COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Fernandinho voltou a deixar uma Copa do Mundo como vilão da queda brasileira (foto: Saeed Khan/AFP)

Tite sabia que seria questionado sobre a péssima atuação do volante Fernandinho na derrota por 2 a 1 do Brasil para a Bélgica, que custou a sobrevivência na Copa do Mundo da Rússia. A princípio, o técnico tentou evitar o assunto, mas não resistiu a fazer uma defesa do jogador que tanto elogiava antes do Mundial.

“Não vou entrar em individualidades porque é desumano. Temos que olhar os dois lados da moeda. Vejo o futebol e a vida como um conjunto”, avisou Tite, que foi obrigado a escalar Fernandinho em Kazan porque Casemiro estava suspenso.

Mais tarde, o técnico cedeu. “O Fernandinho joga muito e exerce essa mesma função no Manchester City, um dos maiores clubes do mundo, com uma forma de atuar muito parecida com a nossa”, defendeu.

Fernandinho, no entanto, já exerceu variadas funções sob o comando de Tite. O técnico chegou a argumentar que o atleta era um armador antes do Mundial, cogitando utilizá-lo na função exercida por Philippe Coutinho. Demovido da ideia, fez dele um primeiro volante diante dos belgas.

Fernandinho falhou. Foi dele, contra, o primeiro gol da Bélgica nesta sexta-feira, completando uma cobrança de escanteio de Chadli. Depois, ainda no primeiro tempo, o volante não parou o centroavante Lukaku no contra-ataque que resultou em um chute certeiro do meia De Bruyne, para a rede.

Abalado, Fernandinho errou passes e sofreu com os avanços do meia Hazard na etapa final. “Tivemos dois terços do jogo nas nossas mãos”, contestou Tite. “Foi quase todo o segundo tempo. Jogamos com equilíbrio emocional, mesmo com 2 a 0 atrás, e botamos volume. Preciso ter discernimento para passar aos atletas que eles tiveram a capacidade de absorver um golpe muito forte”, acrescentou.

Seja como for, Fernandinho deixará a Rússia como vilão. Exatamente como havia ocorrido quatro anos antes, no Brasil, onde foi um dos piores jogadores da Seleção Brasileira na histórica derrota por 7 a 1 para a Alemanha.



Nesta sexta-feira, os dois sul-americanos que ainda disputavam a Copa do Mundo da Rússia foram eliminados, nas quartas de final. Enquanto o Brasil perdeu por 2 a 1 para Bélgica, o Uruguai foi derrotado por 2 a 0 para a França. Com isso, apenas seleções europeias seguem na competição e tem chances de levantar o troféu mais almejado do mundo: Croácia, Rússia, Inglaterra, Suécia, França e Bélgica.

Nas oitavas da Rússia, dois sul-americanos (Colômbia e Argentina), um asiático (Japão), um norte-americano (México) e quatro europeus (Dinamarca, Espanha, Portugal e Suíça) ficaram pelo caminho.

Esta será a quarta vez consecutiva que o título ficará na Europa. Em 2006, a Itália se sagrou campeã, em 2010 a Espanha e na última edição, em 2014, a Alemanha levou o caneco.

Veja também: Brasil eliminado para europeus pela quarta vez consecutiva 

Em número de títulos, o continente europeu chegará a 12ª conquista contando com a atual edição. Já a América do Sul ficará estagnada com 9 Copas. As outras confederações nunca conseguiram chegar ao lugar mais alto do pódio.

Os últimos confrontos das quartas serão neste sábado. A Inglaterra enfrenta a Suécia, às 11h (de Brasília), na Arena Samara. Já a Croácia encara a Rússia, às 15h (de Brasília), no Estádio Fisht.



Assim como Messi e Cristiano Ronaldo, Neymar está fora da Copa do Mundo. O craque da Seleção Brasileira deu adeus ao Mundial após a derrota por 2 a 1 para a Bélgica. O argentino e o português sucumbiram perante a França e o Uruguai, respectivamente.

Os três são constantemente apontados como os melhores jogadores do mundo. Entretanto, ficaram devendo futebol na Rússia. Messi, fez apenas um gol, em quatro jogos com a Argentina, e nas outras partidas teve atuação discreta. Cristiano, teve um começo arrasador, marcando três contra a Espanha, e o da vitória diante do Marrocos. Porém, acabou caindo nas últimas partidas, e não conseguiu levar Portugal tão longe.

