Tite se arrepende de ter feito comerciais antes da Copa: “Enche o saco” - Gazeta Esportiva
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O foco da Seleção Brasileira está voltado para a Copa América de 2019, que será disputada justamente no Brasil. Mas, o ano de Copa do Mundo sequer se encerrou, e o Mundial da Rússia ainda é tema para o técnico Tite.

Em entrevista exclusiva ao Show de Bola, da Gazeta Esportiva, o treinador fez uma reflexão das situações que envolveram a campanha brasileira e o seu próprio trabalho, e revelou arrependimento por ter sido garoto-propaganda de marcas que expuseram sua imagem repetidamente na TV, tanto antes quanto durante a competição.

“Eu faria diferente: exposição pública. Não faria os comerciais que eu fiz. Sabe por quê? Porque foram sempre em dezembro. E vocês sabem, vocês são da mídia. Eles ficam sempre em tempo integral, passando toda hora. Isso enche o saco”, afirmou o gaúcho, ciente de que os compromissos profissionais alheios ao futebol influenciaram a opinião pública em determinado momento.

Tite tomou o cuidado em não deixar que as gravações interferissem em sua agenda com a Seleção Brasileira, evitou marcas concorrentes aos patrocinadores da CBF e vetou qualquer negociação com bebidas alcoólicas. Mesmo assim, firmou vínculo com quatro empresas e teve seu rosto exposto na tela por mais tempo que Neymar no período.

“(A profissão) não exige. É minha opção. Eu pegaria e faria um ou dois comerciais, no máximo. Foi muito menos do que eu tinha (de proposta), mas eu faria menos”, completou.

ERRO ASSUMIDO

Em uma espécie de autoanálise, Tite também refutou qualquer orgulho pessoal para reconhecer atitudes que considera como erros à beira do campo. A principal delas remete às escalações iniciais da equipe no decorrer do Mundial.

“Copa do Mundo e principalmente nos mata-matas, em situações que são muito específicas, pontuais e rápidas, as substituições para início de jogo têm de ser mais rápidas do que eu fiz. Durante o jogo foi normal, mas para início de jogo ela tem de ser mais rápida”, admitiu.

MOTIVO PELO “FICO”

Costumeiramente, a Seleção Brasileira tem uma mudança no comando de sua equipe ao fim de Copas do Mundo. Tite, porém, remou contra a maré e resolveu ficar para construir um trabalho completo, até o próximo Mundial, agendado para 2022, no Catar. Durante a entrevista ao Show de Bola, o técnico garantiu que teria passado a bola, caso tivesse assumido o cargo logo após a Copa de 2014.

“Persistência ou resiliência, qualquer que seja o nome, é bonito de falar, mas é muito difícil de ter. É muito difícil de se executar. Falar que a gente se renova, que a gente amadurece é bonito para quem ouve. Os ouvidos gostam. Mas, se você não tiver uma verdadeira humildade, se você não tiver uma verdadeira mobilização para que isso aconteça, fica como um discurso vago”, iniciou.

“Eu não estou pronto, vou continuar errando, porque sou ser humano. Mas eu tenho a busca sempre pelo aperfeiçoamento. Aperfeiçoamento de um técnico que já passou por uma Copa do Mundo, que apressou todos os processos que ele podia apressar para chegar na Copa, depois para classificar, para chegar em uma fase posterior na Copa, que era a minha ambição, infelizmente não foi, mas chegar em uma semifinal, que a partir daí se consolida equipe”, continuou, para ser incisivo na sequência.

“A partir daí é aprender e passar agora as etapas que eu não tive anteriormente, aqueles quatro anos. Não é justificativa, mas… Se eu tivesse feito os quatro anos, eu vou falar para ti, eu teria dito ‘olha, passou minha etapa’. Tem outros grandes profissionais para fazer. Não gosto de reeleição”, afirmou, sem titubear. “Tchau. Palavra de honra, não ficaria, não”, concluiu.

