Andrés vê Dudu injustiçado e promete briga com rival por Gil

Tomás Rosolino - São Paulo , SP
27/04/2018 16:50:03 — 27/04/2018 18:44:27

Em: Corinthians, Escolha do editor, Futebol, Palmeiras
André não fez cerimônia para dar pitacos na gestão de Maurício Galiotte, do Palmeiras (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, não poupou palavras ao ser perguntado sobre a disputa do Palmeiras na Justiça para impugnar a final do Campeonato Paulista. Ampliando bastante o assunto em sua resposta, o mandatário assegurou que o clube do Palestra Itália está atrás da contratação do zagueiro Gil, do Shandong Luneng-CHN, mas que o Timão consegue brigar com os valores oferecidos até o momento.

“Com essa oferta que eles estão dando para o Gil agora, o Gil não vem. Não tenho banco por trás de mim, mas eu estou na briga”, disse, sendo um pouco mais enfático logo na sequência. “Não é só você querer, tem que pensar em enfraquecer o seu adversário também. Se o Gil estiver disponível para vir ao Brasil, Palmeiras vai ter que aumentar a oferta”, continuou o dirigente, sem poupar palavras ao falar do arquirrival.

Em meio às reclamações do adversário pela derrota na final do Estadual, Andrés disse que achava justo os comentários do presidente Maurício Galliote. Depois, porém, alfinetou os grandes investimentos feitos pelo Alviverde em reforços para a última temporada, mais uma vez colocando o atacante Dudu como um nome que ganha pouco no adversário.

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“O que eu acho que o Palmeiras tinha que aprender era que não adianta pagar 1 milhão e meio de reais por mês e 50 mil reais por jogo para o Goulart. Isso que perde o campeonato. Não falei por mal quando disse que queria o Dudu, só acho que o capitão não pode ganhar R$ 400 mil quando outro ganhar R$ 1 milhão e R$ 25/30 mil por jogo, só para entrar. Acho isso injusto com ele. Seria mesma coisa que o Rodriguinho ganhar 10x o que ganha o Balbuena”, relatou Andrés.

Aberto a tratar os assuntos acerca de transferência, Andrés ainda disse que não tem condições de oferecer o que o atacante Paolo Guerrero, em final de contrato com o Flamengo, está pedindo para renovar. “Não posso pagar 100 mil reais por jogo. Sei que tem jogador ganhando 25. Ofereceram para ganhar 50 por jogo. Guerrero tem que ganhar 100 mil por jogo”, concluiu Andrés.