COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

A classificação da França às semifinais da Copa do Mundo de 2018, na Rússia, passou diretamente pela boa atuação de Antoine Griezmann, que participou dos dois gols na vitória por 2 a 0 sobre o Uruguai, na tarde desta sexta-feira, no Estádio Níjni Novgorod.

Jogador do Atlético de Madrid, da Espanha, Griezmann foi o homem que deu dinamismo à troca de passes que envolveu a equipe sul-americana no primeiro tempo. Mas foi através da bola parada que o time europeu abriu o placar.

Aos 40 minutos, em cobrança de falta pela direita, Griezmann encontrou o zagueiro Raphael Varane, que testou no canto direito de Fernando Muslera, sem chances de defesa.

O arqueiro uruguaio, aliás, foi o principal culpado pelo segundo gol francês, que não aconteceria não fosse uma tentativa de surpreender de Griezmann. Após contra-ataque, o meia atacante recebeu na intermediária e arriscou. A bola saiu com força, mas em cima de Muslera, que espalmou para dentro da própria meta.

Decisivo na frente, Griezmann também contribuiu defensivamente. O jogador de 27 anos realizou três desarmes e uma rebatida.

De volta às semifinais da Copa do Mundo após 12 anos, a França terá pela frente a Bélgica, algoz da Seleção Brasileira. O duelo por uma vaga na decisão está marcado para a próxima terça-feira, às 15 horas (de Brasília), em São Petersburgo.



A Copa do Mundo da Rússia conheceu a sua primeira seleção semifinalista durante a tarde desta sexta-feira. No Estádio Níjni Novgorod, apesar da expectativa de um jogo duro, a aclamada e jovem equipe da França dominou o Uruguai e o venceu por 2 a 0, com gols de Raphael Varane e Antoine Griezmann.

Sem contar com o lesionado Edinson Cavani, herói da vitória sobre Portugal, a Celeste não manteve a força ofensiva com o substituto Cristhian Stuani, que fez companhia ao isolado Luis Suárez no ataque. Desse modo, liderados por Griezmann, os europeus aproveitaram para abrir o placar no primeiro tempo e ampliá-lo contando com uma grave falha do goleiro Fernando Muslera na etapa complementar.

De volta às semifinais da Copa do Mundo após 12 anos, os “Bleus” enfrentarão a Bélgica, algoz da Seleção Brasileira. O duelo, valendo vaga na decisão, está marcado para a próxima terça-feira, às 15 horas (de Brasília), em São Petersburgo.

O bicampeão Uruguai, por sua vez, se despede do torneio e provavelmente do técnico Óscar Tabárez, por quem é dirigido desde 2006 e que deve encerrar o seu ciclo na seleção após ser diagnosticado com uma rara doença que afetou seus nervos e músculos.

França domina e sai na frente

O Uruguai começou ligeiramente melhor, chegando com perigo em cruzamentos por ambas as laterais. Aos 13 minutos, o goleiro francês Lloris foi exigido em cabeçada de Giménez após cobrança de escanteio.

Foi a França, no entanto, quem criou a primeira chance clara de gol na partida. Aos 15 minutos, após bola levantada na área, Giroud ajeitou para o meio e encontrou Mbappé livre. O jovem atacante, porém, errou o cabeceio e mandou por cima da meta de Muslera.

A partir de então, trocando passes rápidos, os europeus passaram a ter o controle da partida e abriram o placar aos 40 minutos. Em cobrança de falta, Griezmann levantou a bola na área, Varane ganhou de Stuani por cima e desviou de cabeça, sem chances para Muslera.

Pouco depois, em jogada parecida, o Uruguai quase empatou a partida. Após bola levantada na área, Cáceres testou no canto direito de Lloris, que se esticou todo para evitar o gol. No rebote, Godín isolou por cima na última chance da Celeste antes do intervalo.

