COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

A Seleção Brasileira nunca havia sofrido dois gols em uma mesma partida sob o comando de Tite. Aconteceu nesta sexta-feira, último dia da participação nacional na Copa do Mundo da Rússia. Desencontrado defensivamente, o Brasil perdeu por 2 a 1 para a Bélgica, em Kazan, e despediu-se do torneio.

Com bons momentos ofensivos, a Seleção Brasileira foi vazada pela primeira vez por um gol contra de Fernandinho. O volante que já havia sido vilão na histórica derrota por 7 a 1 para a Alemanha, quatro anos atrás, cabeceou para dentro após uma cobrança de escanteio aos 12 minutos do primeiro tempo.

A Bélgica ampliou ainda na etapa inicial. Aos 30, em um contra-ataque rápido puxado por Lukaku, De Bruyne foi acionado na ponta direita e chutou cruzado para a rede. O gol fez a Seleção Brasileira pressionar durante toda a segunda etapa. O máximo que o time de Tite conseguiu, entretanto, foi uma cabeçada certeira de Renato Augusto, com assistência de Philippe Coutinho.

A queda do Brasil deixa a Copa do Mundo somente com seleções europeias. Nas semifinais, a Bélgica terá pela frente outra algoz de uma equipe sul-americana, a França, que derrotou o Uruguai por 2 a 0 mais cedo, em Níjni Novgorod. O jogo será disputado às 15 horas (de Brasília) de terça-feira, em São Petersburgo.

Fernandinho compromete
Fernandinho começou mal a partida contra a Bélgica. Foi um desarme sofrido pelo volante que resultou no primeiro chute a gol da equipe europeia, de De Bruyne, seu companheiro de Manchester City na Inglaterra.

Naquele momento, o Brasil tinha dificuldades para se desvencilhar da marcação adiantada do time dirigido pelo espanhol Roberto Martínez. Willian, por exemplo, saiu com a bola pela lateral direita quando pressionado.

O Brasil, no entanto, replicou a estratégia belga. Quando também avançou a sua marcação, a Seleção começou a incomodar a adversária. Aos sete minutos, criou uma grande chance de gol. Neymar levantou a bola na área em cobrança de escanteio, e Miranda resvalou com a cabeça. Thiago Silva emendou para a trave.

A Bélgica se saiu ainda melhor em uma cobrança de escanteio do outro lado do campo, de Chadli. Com a ajuda de um jogador brasileiro. Aos 12 minutos, Fernandinho tentou cortar dentro da área, pelo alto, e mandou contra o próprio gol. Alisson não conseguiu defender.

A torcida brasileira transmitiu apoio aos comandados de Tite, cantando ainda mais alto nas arquibancadas da Arena Kazan. No gramado, Neymar, Philippe Coutinho, Willian e Gabriel Jesus, os homens de frente da equipe, procuravam corresponder com empenho e movimentação, porém esbarravam no jogo duro dos belgas.

O Brasil, que tinha a defesa mais consistente da Copa do Mundo, não apresentou a mesma solidez da sua oponente. Aos 30 minutos, Lukaku girou em cima de Fernandinho e, mesmo pesado, carregou bem a bola, passando na frente do mesmo marcador. De Bruyne foi acionado na direita e acertou um chute cruzado, seco, para fazer 2 a 0.

A Seleção Brasileira acusou o golpe. Neymar, que já havia até saído momentaneamente por causa de uma pancada na perna esquerda, estava longe de ser suficiente para devolver a confiança aos seus companheiros. Ainda assim, Gabriel Jesus subiu livre de marcação aos 35. E cabeceou para fora.

Quase deu
Tite resolveu agir no intervalo. Sacou Willian para a entrada de Roberto Firmino, que muitos cobravam como titular na vaga de Gabriel Jesus. O centroavante revelado pelo Palmeiras, então, acabou deslocado para a ponta direita.

Apressado, o Brasil inicialmente abusou do individualismo e dos erros de passe. A Bélgica, em compensação, aceitou a pressão em função da vantagem que tinha construído no primeiro tempo e chamou o time nacional para o seu campo.

Aos seis minutos, Tite viu uma chance de empate quando Neymar caiu dentro da área. O técnico pediu que o lance fosse revisto pelo árbitro de vídeo. O próprio atacante, contudo, reconheceu que não havia sido pênalti.

A postura dos brasileiros foi unânime de reclamação pouco depois, quando Kompany acertou Gabriel Jesus com um carrinho dentro da área. O árbitro sérvio Milorad Mazic demorou a tomar a sua decisão, mas mandou o jogo seguir.

