Futebol

Altitude de Manizales e bola diferente na Libertadores preocupam Cássio

Marcos Guedes - São Paulo , SP - Brasil
28/01/2015 07:30:20

Em: Corinthians, Futebol, Libertadores

Cássio teve duas experiências em partidas disputadas a mais de 2.000 metros de altitude. Só levou um gol, sem influência da elevação do terreno, mas não guardou com carinho a experiência que repetirá no próximo mês, em partida decisiva do Corinthians na Copa Libertadores.

“A bola fica mais rápida mesmo. É complicado”, afirmou à Gazeta Esportiva o goleiro, responsável por defender a meta alvinegra nos 2.150 metros de Manizales. Será em um ambiente adverso, no dia 11 de fevereiro, que a equipe do Parque São Jorge tentará avançar à fase de grupos da principal competição sul-americana.

Os dois jogos de Cássio em condições semelhantes aconteceram na Libertadores de 2013. A primeira delas foi em 20 de fevereiro, em Oruro, no empate por 1 a 1 com o San José – jornada na qual morreu o jovem Kevin Beltrán, atingido por um sinalizador naval. A cidade boliviana fica a mais de 3.700 metros do nível do mar.

Cássio está treinando com esta bola, que não é a da Libertadores (foto: Daniel Augusto Jr. - 21/1/15)
Cássio está treinando com esta bola, que não é a da Libertadores (foto: Daniel Augusto Jr. – 21/1/15) – Credito: Divulgação/Agência Corinthians
Um mês e meio depois, em 3 de abril, em Bogotá, o arqueiro conseguiu evitar qualquer gol do Millonarios, superado por 1 a 0 pelo Corinthians em uma altitude de pouco mais de 2.600 metros. O desafio será menor desta vez, mas o treinamento, semelhante, com muitos chutes e cruzamentos na véspera do jogo.

A ideia é acertar o tempo da bola com menor resistência do ar, que não será o único problema. “A bola da Libertadores é diferente, de outro fabricante. Agora que estamos nos acostumando à bola do Campeonato Paulista, estreamos no domingo. Na segunda, treinamos com outra. Isso complica para o goleiro.”