A CONSEQUÊNCIA POR PULAR ETAPAS

O fato de ter estreado em Copa do Mundo não é interpretado por Tite como um fator relevante para o seu insucesso junto à Seleção Brasileira. Ao ser questionado sobre o tema, o treinador reiterou a opinião de que o pouco tempo de convivência na função foi o que pesou nos momentos mais importantes.

“O fato de ter experiência na Copa do Mundo é muito relativo. Eu não tinha experiência em Mundial e nós fomos campeões mundiais de clubes. Eu não tinha experiência maior na Copa do Brasil e no primeiro ano de Grêmio eu fui campeão com o Grêmio. É muito relativo, circunstancial”, explicou.

“Eu vejo mais como um trabalho de uma etapa toda dentro da Seleção Brasileira que pudesse me dar condições melhores. Para conhecer o quê? De repente alguns atletas que não estivesses em suas melhores condições no momento, eu saber como ele reagiria em uma sequência de trabalho. Não vou colocar nomes, mas, atletas que no Mundial estavam oscilando sua performance e que durante as Eliminatórias estavam jogando muito”, exemplificou.

A visita de Tite à TV Gazeta nessa terça também rendeu uma entrevista especial ao Mesa Redonda, que irá ao ar no dia 6 de janeiro.

 

 



Após as competições continentais de seleções realizadas entre junho e julho deste ano, o ranking da Fifa teve atualizações referentes ao desempenho dos times nos torneios.

A Seleção Brasileira, vice da Copa América, ultrapassou a França, eliminada nas oitavas de final da Eurocopa, e assumiu a segunda colocação da lista. A liderança continua com a Bélgica, que chegou até as quartas de final do torneio europeu.

Campeã da América do Sul, a Argentina subiu duas posições, ficando em sexto. A Itália, por sua vez, vencedora na Europa, também alavancou duas colocações, figurando em quinto.

Ainda vale destacar os Estados Unidos e Catar. Os americanos, campeões da Copa Ouro, subiram dez posições, ficando em décimo. Já o país do Oriente Médio, anfitrião da próxima Copa do Mundo  e que disputou a competição da América Central e do Norte, chegando até a semifinal, elevou 16 colocações, figurando agora em 42º.

Confira o Top 10 do ranking da Fifa: 

1: Bélgica (1.822)
2: Brasil (1.798)
3: França (1.762)
4: Inglaterra (1.753)
5: Itália (1.745)
6: Argentina (1.714)
7: Espanha (1.680)
8: Portugal (1.662)
9: México (1.658)
10: Estados Unidos (1.648)



A última Copa América marcou o primeiro título de Lionel Messi com a seleção argentina, quebrando um jejum de anos da albiceleste. Parceiros na última década pelo Barcelona, Ronaldinho Gaúcho revelou um misto de sensações pela conquista hermana diante do Brasil.

Em conversa com o streamer espanhol Ibai Llanos, Ronaldinho revelou ter ficado triste e feliz ao mesmo tempo com o desfecho da Copa América.

“Fiquei triste porque o Brasil perdeu. Ainda assim, muito, muito feliz por Messi – faltava isso para ele, ganhar um título com a seleção argentina”, comentou o ex-jogador.

“Foi algo que me deixou muito contente. Ver meus amigos felizes é algo que me deixa feliz também”, completou.

A Argentina ganhou a final diante do Brasil por 1 a 0, com gol anotado por Di María. No entanto, Messi foi peça fundamental para que a albiceleste chegasse até a decisão.

Além do primeiro título de Messi com a Argentina, a seleção quebrou um jejum de 28 anos sem conquistas.




A Conmebol divulgou nesta terça-feira a seleção da Copa América, que reuniu os melhores jogadores da competição, na qual a Argentina foi campeã. Os brasileiros Neymar, Marquinhos e Casemiro estão no “11 de gala”.

Pela campeã Argentina, Messi, De Paul, o zagueiro Romero e o goleiro Martínez foram selecionados entre os melhores. O lateral-direito chileno Isla, do Flamengo, foi eleito como o melhor lateral-direito da competição.

