Com passagem pela Seleção, Castán vê Ibañez como solução para lateral direita

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(Foto: Reprodução/Gazeta Esportiva)

A poucos dias da estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026, o ex-zagueiro Leandro Castán demonstrou confiança no trabalho de Carlo Ancelotti. Campeão da Libertadores pelo Corinthians e com passagens pela Seleção Brasileira, o defensor acredita que a equipe ainda não atingiu seu melhor nível, mas pode crescer ao longo da competição.

Em entrevista à Gazeta Esportiva, Castán afirmou que compartilha do sentimento de parte dos torcedores brasileiros, que chegam ao Mundial com expectativa, mas também com algumas dúvidas após os amistosos preparatórios.

"O meu sentimento é parecido com o de todos os brasileiros. Uma desconfiança aqui e ali, porque não estamos participando do contexto da Seleção, mas se tratando de Copa do Mundo, tudo pode acontecer. Acredito que o Brasil pode crescer durante a competição", afirmou.

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Para o ex-zagueiro, a estreia diante de Marrocos tende a ser um dos principais testes da equipe de Ancelotti. Castán avalia que o treinador italiano ainda está em processo de construção da identidade do time.

"Não acredito que deu essa liga que o Ancelotti já estivesse pensando que iria dar nos amistosos. O jogo contra o Marrocos vai ser muito difícil. O time pode passar, e ganhando confiança para as oitavas. Quem sabe a Seleção não embala e possa trazer esse título para nós", completou.

Defesa é o setor que menos preocupa

Se ainda existem dúvidas em outros setores, Castán vê a defesa brasileira como uma das grandes fortalezas da equipe para a Copa do Mundo. Segundo ele, a dupla formada por Marquinhos e Gabriel Magalhães oferece segurança, além de haver boas opções no banco de reservas.

"Marquinhos e Gabriel, nossa defesa está muito bem servida. Daqueles que foram convocados, acho que são eles mesmos. Mas alguns que não estiveram convocados também fizeram um grande trabalho, como Beraldo e Murillo. Creio que nossa defesa está bem servida, estamos em boas mãos. Se tratando de zagueiros, a defesa é o que menos preocupa os brasileiros", analisou.

Lateral abre nova dúvida para Ancelotti

A lesão de Wesley, cortado da Copa do Mundo após problema muscular na coxa esquerda, criou uma nova dor de cabeça para Carlo Ancelotti. O lateral da Roma deixou o amistoso contra o Egito ainda no primeiro tempo e acabou substituído na lista por Éderson, da Atalanta.

Na avaliação de Castán, a solução para a lateral direita deve vir de dentro do próprio grupo.

"É difícil pensar com a cabeça de outra pessoa, ainda mais se tratando do Ancelotti, que é um baita treinador. Acredito que nenhum daqueles laterais que estavam na pré-lista seria para chegar e jogar no lugar do Wesley. Acredito que ele irá colocar o Ibañez para jogar de lateral-direito e depois liberar algum extremo que vá jogar por ali", projetou.

França e Espanha lideram favoritismo

Ao analisar os principais candidatos ao título, Castán apontou duas seleções europeias à frente das demais.

Para o ex-zagueiro, França e Espanha chegam ao Mundial como as equipes mais fortes do torneio, embora ressalte que a Copa do Mundo costuma reservar surpresas e permitir crescimento de seleções ao longo da competição.

Estreia

O Brasil estreia no próximo sábado contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 19h (de Brasília). Além das duas seleções, Haiti e Escócia completam o Grupo C.

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