Comissão do Corinthians converte processo contra Stabile para rito de destituição

Imagem ilustrativa para a matéria
(Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians)

*Por Tiago Salazar

A Comissão de Ética e Disciplina do Corinthians determinou que o procedimento administrativo envolvendo o presidente interino Osmar Stabile passe a seguir o rito de destituição previsto no Estatuto Social do clube. A decisão foi assinada por Leonardo Pantaleão, presidente do órgão, e não representa o afastamento imediato do dirigente nem o reconhecimento de qualquer infração.

No despacho, a Comissão aponta elementos que, em tese, podem se enquadrar em hipóteses previstas no artigo 106 do Estatuto do Corinthians. Entre eles está o suposto uso de serviços de segurança custeados pelo clube para atender interesses particulares, inclusive de familiares de Stabile, o que poderia gerar prejuízos financeiros e de imagem à instituição.

O documento também menciona uma possível irregularidade em processos de contratação analisados durante a investigação. Segundo a Comissão, não foram apresentados os três orçamentos exigidos pelo Estatuto Social para determinadas contratações, nem documentação que comprovasse eventual dispensa desse procedimento pelo Conselho de Orientação (Cori).

Outro ponto destacado é a contratação e manutenção dos serviços da empresa Bear Security. Conforme o despacho, não foi comprovada nos autos a autorização da Polícia Federal para que a empresa exercesse atividade de segurança privada, circunstância que, segundo a Comissão, pode caracterizar, em tese, ato de gestão irregular ou temerária.

A Comissão ainda rejeitou um pedido da defesa de Stabile para obtenção de prazo adicional para analisar documentos do processo. Segundo Pantaleão, tanto as propostas comerciais quanto a análise de integridade já estavam disponíveis antes da apresentação da defesa escrita, não havendo justificativa para a concessão de novo prazo.

Com a mudança de rito, Osmar Stabile terá dez dias, contados a partir da intimação, para apresentar defesa específica sobre as hipóteses levantadas pela Comissão e indicar eventuais provas. Após essa etapa, o procedimento seguirá os trâmites previstos no Estatuto para casos de possível destituição.

O despacho não determina a destituição de Osmar Stabile nem conclui que houve irregularidades. A decisão apenas reconhece a existência de elementos suficientes para que o caso passe a ser analisado sob o rito estatutário capaz de resultar, eventualmente, na perda do cargo, assegurando ao dirigente o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Entenda o caso

O procedimento disciplinar foi aberto pela Comissão de Ética e Disciplina do Corinthians para apurar possíveis irregularidades envolvendo contratos de segurança durante a gestão de Osmar Stabile. Ao longo da investigação, foram reunidos documentos, realizadas diligências e promovida audiência de instrução, além da apresentação de defesa pelo dirigente.

Após analisar o material produzido, a Comissão entendeu que existem elementos suficientes para que o caso passe a tramitar pelo rito de destituição previsto no Estatuto Social do clube. A medida amplia a análise sobre eventuais responsabilidades de Stabile, mas não representa condenação nem afastamento automático do presidente interino.

Agora, o dirigente terá dez dias para apresentar nova manifestação e indicar as provas que pretende produzir antes do prosseguimento do procedimento.

Próximo jogo do Corinthians

Corinthians x Mirassol
🏆 Campeonato Brasileiro - 33ª rodada
📅 30 de outubro de 2026 (sexta-feira)
⏰ 20h (de Brasília)
🏟️ Neo Química Arena, em São Paulo (SP)

Conteúdo Patrocinado