Justiça rejeita queixa-crime de Ezabella contra Andrés

Tiago Salazar - São Paulo,SP

31-01-2021 06:30:26

Felipe Ezabella teve sua queixa-crime contra Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, rejeitada pelo juiz Luis Eduardo Scarabelli, da 1ª Vara Criminal de São Paulo, na última sexta-feira.

Ezabella, que depois se tornou candidato à vice-presidência com Mário Gobbi - a chapa acabou derrotada -, decidiu entrar com a ação porque em abril do ano passado Andrés Sanchez pediu para o advogado explicar o recebimento de R$ 500 mil pela negociação que envolveu Elias, Corinthians e Sporting (POR).

A declaração de Andrés foi dada durante uma entrevista à Band. Relembre:

“Ele tem primeiro que pedir desculpa, porque chamava o Mário de ladrão, falava que a administração do Mário roubava e hoje ele faz campanha com o Mário. Eu não sei nem como é que o Mário se sujeitou a isso. Ele pedindo desculpa publicamente, tudo bem, na vida a gente erra. Mas ele falava muita asneira”.

“E, segundo, ele tem que provar como é que ele ganhou R$ 500 mil entre Corinthians, Sporting e Elias. Se o Felipe Ezabella provar para o corintiano aqui como é que ele ganhou aquele dinheiro, se ele era secretário do Cori (Conselho de Orientação), se ele era conselheiro, se ele era diretor... Aos pouquinhos nós vamos falando tudo”.

À Gazeta Esportiva, na ocasião, Ezabella se defendeu.

“Nunca recebi nada. Ele alega que eu tenha recebido comissão porque estava cuidado de assuntos pessoais do Elias, mas fiz questão de colocar no contratado que na transição não foi paga intermediação, honorários, nada. Foi tudo entre os clubes”.

A vitória de Andrés
O juiz entendeu que as declarações de Andrés Sanchez "foram proferidas sem o condão de injuriar ou difamar, mas sim em tom provocativo, ante o cenário que se encontram as partes, de uma disputa política interna no Sport Club Corinthians Paulista".

Desta maneira, a queixa-crime foi rejeitada e o caso foi encerrado.

Sobre a referência de Andrés ao valor de R$ 500 mil, a reportagem obteve acesso a um documento em que o escritório Goffi Scartezzini Advogados Associados acertou o recebimento da quantia, de maneira parcelada. O acordo em questão foi assinado por Felipe Ezabella, que é um dos sócios do escritório e atuou no caso.

À reportagem, Ezabella explicou que o documento não foi mencionado na queixa-crime e aproveitou para dar mais detalhes.

"Isso não é comissão. Esse valor se refere uma ação em que o Corinthians não é parte. A empresa que fazia gestão da carreira do atleta e tinha a procuração dele, depois deles romperem, entrou com uma ação para cobrar R$ 5 milhões. O pai do Elias me procurou, isso em 2017, e fiz a defesa. A justiça percebeu que o jogador não tinha nada a pagar e nós, naturalmente, colocamos em 10% do valor da ação, algo comum, como sucumbência ao escritório. A empresa queria R$ 5 milhões e acabou tendo de pagar R$ 500 mil. Mas, não teve relação com a negociação que envolveu a transferência do Elias".

 

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