França conta com ‘frango’ para garantir vaga

O Uruguai voltou para a etapa complementar tentando pressionar, mas sem atacar de maneira consistente. Em busca do empate, Óscar Tabárez promoveu duas mudanças simultâneas: entraram Maximiliano Gomez e Cristian Rodríguez nas vagas de Stuani e Bentancur.

Logo em seguida, contudo, o treinador uruguaio viu a situação ficar ainda mais crítica. Aos 16 minutos, após contra-ataque, Griezmann recebeu na intermediária e arriscou. A bola foi em cima de Muslera, mas o experiente goleiro espalmou para dentro do próprio gol.

Com a boa vantagem da França, o jogo ficou nervoso. Mbappé tocou de letra no campo de defesa uruguaio e foi levemente atingido pelo braço de Cristian Rodriguéz, instaurando uma pequena confusão entre os jogadores. Passado o tumulto, o atacante europeu e o meia sul-americano foram advertidos com cartão amarelo.

O segundo gol abateu veementemente o ímpeto uruguaio, que deixou de atacar de forma consistente. Na base do abafa, os comandados de Tabárez não conseguiram ameaçar a meta de Lloris. A França, por sua vez, valorizou a posse de bola para administrar o placar e confirmar a vaga nas semifinais da Copa.

FICHA TÉCNICA
URUGUAI 0 X 2 FRANÇA

Local: Estádio de Níjni Novgorod, em Nizhegorodskaya (Rússia)
Data: 6 de julho de 2018 (sexta-feira)
Horário: 11 horas (de Brasília)
Árbitro: Néstor Pitana (Argentina)
Assistentes: Hernan Maidana (Argentina) e Juan Pablo Belatti (Argentina)
Público: 43.319 torcedores
Cartão Amarelo: Rodrigo Bentancur e Cristian Rodríguez (Uruguai);Lucas Hernández e Kylian Mbappé (França)
Cartão Vermelho: –
Gols:
FRANÇA:
Raphael Varane, aos 40 minutos do 1º tempo, e Antoine Griezmann, aos 16 minutos do 2º tempo

URUGUAI: Fernando Muslera; Martin Cáceres, José Giménez, Diego Godín e Diego Laxalt; Lucas Torreira, Matías Vecino, Nahitan Nández (Jonathan Urretaviscaya), Rodrigo Bentancur (Cristian Rodríguez) e Cristhian Stuani (Maximiliano Gomez); Luis Suárez
Técnico: Óscar Tabárez

FRANÇA: Hugo Lloris; Benjamin Pavard, Raphael Varane, Samuel Umtiti e Lucas Hernández; N’Golo Kanté, Paul Pogba e Corentin Tolisso (Steven N’Zonzi); Antoine Griezmann (Nabil Fekir), Kylian Mbappé (Ousmane Dembélé) e Olivier Giroud
Técnico: Didier Deschamps




Oscar Ramirez durante partida comandando a Costa Rica (Foto: Johannes EISELE / AFP)

Nesta sexta-feira, Óscar Ramírez, técnico da Costa Rica na Copa do Mundo de 2018, deixou o comando da equipe. A informação foi comunicada presidente da Federação, Rodolfo Villalobos, afirmando que o contrato do treinador venceu logo após o último jogo da equipe na Copa do Mundo e que não será renovado, decisão em comum acordo com o Comitê Executivo.

Mesmo com a queda na fase de grupos, Óscar Ramírez tinha como objetivo permanecer no comando da Costa Rica até 2022 e, com isso, disputar o Mundial do Catar. No entanto, os dirigentes decidiram que o melhor, para que o time tivesse melhor resultados, encerrar a trajetória do técnico à frente do time que surpreendeu a todos na última edição da Copa do Mundo.

A campanha da Costa Rica foi bem abaixo da edição de 2014. Neste ano, a equipe da América Central perdeu o primeiro jogo para a Sérvia, em um jogo truncado em que Kolarov deu a vitória em bela cobrança de falta. Depois, ao time quase empatou com o Brasil, porém tomou dois gols nos acréscimos e já se viu eliminada do Mundial. Por fim, conseguiu um ponto já que empatou a partida diante da Suíça no último lance do jogo, em cobrança de pênalti.

