Após banimento de Del Nero, Andrés é cético em relação à melhoria

São Paulo, SP

27-04-2018 17:25:42

Desafeto declarado de Marco Polo Del Nero, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que acabou banido para sempre pela Fifa, Andrés Sanchez não demonstrou animação com a punição anunciada nesta sexta-feira. Segundo ele, a decisão não significará uma melhora para o esporte nacional.

“Espero e torço para que o futebol brasileiro tome um novo rumo, mas não acredito muito. Vamos aguardar”, disse Andrés, que deixou o cargo de diretor de seleções da CBF quando passou a responder a Del Nero e ao ex-presidente José Maria Marin, hoje preso nos Estados Unidos. “Nunca falaram que fui o único dirigente a pedir demissão da CBF. É triste”, desabafou.

Andrés também foi o único a ter votado contra a recente eleição de Rogério Caboclo ao posto máximo da CBF – o Flamengo se absteve e o Atlético-PR nem sequer mandou representante no pleito. O candidato era apoiado por Del Nero.

“Se fui o único que votei contra, os outros concordaram. Eles não mudaram a regra do jogo, acham que deve seguir isso aí”, criticou o presidente do Corinthians e deputado federal, para quem Caboclo logo se distanciará de Del Nero. “Pela minha experiência, não dura três meses. Manda quem tem a caneta. Pode esperar, que eles brigam rapidinho”, previu Andrés, com a propriedade de quem perdeu proximidade com os ex-presidentes Mário Gobbi e Roberto de Andrade no seu clube.

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Marcando posição na CBF, Andrés Sanchez ainda recordou o período em que se voltou contra o Clube dos 13 para negociar individualmente a venda dos direitos de transmissão dos jogos do Corinthians. “Ali, era muito pior do que a CBF. Mas também não vou fazer o que já fiz. Não vou remar sozinho contra a maré”, ponderou.

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