Foi a última participação de Jesus na partida. O atacante cedeu lugar a Douglas Costa, que entrou com a missão de dar velocidade ao lado direito do ataque brasileiro. Aos 17, ele cumpriu o combinado e bateu cruzado. Courtois deu rebote, e Paulinho não aproveitou.

Como o tempo passava e o Brasil continuava dois gols atrás da Bélgica, Tite gastou a sua última ficha em Renato Augusto, substituto de Paulinho. Deu certo. Aos 30 minutos, Philippe Coutinho fez belo levantamento para a área, onde o meia do chinês Beijing Guoan cabeceou no canto.

O gol reanimou a Seleção Brasileira, que teve grandes oportunidades de alcançar o empate. Aos 32 minutos, por exemplo, Firmino recebeu a bola de Neymar dentro da área, girou e finalizou por cima. Aos 34, Renato Augusto teve espaço na entrada da área após passe de Coutinho e também errou o alvo.

Já nos acréscimos, após pedir mais um pênalti, Neymar deu novo susto na Bélgica. Buscou o ângulo em uma conclusão de fora da área. O goleiro Courtois se esticou e fez a defesa, assegurando a vitória sobre o Brasil e a afirmação da ótima geração belga.

Arte: AFP

FICHA TÉCNICA
BRASIL 1 X 2 BÉLGICA

Local: Arena Kazan, em Kazan (Rússia)
Data: 6 de julho de 2018, sexta-feira
Horário: 15 horas (de Brasília)
Árbitro: Milorad Mazic (Sérvia)
Assistentes: Milovan Ristic e Dali Djurdjevic (ambos da Sérvia)
Público: 42.873 pessoas
Cartões amarelos: Fernandinho e Fagner (Brasil); Alderweireld e Meunier (Bélgica)
Gols: BRASIL: Renato Augusto, aos 30 minutos do segundo tempo; BÉLGICA: Fernandinho (contra), aos 12, e De Bruyne, aos 30 minutos do primeiro tempo

BRASIL: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Fernandinho, Paulinho (Renato Augusto), Willian (Roberto Firmino), Philippe Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus (Douglas Costa)
Técnico: Tite

BÉLGICA: Courtois; Alderweireld, Kompany e Vertonghen; Fellaini, Witsel, Meunier e Chadli (Vermaelen); De Bruyne, Lukaku (Tielemans) e Hazard
Técnico: Roberto Martínez



Quando o goleiro Fernando Muslera espalmou a bola para dentro de sua própria meta, Antoine Griezmann preferiu não comemorar o seu gol, o segundo da França na vitória por 2 a 0 sobre o Uruguai, nesta sexta-feira, pelas quartas de final da Copa do Mundo. Após a partida, em entrevista coletiva, o meia explicou os motivos de seu silêncio.

“Eu não comemorei o gol porque, quando comecei como jogador profissional, fui ajudado por um uruguaio que me ensinou as coisas boas e más no futebol, então tenho um respeito enorme pelo Uruguai como país. Eu também estava jogando contra amigos. Por respeito, eu pensei que era normal não comemorar meu gol”, esclareceu.

Os amigos a que Griezmann se referiu são os zagueiros Diego Godín e José Gímenez, companheiros do francês no Atlético de Madrid, da Espanha. O camisa 7, aliás, estendeu seus elogios para além do futebol.

“O Uruguai é um time difícil, que me lembra o meu clube, o Atlético, em que todos trabalham duro no ataque e na defesa. E eu acho um prazer assistir, porque é algo que vejo no dia a dia. Eu amo a cultura uruguaia e os uruguaios. Tenho muito respeito por eles”, declarou, antes de analisar o futebol de sua própria seleção.

“Não acho que a França tenha um estilo definido. Observamos o que acontece durante o jogo e temos pessoas que sabem como organizar o jogo, eles sabem quando parar e quando atacar. Quando eu tenho a bola, tento levar o jogo para aonde queremos”, concluiu.

De volta às semifinais da Copa do Mundo após 12 anos, a França enfrentará a Bélgica, que derrotou a Seleção Brasileira por 2 a 1 nesta tarde. O duelo, valendo vaga na decisão do torneio, está marcado para a próxima terça-feira, às 15 horas (de Brasília), em São Petersburgo.



Nada de afobação. De acordo com o técnico da Inglaterra, Gareth Southgate, o caminho para os ingleses conseguirem a classificação diante da Suécia, na partida deste sábado, válida pelas quartas de final da Copa do Mundo, é a calma.