Há quatro anos, a equipe costarriquenha conseguiu um dos maiores feitos recentes da Copa do Mundo ao chegar até às quartas de final. O país estava no Grupo D, ao lado de Uruguai, Itália e Inglaterra, e para muitos, era um dos times com menos chances de passar de fase. Surpreendentemente, a Costa Rica avançou em primeiro lugar no grupo, sem perder um jogo, eliminou a Grécia nas oitavas de final e caiu apenas para a Holanda, em uma disputa de pênaltis marcada pela entrada do goleiro reserva holandês Tim Krul.

 

 




Neymar é a grande arma da Seleção Brasileira para superar a forte geração belga (Foto: SAEED KHAN/AFP)

Após um início um tanto quanto frustrante na Copa do Mundo, Neymar parece já ter reencontrado suas melhores condições. Vindo de longos três meses sem atuar, o jogador enfrentou dificuldades no início do torneio, porém, na última segunda-feira, contra o México, deu amostras de sua melhor versão, participando dos dois gols da vitória que culminou na classificação do time canarinho para as quartas de final.

A comissão técnica já havia previsto que Neymar voltaria ao seu ápice das formas física e técnica nas oitavas de final da Copa do Mundo. O jogador fez sua primeira partida após a fratura no quinto metatarso do pé direito no último dia três de junho. De lá para cá, ele fez apenas quatro jogos atuando por 90 minutos.

“Não precisa ser muito capacitado para saber que o Neymar teria seu desempenho e desenvolvimento. Nós acompanhamos, o Ricardo [Rosa, preparador físico] acompanhou muito. Ele sabe o preço que ele pagou para chegar aqui, os momentos dos quais ele se privou para investir nessa evolução. Com uma sequência de jogos, eu sabia que ele iria retomar o alto nível pela experiência que tive como atleta. Ele foi mais rápido, porque é um jogador de excelência”, comentou o técnico Tite.

Apesar de sua evolução ao longo desta Copa do Mundo, Neymar vem sendo alvo de manchetes não pelo seu futebol, mas por seu comportamento dentro das quatro linhas. Tido como um atleta que costuma simular faltas na tentativa de fazer com que o árbitro advirta seus adversários com um cartão amarelo, o jogador brasileiro foi defendido pelo treinador da Seleção Brasileira mais uma vez.

“Eu já me manifestei a respeito do Neymar. A quem falou, que veja, que olhe nos vídeos. O que me interessa é ele voltar a estar em alto nível de novo. Não só com bola, com dribles, mas também com ações em transições defensivas. Se vocês buscarem, vocês vão ver o quanto ele tem participado em termos coletivos, vão ver esse senso de equipe que ele vem desenvolvendo”, concluiu Tite.

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A Bélgica foi a primeira seleção europeia a garantir classificação para a Copa do Mundo. Nas eliminatórias, a equipe de Roberto Martínez fez parte do Grupo H, junto de Grécia, Bósnia e Herzegovina, Estônia, Chipre e Gibraltar, onde terminou com a liderança e de forma invicta ao ganhar nove partidas e empatar uma, marcando 46 gols e tomando apenas seis, números que colocaram os belgas como melhor ataque da Europa, com média de quase cinco gols por jogo.

Se o ataque é o ponto forte, a defesa é o fraco. Após a queda precoce na Eurocopa de 2016, quando perdeu nas quartas de final para o País de Gales, Marc Wilmots foi demitido e Roberto Martínez assumiu o cargo. A primeira mudança na escalação foi no setor defensivo. A seleção belga sofre com a lateral esquerda, uma vez que não tem um jogador do nível do restante do time para a posição. Por isso, o treinador ex-Everton abriu mão de um sistema com quatro defensores para jogar com três zagueiros e dois alas. Pela direita, Meunier, lateral de origem, enquanto na esquerda, Chadli ou Carrasco, pontas recuados. Porém, os três têm dificuldades para recompor o setor e dão espaços nas extremidades do campo, tanto é que o primeiro gol do Japão nas oitavas de final foi construído em um contra-ataque nas costas de Carrasco, que deixou o zagueiro exposto.