A seleção da Copa América de 2021 ficou com: Martínez (ARG), Isla (CHI), Romero (ARG), Marquinhos (BRA), Estupiñan (EQU), Casemiro (BRA), De Paul (ARG), Yotún (PER), Messi (ARG), Neymar (BRA) e Díaz (COL).

A Argentina venceu a competição após vencer o Brasil por 1 a 0 na grande final, no Maracanã.



No último sábado, a Seleção Brasileira foi derrotada pela Argentina por 1 a 0, em pleno Maracanã, e ficou com o vice-campeonato da Copa América, a pouco mais de um ano para a Copa do Mundo. Em participação no programa Arena SBT, o capitão do penta, Cafu, opinou sobre a equipe de Tite, fazendo uma comparação com o time de 2002 e afirmando que falta disciplina tática.

 

“É dependente do Neymar, é verdade. Dependemos quase que 80% do que o Neymar faz em campo. O Neymar vai ser bom se a seleção jogar para ele, e a seleção vai ser boa se o Neymar jogar para a seleção. Em 2002, jogávamos para o Ronaldo e para o Rivaldo, o (Ronaldinho) Gaúcho jogava para os dois também, cada um sabia o que fazer. Eu sabia que na Copa não ia ser melhor que eles, mas na minha posição eu ia ser o melhor. São pequenos ajustes para que a seleção possa jogar como seleção. Falta disciplina tática, só isso”, ressaltou o ex-lateral-direito.

Cafu também afirmou que perder para a Argentina “pode acontecer” e que vê a Seleção “com bons olhos”.

“Perder para a Argentina pode acontecer. Você perdeu para uma seleção de tradição, que já foi campeã, não perdeu para qualquer seleção dentro do Maracanã. Se perde para Peru, Venezuela ou Bolívia, com todos respeitos a essas seleções, mas aí poderia falar que a seleção brasileira é um total desastre. Mas vejo a seleção com bons olhos”, afirmou Cafu.

A Seleção Brasileira volta a campo no dia 2 de setembro, contra o Chile, fora de casa, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo. O time de Tite lidera o torneio, com 100% de aproveitamento em seis jogos.



Os jogadores da Seleção Brasileira ainda digerem a amarga derrota sofrida para a Argentina na final da Copa América, realizada no Maracanã. Nesta segunda-feira, o capitão Thiago Silva usou suas redes sociais para parabenizar os rivais argentinos, mas alfinetou brasileiros que torceram contra a Seleção.

”Fé para nunca desistir, força para sustentar as dificuldades e foco para atingir seus objetivos. Parabéns ao nosso rival pela conquista! Agora o momento de recarregar as baterias e voltar mais forte. Para aqueles que torceram e sofreram com a gente fica aqui o meu muito obrigado! Que Deus abençoe”, começou a publicação.

”E para aqueles que torceram contra, espero que estejam contentes! Porém, depois não venham se fazer de amigos pra conseguir seja lá qual for a sua intenção (entrevistas, ingressos para levar filhos e amigos nos jogos, camisas ou fotos)”, encerrou.

O Brasil foi derrotado por 1 a 0 pela seleção argentina com gol de Di María. Antes da partida, houve um movimento de brasileiros que declararam torcida para o time estrangeiro, o que causou insatisfação em grande parte dos jogadores da Seleção.



A derrota da Seleção Brasileira para a Argentina na final da Copa América, neste sábado, gerou reclamações sobre o trabalho de Tite como técnico. Campeão Mundial em 1994, o ex-jogador Romário, em entrevista à Rádio Bandeirantes, criticou o treinador e pediu troca no comando técnico da equipe.

“Nós estamos próximos de uma Copa do Mundo. Será muito difícil colocar um treinador que possa dar uma cara diferente, taticamente falando. Mas é muito difícil ter de seguir com o Tite. O Tite está definido em um esquema de jogo que não está dando resultado”, disse.

Para Romário, Pep Guardiola, treinador do Manchester City, seria a melhor opção para o cargo.

“Seria o Guardiola. Principalmente se o Guardiola imprimir aqui a sua marca da forma como seus times jogam”, completou.

