Em Munique, Chelsea venceu o Bayern nos pênaltis e conquistou a Champions pela primeira vez (Foto: Divulgação/Chelsea)
No dia 19 de maio de 2012, Chelsea e Bayern de Munique se encontravam no próprio estádio dos Bávaros para decidir o título da Liga dos Campeões daquele ano, em uma das finais mais emocionantes da história da competição, e que terminou com a conquista inédita do time londrino.
Os Blues entravam em campo como as zebras do torneio. E não era para menos, pois a temporada 2011/12 foi cheia de altos e baixos para a equipe, que apesar de ter se classificado para o mata-mata em 1º no Grupo E, só garantiu a vaga na última rodada e até trocou de técnico no meio da competição.
A má fase no Campeonato Inglês e a derrota para o Napoli por 3 a 1, no jogo de ida das oitavas de final da Champions, foi demais para o treinador André Villas-Boas, que acabou demitido. Em seu lugar, o clube efetivou Roberto Di Matteo, que até então era assistente. A mudança surtiu efeito e o Chelsea renasceu na segunda partida, em Londres. Devolveu o 3 a 1 no tempo normal, marcou mais um na prorrogação e avançou.
That Napoli game...
One of the greatest Chelsea comebacks! 🙌 pic.twitter.com/gF25Tx82SH
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Nas quartas, o Benfica não impôs grandes desafios. Os ingleses venceram os dois jogos e partiram sem sustos para a semifinal. Encontraram o poderoso Barcelona, atual campeão europeu e invicto até o momento. As surpresas começaram já no Stamford Bridge, quando Drogba marcou o único tento da partida, garantiu o 1 a 0 e a vantagem para o jogo de volta.
No Camp Nou, mais uma partida memorável da campanha do Chelsea. O Barça abriu 2 a 0 no primeiro tempo e tinha a vaga nas mãos. Foi então que o brasileiro Ramires, nos últimos minutos da etapa inicial, apareceu na área e, de cavadinha, encobriu o goleiro Víctor Valdés para marcar um golaço e diminuir a diferença. Na volta do intervalo, o Barcelona tentou de todas as formas, mas não conseguiu furar a forte defesa dos Azuis, que sacramentaram a classificação com Fernando Torres, nos acréscimos.
Drogba consola Messi, apagado na semifinal, depois de eliminação do Barcelona (Foto: Lluis Gene/ AFP)
A final não foi diferente. O favorito Bayern dominou as ações ofensivas e martelou Petr Cech de todas as formas. O placar só foi aberto aos 37 minutos do segundo tempo, em cabeçada de Thomas Muller. Ao melhor "estilo Chelsea", o empate só saiu a dois minutos do fim, quando Drogba, também pelo alto, testou com força e colocou os ingleses de volta ao jogo.
'Drogbaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!' pic.twitter.com/oTX0dSbzMX
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Na prorrogação, deu tempo de Robben perder a penalidade sofrida por Ribéry e desperdiçar a melhor chance dos alemães de levantarem o caneco. Depois de 120 minutos jogados, a decisão foi para os pênaltis. Coube novamente a Drogba ser herói e bater a última cobrança. Dos pés do marfinense, veio o último gol do Chelsea, que venceu a disputa por 4 a 3 e levantou a taça inédita.
Mais tarde, em dezembro de 2012, os Blues cruzariam com o Corinthians, campão da Libertadores, na final do Mundial de Clubes no Japão. Agora como favoritos, mas com um time já muito diferente do que conquistou a Europa, os ingleses não conseguiram repetir o sucesso e acabaram derrotados pelo Timão.
Jogadores do Chelsea após a derrota para o Corinthians, em dezembro de 2012 (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)