O esquema adotado pelo treinador espanhol tem feito a Bélgica sofrer com a instabilidade defensiva. A equipe alterna entre boas atuações no setor, como na vitória diante da Inglaterra, e fracas, como no triunfo frente à Tunísia em que sofreu dois gols. Durante todo o ciclo o pré-Copa foi assim. Por exemplo, na mesma semana, em partidas amistosas, venceu o Japão sem sofrer gols e empatou com o México tomando três tentos.

Para piorar a situação, dois dos três titulares da zaga chegaram à Copa do Mundo sem ritmo de jogo. Lesionado, Toby Alderweireld perdeu boa parte da temporada e não conseguiu readquirir sua melhor condição física por causa de discussões contratuais, que o afastaram de algumas partidas do Tottenham. Kompany, por sua vez, sofreu uma contusão na panturrilha a 15 dias do Mundial e só estreou na competição contra a Inglaterra, quando entrou no final da partida.

Do meio-campo para o ataque, a Bélgica tem jogadores de renome internacional. A dupla de volantes, formada por De Bruyne e Witsel, tem por característica qualificar o passe, porém, deixa a zaga exposta, uma vez que ambos não são bons marcadores. Como Carrasco e Meunier ocupam as laterais do campo, Mertens e Hazard atuam como meias que tendem a centralizar, encostando em Lukaku. Essa aproximação dos jogadores mais adiantados do meio-campo fez bem para o atacante do Manchester United, que deslanchou a marcar gols. Aliás, já são nove nos últimos sete jogos, contando as partidas da Copa do Mundo.

Um ponto curioso da equipe belga é a capacidade para reverter vantagens. A virada para cima do Japão não foi algo novo para os comandados de Roberto Martínez, uma vez que já haviam passado por situações parecidas nas Eliminatórias e em partidas amigáveis. Contra Bósnia e Herzegovina, México, Costa Rica e Rússia, os belgas saíram atrás do placar e garantiram ao menos o empate no final do jogo.

Dos 23 convocados da seleção belga, 16 jogaram a Copa do Mundo de 2014, sendo que 10 são considerados titulares. Dessa maneira, a ótima geração dos Diabos Vermelhos já tem certa experiência no torneio. Mais do que isso, de quatro anos para cá, De Bruyne, Lukaku, Eden Hazard, Courtois passaram de promessas para realidades, se tornando estrelas e protagonistas de seus clubes.

De qualquer maneira, o time de Roberto Martínez será o mais difícil e talentoso adversário que a Seleção Brasileira enfrentará no Mundial até agora. A partida que decidirá o segundo semifinalista do torneio acontecerá nesta sexta-feira, em Kazan, às 15 horas (de Brasília).

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Mbappé é maior trunfo francês (Foto: SAEED KHAN/AFP)

Uruguai e França abrem as quartas de final da Copa do Mundo de 2018, em grande estilo, nesta sexta-feira (6), às 11h (de Brasília), no Estádio de Níjni Novgorod, em Nizhegorodskaya, na Rússia. A Celeste despachou o campeão da Eurocopa, Portugal de Cristiano Ronaldo, com um triunfo por 2 a 1. Já os franceses, em confronto eletrizante, superaram a Argentina por 4 a 3.

Didier Deschamps, treinador da França, conversou com seus jogadores sobre a importância de manter a intensidade ao longo dos noventa minutos. Em quase todos os confrontos da Copa do Mundo o time francês, sempre que se aproximou dse seus objetivos, relaxou, permitindo que o adversário criasse dificuldades.