Em entrevista coletiva concedida antes do duelo, nesta sexta-feira, o comandante dos Três Leões elencou os feitos de sua delegação, mas pregou a postura de pés no chão.

Gareth Southgate pediu calma aos seus comandados (Foto: Yuri Cortez/AFP)

“Viemos para esse torneio como o time mais inexperiente. Um dos mais jovens grupos na  Copa, mas dissemos, lá atrás, que somos um grupo em crescimento e quer fazer sua própria história. Agora, temos nossa primeira vitória em mata-mata nos últimos 10 anos, primeira vitória em uma disputa de pênaltis na Copa do Mundo, maior número de gols por jogo”, afirmou Southgate, antes de completar.

“Desde 1990 que não aparecemos em uma semifinal de Copa do Mundo. Somos ambiciosos e queremos isso, mas não há nada mais na nossa cabeça que não o jogo de amanhã (sábado)”, concluiu.

Principal destaque do time em campo, o atacante artilheiro Harry Kane seguiu a mesma linha de seu técnico, destacando também a união do elenco. “Olho para eles como meus irmãos, e eles fazem o mesmo. Há, definitivamente, uma fome de vencer. Amamos esse sentimento. Se a partida for para o tempo extra ou pênaltis, estaremos prontos para isso”, contou.

“Queremos deixar o país orgulhoso, e parece que estamos no caminho para isso. Queremos unir todos e vê-los aproveitando isso, já que eles são fantásticos para nós”, finalizou o camisa 9.



O técnico da França, Didier Deschamps, teve dois motivos para comemorar após a vitória por 2 a 0 sobre o Uruguai, nesta sexta-feira. Além da sobrevivência na Copa do Mundo, o treinador terá todo o seu elenco à disposição para as semifinais do torneio.

“Muita alegria e orgulho dessa vitória. É merecida. Tínhamos feito algo grande contra a Argentina. Aumentamos nosso nível novamente. Ainda temos alguma falta de experiência, mas essa equipe é generosa. Estamos entre os quatro melhores da Copa do Mundo. Estou muito orgulhoso do meu grupo”, avaliou o treinador.

Com o triunfo, a França duelará com a Bélgica, que bateu a Seleção Brasileira por 2 a 1, na próxima terça-feira, em São Petersburgo. Lá, Deschamps terá todos os seus jogadores disponíveis, já que o volante Blaise Matuidi cumpriu suspensão diante do Uruguai e estará apto a defender a sua seleção na sequência do torneio.

“Agora vamos esperar pelo nosso adversário. Eu não tenho preferência. Não tivemos nenhum prejuízo, nenhum cartão amarelo. Isso é o principal”, celebrou.

Peça fundamental do meio-campo francês, o volante N’Golo Kanté corroborou a análise de seu comandante e elogiou a postura de sua seleção frente aos uruguaios.

“Houve combates e duelos nesta partida, mas respondemos bem. Todos lutaram bem, propusemos um duelo físico ao Uruguai. Jogamos bem, marcamos os dois gols e nos seguramos. Foi um bom jogo da equipe, merecemos essa vitória”, analisou, indiferente ao próximo rival.

“Não tenho preferência. Francamente, o adversário não é importante. Ambas as equipes têm muitas qualidades. Vamos jogar contra aquele que mais merece estar nas semifinais”, concluiu.



A classificação da França para as semifinais da Copa do Mundo, com a vitória desta sexta-feira dos europeus para cima do Uruguai, por 2 a 0, não passou despercebida pelos principais jornais do país. Os gols do confronto foram marcados por Varane e Griezzmann.

O tradicional L’Equipe destacou a autoridade e superioridade da performance dos comandados de Didier Deschamps.

(Foto: Reprodução)

France Football seguiu a mesma linha, colocando de manchete a frase “trabalho muito bem feito”. Os veículos do país, com isso, enfatizaram o desempenho da França na partida, demonstrando e passando confiança para o duelo das semifinais.

(Foto: Reprodução)

Quanto à mídia uruguaia, o sentimento foi de gratidão. O Ovación, um dos veículos esportivos mais conhecidos do país, agradeceu a participação dos comandados de Óscar Tabárez na Copa do Mundo, mesmo com a eliminação diante dos franceses.

“Uruguai perdeu para a França por 2 a0, em Nizhny Novgorod, e se despediu por cima da Copa do Mundo da Rússia. Os gols de Varane e Griezmann marcaram o caminho francês às semifinais”, escreveu a publicação.

(Foto: Reprodução)

 



O técnico do Uruguai, Óscar Tabárez, reconheceu a superioridade da seleção francesa na derrota por 2 a 0, sofrida nesta sexta-feira, pelas quartas de final da Copa do Mundo. Aos 71 anos, portador de uma rara doença que afeta seus nervos e músculos, o treinador ainda despistou sobre o seu futuro na Celeste.