Na estreia do Brasil contra a Suíça, Neymar não fez uma boa partida, e foi muito criticado por priorizar as jogadas individuais em prol do coletivo. Quando enfrentou a Costa Rica, tirou um peso enorme das costas ao balançar as redes, tanto que foi às lágrimas após o apito final. Ao pegar a Sérvia, teve sua atuação mais participativa, dando uma assistência, reclamando menos com o árbitro e sendo importante.

Foi decisivo nas oitavas de final contra o México, ao marcar o primeiro gol e dar uma assistência para Firmino. No entanto, ficou devendo no duelo mais decisivo. Diante da Bélgica, Neymar não foi bem, embora quase tenha marcando um golaço, parando em Courtois.

No total, os três ficaram abaixo do esperado. Lionel Messi não se sobressaiu em meio à bagunça da Seleção argentina, e das escolhas equivocadas de Jorge Sampaoli. O restante do time português não acompanha CR7, e raramente o coloca em boas condições de brilhar. Neymar, tem um bom coletivo ao seu dispor, mas individualmente, ficou devendo.




O Brasil foi eliminado da Copa do Mundo nesta sexta-feira, na fase de quartas de final. O placar de 2 a 1 para a Bélgica, classificada às semifinais do Mundial, foi construído a partir de um gol contra de Fernandinho, após cobrança de escanteio logo no início do primeiro tempo.

Logo após a eliminação brasileira, os torcedores recorreram às redes sociais para criticar o jogador do Manchester City e demonstrar sua insatisfação com a atuação do atleta na partida.

“Para variar, você afundou a Seleção de novo. Parabéns”, escreveu um internauta, enquanto outro foi em defesa de Fernandinho. “Ninguém afundou a Seleção, todos cometem erros. Nem sempre podemos ganhar”. Entretanto, essa foi a única publicação em favor do jogador.

“Se não tivesse errado passe de dois metros, a semifinal era nossa”, digitou um usuário da rede social Twitter. “Fernandinho 7×1 nos afundou de novo. Você não foi feito para a Seleção, e dessa vez não tem David Luiz para dividir a culpa. (Fomos) eliminados pela tua mediocridade como jogador”, desabafou outro.

(Foto: Reprodução)

Fernandinho, inclusive, foi um dos atletas mais mencionados durante a partida na rede social, atrás de Neymar e Roberto Firmino. O atacante Romelu Lukaku e o técnico Tite compõem o restante do “top 5” da estatística, que teve seu maior pico de comentários justamente no apito final do juiz, simbolizante do fim do sonho do hexacampeonato.



A Bélgica do capitão Hazard pode chegar à final pela primeira vez (Foto: Saeed Khan/AFP)

A Copa do Mundo de 2018, na Rússia, continua fazendo história. O Mundial, que teve a primeira participação de Islândia e Panamá na história, a Alemanha eliminada na primeira fase pela primeira vez e a Rússia eliminando a favorita Espanha nas oitavas de final, terá uma final inédita na história das Copas.

Com a derrota do Brasil para a Bélgica nesta sexta-feira, todos os cenários possíveis para a final, em Moscou, nunca aconteceram nas 20 edições anteriores da Copa do Mundo. Além disso, há grande chance de uma seleção chegar à final pela primeira vez.

A queda do Brasil representou o fim da única possibilidade de reedição de uma final anterior. Isso porque se o time de Tite chegasse à final junto com a Suécia, as equipes poderiam reeditar a final de 1958, quando a Seleção Brasileira goleou por 5 a 2 e conquistou o seu primeiro título. Outras eliminações, como Alemanha e Argentina, também diminuíram as possibilidades, assim como a não-classificação de Itália, presente em seis finais, e Holanda, presente em três.

A possibilidade de a final ter um participante inédito também é grande. De um lado da chave, a Bélgica é a única seleção que nunca chegou a uma decisão de Copa do Mundo, uma vez que a França, adversária dos Diabos Vermelhos na semifinal, inclusive já levantou a taça. Do outro lado da chave, no entanto, apenas a Suécia, em 1958, e a Inglaterra, em 1966, quando foi campeã, já disputaram uma final de Mundial. Rússia e Croácia nunca chegaram a uma decisão.