“Nós sabemos que a seleção francesa está disposta a fazer um grande torneio do início ao fim. Estamos conseguindo isso, porém, o nível de exigência só tende a aumentar e por isso mesmo precisamos atuar com uma intensidade só. Sei que o desgaste físico é um componente que joga contra, mas podemos superar isso também”, disse Didier Deschamps.

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A França do trio ofensivo composto por Antoine Griezmann, Kylian Mbappé e Olivier Giroud é realmente uma das grandes atrações deste Mundial. Tendo no atacante do Barcelona Luis Suárez a sua principal estrela, o técnico da Celeste, Óscar Tabárez, aposta em um futebol solidário para alcançar a sua meta.

“A França tem muita qualidade, mas não é um time que não pode ser vencido. Tem fragilidades como qualquer outro e por isso mesmo precisamos estar bem atentos para não deixarmos de aproveitarmos as situações que podem nos trazer a vitória”, disse Tabárez.

Sem cavani, Suárez é a referência no ataque (Foto: Martin BERNETTI/AFP)

Em termos de escalação, as duas equipes têm desfalques, porém, no caso do Uruguai trata-se de um “senhor problema”. Isso porque o artilheiro Edinso Cavani, autor dos dois gols diante de Portugal, fica de fora devido a um edema na panturrilha esquerda. A sua vaga será disputada pelo meia Cristian Rodríguez, que reforçaria a marcação e é a possibilidade mais concreta, e pelo atacante Christian Stuani.

Pelo lado da França o desfalque é no setor de marcação do meio-de-campo. O volante Blaise Matuidi cumpre suspensão por acúmulo de cartões amarelos. O substituto deverá ser Corentin Tolisso, em uma troca simples.

Quem avançar do confronto entre Uruguai e França vai fazer a semifinal contra outra grande equipe, que será definida no duelo entre a Seleção Brasileira e a Bélgica, que também se encontram nesta sexta-feira.

FICHA TÉCNICA
URUGUAI X FRANÇA

Local: Estádio de Níjni Novgorod, em Nizhegorodskaya (Rússia)
Data: 6 de julho de 2018 (Sexta-feira)
Horário: 11h(de Brasília)
Árbitro: Néstor Pitana (Argentina)
Assistentes: Hernan Maidana (Argentina) e Juan Pablo Belatti (Argentina)

URUGUAI: Fernando Muslera, Martin Cáceres, José Giménez, Diego Godín e Diego Laxalt; Lucas Torreira, Matías Vecino, Nahitan Nández, Rodrigo Bentancur e Cristian Stuani (Christian Rodríguez); Luis Suárez
Técnico: Óscar Tabárez

FRANÇA: Hugo Lloris, Benjamin Pavard, Raphaël Varane, Samuel Umtiti e Lucas Hernández; N’Golo Kanté, Paul Pogba e Corentin Tolisso; Antoine Griezmann, Kylian Mbappé e Olivier Giroud
Técnico: Didier Deschamps



Às 15 horas (de Brasília) desta sexta-feira, a Seleção Brasileira entra campo para enfrentar a Bélgica, na Arena Kazan. Diante da melhor geração da história do país europeu, o time comandado pelo técnico Tite busca uma vaga na semifinal da Copa do Mundo da Rússia.

Em relação ao triunfo sobre o México, a equipe titular terá duas alterações. O lateral esquerdo Marcelo, recuperado de um espasmo na coluna, retoma a vaga no lugar de Filipe Luis. O volante Fernadinho, por sua vez, entra desde o início no lugar do suspenso Casemiro.

Embora ainda não tenha balançado as redes na Copa do Mundo, Gabriel Jesus permanecerá como titular no comando de ataque, apesar da sombra de Firmino. Como de costume, Tite valorizou todo o grupo ao falar da concorrência entre os atletas e previu um duelo de alto nível em Kazan.

“O poder criativo da Bélgica é muito forte, a qualidade que ela tem. Vai ser um grande jogo, com duas equipes que primam pelo futebol bonito”, disse, elogioso em relação ao rival. “Tem valores técnicos e individuais, além de um grande treinador (Roberto Martinez)”, completou.

