Tite mantém opinião após gol contra: “O Fernandinho joga muito”

São Paulo , SP
06/07/2018 18:45:52 — 06/07/2018 18:48:29

Em: Brasil, Copa do Mundo, Futebol
Fernandinho voltou a deixar uma Copa do Mundo como vilão da queda brasileira (foto: Saeed Khan/AFP)

Tite sabia que seria questionado sobre a péssima atuação do volante Fernandinho na derrota por 2 a 1 do Brasil para a Bélgica, que custou a sobrevivência na Copa do Mundo da Rússia. A princípio, o técnico tentou evitar o assunto, mas não resistiu a fazer uma defesa do jogador que tanto elogiava antes do Mundial.

“Não vou entrar em individualidades porque é desumano. Temos que olhar os dois lados da moeda. Vejo o futebol e a vida como um conjunto”, avisou Tite, que foi obrigado a escalar Fernandinho em Kazan porque Casemiro estava suspenso.

Mais tarde, o técnico cedeu. “O Fernandinho joga muito e exerce essa mesma função no Manchester City, um dos maiores clubes do mundo, com uma forma de atuar muito parecida com a nossa”, defendeu.

Fernandinho, no entanto, já exerceu variadas funções sob o comando de Tite. O técnico chegou a argumentar que o atleta era um armador antes do Mundial, cogitando utilizá-lo na função exercida por Philippe Coutinho. Demovido da ideia, fez dele um primeiro volante diante dos belgas.

Fernandinho falhou. Foi dele, contra, o primeiro gol da Bélgica nesta sexta-feira, completando uma cobrança de escanteio de Chadli. Depois, ainda no primeiro tempo, o volante não parou o centroavante Lukaku no contra-ataque que resultou em um chute certeiro do meia De Bruyne, para a rede.

Abalado, Fernandinho errou passes e sofreu com os avanços do meia Hazard na etapa final. “Tivemos dois terços do jogo nas nossas mãos”, contestou Tite. “Foi quase todo o segundo tempo. Jogamos com equilíbrio emocional, mesmo com 2 a 0 atrás, e botamos volume. Preciso ter discernimento para passar aos atletas que eles tiveram a capacidade de absorver um golpe muito forte”, acrescentou.

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Seja como for, Fernandinho deixará a Rússia como vilão. Exatamente como havia ocorrido quatro anos antes, no Brasil, onde foi um dos piores jogadores da Seleção Brasileira na histórica derrota por 7 a 1 para a Alemanha.

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