O ex-jogador e hoje apresentador de televisão Neto comemora 56 anos nesta sexta-feira. Ídolo do Corinthians, ele foi homenageado pelo clube e lembrado pela alcunha de "craque" e por ter marcado gols decisivos e em cobranças de falta.
"Nesta sexta-feira (9), um dos maiores ídolos da história do Corinthians está ficando mais velho. O meia Neto, que se destacou principalmente em 1990 com a camisa alvinegra, completa 56 anos. O clube parabeniza seu ex-atleta e o deseja sucesso neste novo ano de sua vida", escreveu o Timão em seu site oficial.
O próprio aniversariante, que não apresentou o programa "Os donos da bola", da Band, nesta sexta, agradeceu as mensagens que está recebendo. "Obrigado pelo carinho de todos! Hoje completo 56 anos de vida muito grato pelo que me aconteceu até aqui e muito esperançoso por tudo aquilo que ainda pode vir a acontecer. Busquem sempre o caminho da felicidade!", escreveu em seu Twitter oficial.
Hoje é dia de comemorar a vida do Craque Neto!
Líder da equipe que consquistou o primeiro título Brasileiro em 1990, o “Xodó da Fiel” é até hoje um ídolo dos corinthianos.
Parabéns, Neto! 🎉🥳#ParabénsNeto#VaiCorinthians pic.twitter.com/mjBi9zMSfy
— Corinthians (@Corinthians) September 9, 2022
José Ferreira Neto nasceu em Santo Antônio da Posse, no interior paulista, em 9 de setembro de 1966. Ele deu os primeiros chutes na Ponte Preta, mas rapidamente a trocou pelo Guarani, onde iria se destacar na infância e adolescência. Ainda aos 17 anos, estreou no time profissional, em 1984, onde ficou até a metade de 1986, quando foi contratado pelo Bangu.
Estabilizado como um meia-atacante, ele ficou pouco tempo no futebol carioca. Foi contratado pelo São Paulo, voltou para o Guarani e chegou a ser negociado com o Palmeiras, onde foi escalado fora de posição. Na metade da temporada 1989, foi envolvido em uma troca com o Corinthians, na fatídica troca onde ele e o lateral Denys vestiram alvinegro, e Dida e Ribamar deixaram o clube.
Neto vestiu a 10 do Timão e rapidamente tornou-se o ponto central do setor ofensivo do time e, em 1990, viveria seu grande ano, quando liderou o time em uma campanha de recuperação na tabela do Campeonato Brasileiro da Série A. Após um começo ruim e uma troca de técnico, Nelsinho Baptista deu liberdade ao jogador, que marcou, então, cinco gols de falta, de nove no total.
O craque foi responsável pelos gols de bola parada nos clássicos contra Palmeiras e São Paulo na primeira fase, e pelos tentos da vitória sobre o Atlético-MG nas quartas de final (2) e Bahia na semifinal (1). Cobrou, ainda, a falta que Wilson Mano completou de joelho para o gol no primeiro jogo da final contra o São Paulo, vencido por 1 a 0.
Capitão alvinegro, Neto saiu no segundo tempo do segundo jogo da final, mas levantou a taça do primeiro título do Brasileirão da história do Timão, em 1990. No ano seguinte, também conquistou a Supercopa do Brasil. Em 1992, ficou eternizado por marcar um golaço de bicicleta contra o Guarani.
Permaneceu no time até 1993, quando foi para o Millonarios, da Colômbia. Retornou ao time em 1996, permanecendo por uma temporada, e levantou sua terceira taça, a do Paulistão de 1997. No mesmo ano, Neto encerrou a sua passagem com o manto alvinegro.
Em 228 jogos, anotou 80 gols. Também venceu pelo Timão a Taça dos Invictos em 1990, o Troféu Centenário em 1991, e o Troféu Ramón de Carranza em 1996.