Na Rússia, o técnico espanhol tem a oportunidade de dirigir a melhor safra da história belga. Thibaut Courtois (26 anos), Kevin De Bruyne (27 anos), Romelu Lukaku (25 anos) e Eden Hazard (27 anos) são os ícones de uma geração que já brilha por grandes clubes europeus, mas ainda tenta provar seu valor em uma Copa do Mundo.

Talentosa geração belga tenta provar seu valor na Copa do Mundo da Rússia (Foto: Odd Andersen/AFP)

“As duas seleções são semelhantes em termos de qualidade. Temos talento na nossa equipe. A diferença é que jamais ganhamos um Mundial. É uma vantagem que o Brasil possui, porque já superou essa barreira psicológica. Vamos respeitá-los, mas tentaremos vencê-los”, avisou Martinez.

Diante do Brasil, a tendência é que Chadli e Fellaini substituam Carrasco e Mertens, respectivamente. Nas quartas de final do Mundial, a Bélgica defende uma sequência de 23 partidas sem derrota (18 vitórias e cinco empates) – o último revés data de setembro de 2016.

O duelo opõe o melhor ataque da Copa do Mundo e uma das defesas menos vazadas. Com 12 gols em quatro partidas, quatro marcados por Romelu Lukaku, vice-artilheiro do torneio, o time europeu é o de maior poder de fogo. Já o Brasil sofreu apenas um tento até as quartas de final, assim como o Uruguai.

FICHA TÉCNICA
BRASIL X BÉLGICA

Data: 6 de julho de 2018, sexta-feira
Local: Arena Kazan, em Kazan-RUS
Horário: 15 horas (de Brasília)
Árbitro: Milorad Mazic (SER)
Assistentes: Milovan Ristic (SER) e Dali Djurdjevic (SER)

BRASIL: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Fernandinho; Willian, Paulinho, Philippe Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus
Técnico: Tite

BÉLGICA: Courtois; Vertonghen, Kompany e Alderweireld; Witsel, De Bruyne, Chadli e Meunier; Fellaini, Hazard e Lukaku
Técnico: Roberto Martinez

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Você pode até ficar pistola, mas, goste ou não, a ave que simboliza a Seleção Brasileira de futebol tem forte ligação justamente com a Bélgica, adversária do time de Tite nas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia.

“Muitos canários entraram no Brasil porque vinham nos porões de navios belgas. As pessoas diziam: ‘Os belgas chegaram!’. As histórias de alguns dos nossos criadores começaram assim”, explica Antonio Fernando Burani, presidente da Federação Ornitológica do Brasil, contestando o termo que se popularizou. “O tal do canário belga pegou como nome da ave. Mas, para nós, que mexemos com isso, são só canários.”

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Quem mexe com futebol no Brasil espera que os afamados representantes da atual geração belga também sejam só jogadores. O país que já importou um atacante do Brasil – o maranhense Oliveira virou “Oliverrá” e jogou a Copa do Mundo de 1998 – passou a adotar um estilo genuinamente canarinho. Liderado pelos meio-campistas De Bruyne e Hazard, alcançou a artilharia do Mundial duas décadas depois, com 12 gols, quatro deles de Lukaku – centroavante que fala português, come feijoada e é fã de Adriano.

“A Bélgica prima pelo futebol bonito”, respeitou o técnico Tite. Ele tem o amparo de quem entende bastante de canarinhos – belgas ou não – na tentativa de provar que as aves que lá gorjeiam não gorjeiam como cá, como pontuaria o poeta Gonçalves Dias, maranhense como Oliverrá. “O Brasil ainda tem o melhor futebol. Vai passar pela Bélgica e ser campeão”, sentenciou o criador Antonio Fernando Burani.

