Sylvinho admite atletas indignados no vestiário, mas aprova atuação do Corinthians

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Foto: Rodrigo Coca

Depois das manifestações do presidente Duilio Monteiro Alves e do diretor de futebol Roberto de Andrade sobre a arbitragem de Corinthians e Internacional, Sylvinho decidiu não comentar a atuação do juiz na Neo Química Arena, mas admitiu que teve problemas para manter os atletas concentrados no jogo após os visitantes saírem na frente do placar por causa de um pênalti que teve o jogador colorado em posição de impedimento.

"A dificuldade de trazer de volta foi porque ele saíram indignados e convictos de que tinha algo errado. Mas o que nos coube foi trazer eles de volta, evitar discussão, descontrole, e voltar para o jogo. Nós sabíamos que tínhamos reais condições de empatar o jogo e até ganhar. Assim foi, assim se mostrou o primeiro tempo. Os atletas entenderam, e no segundo tempo, antes de começar o jogo, eles estavam envolta da arbitragem, volto a dizer, porque tinham a convicção de que algo realmente não estava correto. Foi difícil, mas eles voltaram, eles entenderam a mensagem de que tínhamos possibilidade de ganhar o jogo", comentou o técnico do Corinthians.

"Foi um jogo atípico. Tivemos um muito bom o primeiro tempo. Depois, em decorrência do pênalti. A gente não merecia a derrota parcial. Segundo tempo equilibrado, mas a gente não conseguiu mais atacar. Precisamos de alterações, e a resposta foi positiva, tanto do sistema quanto dos atletas. A entrega, luta, vontade, a convicção de empatar e virar. Tivemos possibilidades. Jogo atípico, mas mostrou a força do grupo e o desejo do resultado foi positivo".

Agora, o Corinthians enfrentará a Chapecoense, na quinta-feira da semana que vem, em Chapecó, às 21 horas.

Leia outros trechos da entrevista coletiva de Sylvinho:

Evolução do time
"Sim, a gente enxerga melhoras. são 35 dias trabalhando, vejo os atletas assimilando ideias, ideias simples de futebol. Eles têm entendido o que queremos, nosso conceitos. A gente gostaria de pular etapas, mas entendemos o que podemos fazer. Os atletas respondem bem, mudamos sistema, atletas com mais de uma posição. As alterações foram potencializadas. Tentamos tirar proveito disso. São dois empates, dois jogos difíceis, e a sensação é de que nós tínhamos a condição de sair com a vitória".

Mosquito e Marquinhos juntos
"Claro que podem. Não sou partidário de que atletas não podem jogar juntos. É um sistema, conexão complexa, time de futebol. As peças se completam, e parte desse trabalho é nossa também. A resposta também vem deles, que buscam em campo. Outros atletas também podem jogar juntos, vamos vendo de acordo com o jogo, mas volto a repetir, nunca gostei dessa ideia de que atletas não podem jogar juntos".

Evolução de Jô
"Mérito é dele. Como eu disse no início do trabalho. Colocamos ideias, conceitos, preparamos, mas eles respondem, os mais jovens e os mais velhos. O Jê está se reciclando, teve a situação dele e tem condições de jogar em alto nível. Jogar e ajudar. Ele tem se empenhado, se dedicado, entendido esse momento, e que bom para nós"

Formação mais ofensiva
"Foi uma busca pelo empate, uma vitória, que acreditávamos nela. Depois do que eu disse sobre atleta, também não sou partidário da ideia de que alguns sistemas não podem ser utilizados. Claro que podem, dependendo da circunstância do jogo, do momento, da competição. É sempre bom, desde que se potencialize o time. Muitas vezes, você coloca peças ofensivas, perder o meio campo, deixa fraco, e ai você não consegue nem atacar, e fica mais vulnerável defensivamente. É complexo. Tem que potencializar, mas sempre que for necessário vamos fazer"

Empates seguidos em casa
"Há jogos e jogos. No fim, a pontuação é um empate, mas são diferentes. Me deu a sensação, volto a dizer, tivemos condições de vencer. Satisfação pelo grupo, entrega, luta, e isso não pode faltar. Sempre com equilíbrio. A volta também foi equilibrada, as substituições potencializaram, atletas não perderam a cabeça... tínhamos a convicção de buscar, inteiros em campo, potencializando as substituições, fazer um bom segundo tempo e sair com a vitória. Estou satisfeito com entrega e trabalho, só com o resultado que não. Mas dadas as circunstâncias, sim, pela entrega do grupo, do espírito que eles têm mostrado".

Comparação com 11 jogos no Lyon
"O Corinthians é um grande clube, me sinto bem. Trabalho de construção, os atletas respondem bem. O Campeonato é difícil, é tempo curto pra 38 jogos num país tão grande, campeonato exigente, tem desfalques, acúmulos, lesões... tudo muito equilibrado. Temos que somar forças e energias para seguir somando".

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