Os reservas do Corinthians foram o centro das atenções no treinamento da tarde desta quinta-feira, dia seguinte ao frustrante empate por 1 a 1 com o Santos, em Itaquera. Com os titulares preservados, realizando trabalhos físicos nas dependências internas do CT, os demais jogadores atraíram olhares de crianças de uma escolinha do clube e até do presidente Andrés Sanchez.
Andrés acompanhou a atividade à beira do campo, acompanhado pelos volantes Gabriel e Maycon e pelo atacante Pedrinho. Gesticulando bastante, o mandatário passou boa parte do tempo em pé, dando as costas para o treinamento vez ou outra na animada conversa que tinha com quem estava ao seu lado.
Entre as crianças que visitaram o CT, a maioria se mostrava ávida por autógrafos. “Clayson! Você joga muito!”, gritou um garoto, na esperança de ganhar a atenção do jogador que se recupera de uma astroscopia no joelho direito e preparava-se para correr sob orientação do preparador físico Fabricio Pimenta. “Agora, não posso. Vou treinar”, justificou o atacante.
Outros dois atletas que só voltarão a defender o Corinthians em jogos oficiais após a Copa do Mundo da Rússia também estiveram em ação. Os volantes Ralf (sofreu luxação no ombro esquerdo) e Renê Júnior (contundiu o menisco do joelho direito), que também passaram por intervenções cirúrgicas, participaram da atividade com bola normalmente.
Na sexta-feira, o Corinthians fará o seu último treinamento antes de enfrentar o Vitória, no sábado, em Itaquera, e tentar reverter o mau momento sob o comando de Osmar Loss – o sucessor de Fábio Carille acumula três derrotas, um empate e somente uma vitória à frente do time. O adversário seguinte será o Bahia, na quarta-feira, na Fonte Nova, no último compromisso antes da Copa do Mundo.
Lição
Um dos instrutores das crianças que assistiam ao treinamento do Corinthians não se conteve quando viu alguns dos seus pupilos calçando chuteiras verdes, mesma cor do uniforme de uma emissora de televisão. “Por que não pode?”, questionou um menino, de alvinegro. “É a cor do Palmeiras. Verde, aqui, só a grama, e porque não tem jeito de mudar”, ensinou.