Por fim, o ex-atleta afirmou que a Seleção é muito dependente de Neymar.

“Nós temos grandes jogadores? Temos. Mas a forma que a seleção joga é muito estranha. E, para mim, isso atrapalha muito o jeito do Neymar jogar. Nossa seleção fica muito na dependência dele. O futebol de hoje não tem mais a condição de um jogador sozinho fazer a diferença, se não tiver do lado mais dois ou três”, encerrou.



A Argentina derrotou o Brasil por 1 a 0 pela final da Copa América em pleno Maracanã no último sábado. Neste domingo, Neymar, camisa 10 da Seleção Brasileira, sem esconder sua chateação com o resultado, usou suas redes sociais para exaltar a conquista de Messi, seu companheiro nos tempos de Barcelona, que venceu seu primeiro título com a Seleção Argentina.

”Perder me machuca, me dói … é coisa que eu ainda não aprendi a conviver. Ontem quando perdi, fui dar um abraço ao maior e melhor da história que eu vi jogar. Meu amigo e irmão Messi, fiquei triste e falei pra ele “você me ganhou” fico triste demais por ter perdido. Mas esse cara é f…”, escreveu Neymar.

”Tenho um respeito muito grande pelo o que ele fez pelo futebol e principalmente por mim. Odeio perder! Mas desfrute do seu título, o futebol te esperava por esse momento! Parabéns hermano”, disse o brasileiro.

Messi terminou a Copa América liderando a artilharia da competição com quatro gols marcados. Agora, o craque argentino se redime após ter perdido três finais do torneio em sua carreira. Em 2007, para o Brasil, e em 2015 e 2016 para o Chile.



A derrota para a Argentina na final da Copa América foi um duro golpe para a Seleção Brasileira comandada pelo técnico Tite no anterior à Copa do Mundo. No entanto, a ordem é aprender com os erros e melhorar até a disputa do Mundial do Catar.

“A gente lutou, infelizmente teve a derrota, é do futebol, tem que agradecer pelo grupo, pelo professor (Tite). Fomos leais, fizemos uma grande Copa América. Temos que ser mais fortes, ajustar muito até a Copa. Vamos chegar mais fortes”, prometeu à ESPN o volante Fred, que foi além ao ser perguntado se a equipe está preparada para o Mundial.

“Difícil falar que estamos prontos, há ajustes, mas acho que estamos no caminho certo. Acho que fizemos um grande jogo (contra a Argentina). Eles fizeram gol em um erro nosso e depois amarraram o jogo. Ficaremos mais fortes com isso, vamos chegar bem na Copa, vamos trabalhar para acertar”, emendou.

Fred reconhece que os jogadores do Brasil ficaram muito abalados com o resultado negativo na decisão da Copa América. “Choramos todos, triste, ninguém quer perder, ainda mais em casa para um grande rival”, explicou.

 



A seleção da Argentina desembarcou na manhã deste domingo em Buenos Aires, após conquistar no sábado a Copa América no Brasil, e deixou o aeroporto em direção à sede da Associação do Futebol Argentino (AFA) sob forte operação de segurança. A equipe comandada pelo atacante Lionel Messi saiu do Rio de Janeiro de madrugada e pousou no terminal aéreo da capital do país.

Depois de serem submetidos a rigorosos exames, os jogadores que no sábado derrotaram a seleção brasileira por 1 a 0 na final do torneio continental de seleções, disputada no Maracanã, embarcaram em dois ônibus escoltados por várias motocicletas e carros da polícia.
Centenas de torcedores se aproximaram da rodovia para festejar com os jogadores.

Nenhuma celebração institucional está planejada pela AFA devido às medidas de combate à pandemia de covid-19.
Assim que chegarem na sede da confederação de futebol local, a delegação argentina será recebida pelo presidente do país, Alberto Fernández.

No sábado, a Argentina acabou com uma série de 28 anos sem títulos e o atacante Messi enfim celebrou a conquista de seu primeiro troféu pela seleção.