Vermelho-belga
Na semana do jogo entre Brasil e Bélgica, Burani recebeu a Gazeta Esportiva na fazenda São Bento, em Araçoiaba da Serra, onde cria cerca de 1.000 canários e outras aves. O canto dos animais é ouvido de longe, a ponto de competir com o ronco do motor do automóvel do presidente da Federação Ornitológica do Brasil, um empresário com longa trajetória no setor bancário.

Aos 67 anos, Burani mostrou esbanjar disposição e orgulho para falar sobre o hobby que marca a sua vida. Ele adotou um tom professoral logo que adentrou o canaril. Parou diante das suas gaiolas e avisou que reunia ali apenas algumas das mais de 530 cores de canários contabilizadas. “Esses primeiros, os amarelos, tradicionais, são os que ficaram conhecidos como canários belgas. São os nossos canarinhos. Olhe esse aqui, que lindo!”, sorriu.

Alguns canarinhos chamam a atenção pelo penteado exótico (fotos: divulgação/FOB e André Mourão/Mowa Press)

Havia também os vermelhos, cor da seleção belga, que não são assim naturalmente. Ao mesmo tempo em que a geração de De Bruyne e Hazard tenta se travestir de Brasil no Mundial, esses pássaros recebem uma alimentação diferenciada, com farinhada rica em cantaxantina, utilizada para reforçar o tom da sua plumagem.

Burani aproveitou para ensinar que nem só de cor são os canários. Também existem os de porte, com tamanhos variados, podendo ter plumagem frisada. “E veja esse outro!”, exclamou o especialista, apontando para uma fotografia publicada na revista da Federação Ornitológica do Brasil. “É um gloster. O topete que ele tem chega a cobrir o olho, né? É uma coisa meio Neymar”, comparou.

A espécie para a qual Burani chamou a atenção pode ter um alto valor comercial, segundo ele próprio, que já presenciou uma negociação de fazer inveja aos mais assertivos dirigentes de futebol. “Chegou um cara querendo comprar um gloster de um criador, que não queria vender de jeito nenhum. Ele ofereceu R$ 5 mil, e nada. Então, perguntou: ‘Quanto você quer? R$ 10 mil? Então, é meu’. O sujeito fez esse canário reproduzir e, no ano seguinte, ganhou todos os torneios possíveis”, contou.

A Copa do Mundo dos canários
Não são apenas as Séries B, C e D do Campeonato Brasileiro de futebol que ocorrem paralelamente à Copa do Mundo da Rússia. Neste mês, os principais criadores de pássaros do Brasil dividem as suas preocupações entre a Seleção canarinha e o 67º Campeonato Brasileiro de Ornitologia Amadora, que encaram como um verdadeiro Mundial.

Realizado na sede da Federação Ornitológica do Brasil, em um suntuoso prédio de mais de 15.000 m², com dois pavilhões, o torneio reúne milhares de aves de todo o País, a maioria delas canários. “Imagine a cantoria lá dentro. É uma loucura! Você não consegue falar ao celular nesses dias”, comentou Antonio Fernando Burani, com 36 canários separados para serem avaliados pelos mais de 100 juízes da competição – que não contam com o auxílio do VAR, como na Copa, mas de um laboratório, para identificar eventuais fraudes nas plumagens dos animais. “E eu sempre ganho alguma coisa”, gabou-se.

No domingo de 15 de julho, Burani espera que os competidores, mesmo inaudíveis ao telefone celular, sejam capazes de encobrir o canto dos passarinhos com gritos de “gol”. O campeonato não será interrompido no dia da final da Copa do Mundo – da qual o Brasil só participará se passar pela Bélgica e, depois, por França ou Uruguai –, mas terá o jogo transmitido em dois telões e em mais alguns televisores.

E, enquanto Neymar e os seus companheiros buscarão o bicho oferecido pela Confederação Brasileiro de Futebol, os filiados da Federação Ornitológica do Brasil aproveitarão o seu campeonato de animais para também obter algum dinheiro. A criação de canários demanda alto investimento – Burani, por exemplo, gasta R$ 1.500 por mês apenas para alimentar as suas aves –, uma pequena parte dele recuperada no evento. “Lá, é possível vender um canário por R$ 500, R$ 1.000. Varia muito. Um mais simples pode custar de R$ 50 a R$ 100”, especulou.

