o mais egocêntrico até o mais jogadores de equipe. Até brinquei que gostaria de ser o Coach do Neymar em algumas questões. Sem entrar no mérito do futebol, não sou nenhum conhecedor profundo desse esporte, mas sobre o comportamento, postura diante de algumas situações, como lidar com pressão. O sentimento de carinho que tenho por ele é por essa amizade que ele tem com o meu filho e acho que ele é uma pedra preciosa que o Brasil tem ainda precisa ser lapidada e trabalhada”, afirmou.

Com uma carreira extremamente vitoriosa no vôlei, como duas medalhas de ouro olímpicas, em 2004 e 2016, e três títulos mundiais, o atual comandante da equipe feminina Rio de Janeiro Vôlei Clube afirmou ver no futebolista um peso muito grande, que poderia ser mais bem trabalhado.

“O Neymar é assim, tudo gira em torno dele. Estamos indo para uma final de Copa e volta o tema Neymar. Ele tem uma relevância tão grande no mundo do futebol que nós estamos às vésperas da final da Copa do Mundo e o tema é Neymar. O presidente da Fifa responde sobre ele, e o Will Smith responde sobre ele, o Van Basten. Ou seja, essa é a relevância que ele tem. É um peso enorme sobre um jovem, um menino que fez tanto, cresceu tanto e que tem um peso enorme de responsabilidade”, completou.