Gritos de gol e “chope, chope, chope” formaram a trilha sonora de restaurante Chez Vous, recanto belga localizado em Moema, na zona sul de São Paulo, na tarde desta sexta-feira. O espaço ofereceu uma rodada de chope de graça a todos os presentes a cada gol da seleção “endiabrada”.

Em uma partida que terminou em 2 a 1 e eliminou a Seleção Brasileira da Copa do Mundo da Rússia, o bar recebeu cerca de 40 belgas e descendentes, misturados a algumas camisas da amarelinha. Os poucos torcedores brasileiros presentes decidiram assistir ao jogo ali porque já eram fregueses. “Sou cliente aqui, é pertinho da minha casa. Eu adoro a culinária deles e resolvi vir, o chope é muito bom – pelo menos eu estou aproveitando as cervejas de graça, mesmo torcendo pro adversário deles”, disse Junior Garcia, rindo nervosamente. Ele ainda pediu a entrada de Firmino e chegou a ser atendido pelo técnico Tite, mas não foi o suficiente para que a Seleção revertesse o placar.

Outros brasileiros presentes, no entanto, estavam ali por outros motivos, como Juliane Devaux. “Meu marido é belga, nos conhecemos quando fiz intercâmbio lá. Já são 13 anos juntos”, disse apontando para o companheiro, Olivier, imerso em um mar de amigos belgas vestidos a caráter. “Hoje meu coração está dividido, mas queria, no fundinho, que o Brasil passasse sim”.

Com o coração dividido também estava o dono do recinto, Lionel Sturnack. Com a camisa da Bélgica e bom português, foi às alturas com o primeiro gol dos Diabos Vermelhos. “Estou feliz, isso é demais. Agora estou torcendo para a Bélgica, claro, mas se o Brasil fizer gol, torcerei para o Brasil. Minha mulher é brasileira, temos uma filha juntos…Mas, por enquanto, é Bélgica”, afirmou.

Lukaku, Courtois, De Bruyne e Hazard eram ovacionados a cada vez que tocavam a bola. Quando um contra-ataque era armado, todos se levantavam na área externa do restaurante e gritavam os nomes dos jogadores, da mesma forma que a cada queda de Neymar, camisa 10 e grande craque da Seleção, sinais de simulação de que ele tinha se jogado eram incansavelmente repetidos. Até chegar o gol verde e amarelo.

Diferente de praticamente 90% dos clientes, os garçons e colaboradores da cozinha eram brasileiros. Portanto, o tento de Renato Augusto fez com que a maioria batesse panelas e abrisse um sorriso no rosto, pedindo o mesmo “chope, chope, chope” dos belgas. A promoção, porém, não se estendia a isso.

Os comandados de Tite tentaram, mas a eficiência belga não permitiu que o placar fosse ampliado. Eufóricos, levantando copos e cantando partes do hino nacional da Bélgica, nenhum deles mostrou se importar com o próximo adversário, a França. Pelo contrário, ganhar do Brasil pareceu ser ainda mais importante.

“Sobre a França, é questão para outro momento. Agora, precisamos comemorar… Ganhar do Brasil, para nós, é inacreditável… É como ganhar a Copa”, revelou um deles, enquanto consolava a namorada com a camisa do Brasil.

*Especial para a Gazeta Esportiva.




A badalada geração belga findou a campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Rússia durante a tarde desta sexta-feira. O talentoso meia Kevin De Bruyne brilhou na vitória por 2 a 1 imposta em Kazan pela equipe europeia, semifinalista do torneio.

A Bélgica saiu na frente com um gol contra marcado por Fernandinho e aumentou por meio de De Bruyne, que recebeu de Lukaku pela direita e fuzilou Alisson em um chute cruzado. No segundo tempo, o meia caiu um pouco de ritmo e o Brasil apenas esboçou uma reação por meio de Renato Augusto.

Aos 27 anos de idade, Kevin De Bruyne, do Manchester City, é um dos ícones de uma geração que já brilha por clubes de ponta da Europa e tenta provar seu valor em uma Copa do Mundo. Na Rússia, o meia conta com a experiência adquirida na edição do Brasil 2014.

Na tentativa de disputar a decisão do torneio de forma inédita, a Bélgica volta a campo às 15 horas (de Brasília) deste sábado para pegar a França, em São Petersburgo. Do outro lado da chave, ainda pelas quartas, a Rússia enfrenta a Croácia e a Suécia duela com a Inglaterra.