Pistolou
Quando se trata de canarinhos, tal qual no futebol, o Brasil pode ser considerado uma potência. Antonio Fernando Burani assegurou que preside “a maior federação do mundo” na sua área, capaz de causar inveja nos estrangeiros que a visitam. A principal fonte de renda da instituição provém da venda dos anéis que identificam cada ave federada, instalados nos canários até os nove dias de vida – só com esse objeto é possível pagar os R$ 16,00 de inscrição e fazer um pássaro disputar o Campeonato Brasileiro.

Ainda assim, há rivais do futebol em vantagem no tema. “Vamos produzir 800.000 anéis neste ano. Em 2015, a Bélgica produziu 6 milhões”, comparou Burani, colocando os canários como o grande foco de qualquer ornitólogo. “Eles são o carro-chefe no mundo todo. São mais fáceis de criar. Você pega um canário na mão, e ele não te faz nada. E esse bicho aqui… (indica um dos seus coloridos agapornis) Está vendo essa marquinha no meu dedo? Foi feita por um passarinho lá de casa. Eu me descuidei, e…”, lamentou.

É por isso que Burani não está entre os muitos fãs do Canarinho Pistola. Às vésperas da Copa do Mundo da Rússia, a CBF remodelou a sua mascote, que ganhou uma fisionomia carrancuda e tornou-se um case de sucesso no marketing. “Não tem nada a ver, certo?”, pistolou o especialista. “Porque o canário é um animal dócil, afetivo. Isso não tem sentido, lógica. Deturparam toda a história do canário”, continuou.

O que faz Burani relevar o Canarinho Pistola é a sua quantidade de admiradores. Um perfil dedicado ao personagem no Twitter, por exemplo, já atraiu quase 60.000 pessoas. “Pela defesa do canário, é algo válido, né? Quando se fala de Seleção, você pensa em um canário amarelo, de porte maior, arrumado. Isso é correto e tem que ser mais difundido, explorado. Devemos passar a ideia de que o canário é um animal doméstico brasileiro”, cobrou.

Voa, canarinho, voa
O fato de o presidente da Federação Ornitológica do Brasil encarar o que cria como “um animal doméstico brasileiro” serve como uma defesa contra as organizações que combatem a criação de aves em cativeiro. Na verdade, os canários têm origem nas Ilhas Canárias, como o nome sugere, não sendo belgas ou brasileiros. “Mas já viraram! Eles são como todos nós. Cada um de nós tem uma origem. Somos uma miscigenação de raças, assim como os canários. Hoje, os canários fazem parte das vidas das pessoas. São brasileiros!”, contrapôs Antonio Fernando Burani.

Seleção Brasileira, que enfrentará a Bélgica, sente-se pronta para bater asas e voar na Rússia (foto: André Mourão/Mowa Press)

O empresário não conseguiu transmitir geneticamente toda essa paixão pelas aves para os seus dois filhos. Um deles, no entanto, gosta de voar – é aviador – e já foi proprietário de uma franquia de uma locadora de automóveis de nome sugestivo, a Avis. Com a ajuda dele, Burani planejou a construção de uma pista de pouso e decolagem na mesma fazenda onde se encontra o seu viveiro.

Hoje, a sexagenária Federação Ornitológica do Brasil também está pronta para decolar. De preferência, embarcando no sucesso da Seleção canarinha, assim batizada pelo locutor Geraldo José de Almeida a partir da adoção do uniforme amarelo após o inesquecível fracasso do branco na Copa do Mundo de 1950.

“Voa, canarinho, voa! Mostra pra esse povo que és um rei!”, já cantava o ex-jogador Júnior, integrante de uma das mais talentosas gerações brasileiras – derrotada em 1982, mesmo destino que os ornitólogos do País desejam para os canários belgas de 2018.

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