Um dos líderes do elenco do Corinthians, o meio-campista Rodrigo Garro concedeu entrevista coletiva ao lado do zagueiro Gustavo Henrique e do técnico Clarence Seedorf, nesta quinta-feira, na Neo Química Arena, na véspera do confronto com o Mirassol, pela 33ª rodada do Brasileirão. Durante a conversa, o argentino foi questionado sobre seu comportamento nos bastidores da equipe.
Conforme revelou a Gazeta Esportiva, o jogador vinha demonstrando insatisfação com questões internas, o que gerou um clima de desconforto com funcionários do CT Dr. Joaquim Grava. Visto como alguém difícil de agradar, Garro vinha cobrando mudanças frequentes de acordo com suas preferências pessoais, como a restrição da entrada de determinadas pessoas no vestiário.
Ao ser questionado sobre o assunto, Garro foi interrompido por Seedorf. O treinador holandês demonstrou irritação com a pergunta, pediu para evitar polêmicas e solicitou que os jornalistas concentrassem os questionamentos na partida contra o Mirassol.
"Em duas semanas, já ouvi a sua pergunta várias vezes. Já deu, temos que respeitar as respostas. Não vamos criar polêmica, vamos perguntar sobre o jogo. Façam perguntas sobre o jogo, não sobre o relacionamento do grupo. Não há um momento ruim no grupo, posso garantir a vocês", disse Clarence Seedorf.
(Foto: André Costa/Gazeta Esportiva)
Garro, entretanto, voltou a ser questionado sobre o desgaste nos bastidores e, desta vez, respondeu. O argentino evitou entrar em detalhes, mas ressaltou sua identificação com o Corinthians e afirmou que sempre luta pelo clube.
"Não vejo notícias. Cheguei ao clube e, no vestiário, estavam brincando sobre isso. Acho difícil falar sobre a minha personalidade, dizer se sou gente boa, um cara positivo, bom de grupo. É difícil eu falar disso. Quem me conhece, tanto aqui como fora, sabe que tipo de pessoa eu sou, sabe o quanto amo esse clube e brigo por ele. Vão fazer três anos que estou no Corinthians. Deixei de ser o mais novo para ser o mais antigo em pouco menos de três anos. Me identifiquei rapidamente com o clube, tenho carinho pela torcida. Hoje, não é importante falar do Garro", afirmou o atleta.
"É difícil falar sobre o que acontece dentro do vestiário e do CT, dizer se sou ou não gente boa. Tem alguém lá dentro que talvez queira o meu mal, mas, como o professor falou, é tempo de focar. Estamos muito focados nisso, estamos deixando as mentiras de lado e focando em nós. Estamos trabalhando no que podemos fazer para vencer o Mirassol. Tenho certeza de que vamos sair dessa situação. O tempo vai dizer a verdade sobre a minha personalidade. Não sou eu quem vai falar, nem agora e nem depois", completou.
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Logo após a declaração de Garro, Gustavo Henrique tomou a palavra e saiu em defesa do companheiro. O zagueiro lamentou a repercussão das informações sobre o ambiente interno do Corinthians e exaltou o argentino.
"Eu posso garantir que ele é uma pessoa boa, unida ao grupo. Essas coisas que saem nos chateiam. É ruim isso sair na mídia. Já estamos mal em campo e, quando isso sai na mídia, atrapalha. Procuramos não ver, tentamos ficar longe das redes sociais. Eu posso garantir que ele é uma pessoa do bem, uma pessoa correta, positiva, e precisamos de mais gente assim", assegurou.
Em meio à crise e afundado na zona de rebaixamento, o Corinthians enfrenta o Mirassol nesta sexta-feira, às 20h (de Brasília), na Neo Química Arena. Sem vencer há dez partidas, o Timão ocupa a 18ª colocação do Campeonato Brasileiro, com 33 pontos.