“Faltou a nós o que falta a qualquer equipe quando perde: jogar melhor. Nesta derrota, fizemos um jogo parelho nos primeiros 20 minutos. Depois (os franceses) se colocaram em vantagem e são detalhes que pesam muito neste tipo de partida. Não reagimos com as mudanças, embora tenham se esforçado e deixado tudo em campo. Não há dúvidas: a França controlou bem a situação do jogo. Reconheço que jogou melhor”, avaliou.

Técnico da seleção desde 2006, Tábarez é visto como o responsável pelo ressurgimento do futebol uruguaio. Com ele no comando, o time celeste chegou às semifinais do Mundial de 2010, na África do Sul, e foi campeão da Copa América de 2011 na casa de sua arquirrival, a Argentina.

“Estamos vendo coisas positivas já há algum tempo. De vez em quando conseguimos conquistar algo. Após o Mundial virão mais partidas e a Copa América. Estes encontros de vida ou morte são definidos por detalhes. Quando erros são cometidos há que se buscar soluções coletivas, mas hoje não conseguimos. O rival fez as coisas melhor”, reconheceu.

Questionado, então, se daria continuidade ao seu trabalho, Tabárez tergiversou: “Hoje se encerra meu contrato. Não vou falar do assunto porque não cabe a mim. Os treinadores nunca decidem se ficam ou se vão embora. Aconteceu o mesmo logo após o Mundial do Brasil”.

Com o revés, o bicampeão Uruguai viu o sonho de voltar uma final de Copa após 68 anos acabar. A equipe deixa a edição russa do torneio com quatro vitórias e uma derrota. O saldo é positivo, segundo Tabárez, que voltou a falar sobre o futuro da Celeste.

“A torcida tem sonhos em um país de futebol. Que cresçam novos sonhos sempre. Não se termina nada. Por sorte há continuidade a cada quatro anos. Temos que olhar e ver onde estivemos e do que participamos. Parece que os quatro jogos que ganhamos nos servem. Hoje, o rival nos superou, há que reconhecer e felicitá-lo. É um orgulho para mim dirigir a seleção”, concluiu.




Varane foi o autor do primeiro gol do jogo e abriu o caminho para a classificação (Foto: Kirill KUDRYAVTSEV / AFP)

A França foi a primeira seleção a confirmar a sua classificação na semifinal da Copa do Mundo com uma partida bastante precisa da equipe azul. Com sete finalizações nos noventa minutos, apenas duas delas foram em direção ao gol e as duas entraram. Com esses dois chutes a gol, os le Blues superaram o Uruguai por 2 a 0 e garantiram um lugar entre as quatro melhores seleções do planeta.

Enquanto a França marcou duas vezes em duas finalizações, contando com a contribuição de Muslera que aceitou um chute fraco de Griezmann, o Uruguai até finalizou mais vezes em direção ao gol, quatro tentativas, mas viu todas elas pararem nas mãos de Lloris, que inclusive fez uma defesa espetacular no primeiro tempo.

Mesmo com menos finalizações, a França foi mais perigosa e teve uma posse de bola bem maior que os rivais sul-americanos. Com 58% de posse de bola, os europeus trocaram 521 passes contra apenas 324 da equipe celeste durante os seus 42% do tempo com a bola no seu domínio. Para piorar para os uruguaios, a precisão no momento dos passes também foi bastante ruim, 67% contra 81%.

Outra estatística de destaque da partida foi o grande número de faltas na partida. Ao todo, o juiz Néstor Pitana apitou 32 faltas, 17 do Uruguai e 15 da França. Este fato desmente um pouco a ideia de que as duas seleções foram pouco faltosas durante a Copa. Além disso foram dois cartões amarelos para cada lado.

Agora a França espera o seu adversário na semifinal da competição. A decisão será feita após o vencedor entre Brasil e Bélgica, que acontece também nesta sexta.



Capitão do Uruguai, Diego Godín tratou de sair em defesa de Fernando Muslera após a derrota por 2 a 0 para a França, nesta sexta-feira, pelas quartas de final da Copa do Mundo. O goleiro, que atua pela Celeste desde 2009, falhou de forma grave no segundo gol francês, aos 16 minutos do segundo tempo, quando espalmou a bola para dentro da própria meta após chute de longe de Antoine Griezmann.

“Nós todos cometemos erros. O futebol é assim mesmo. Temos de lhe dar força. Ele cometeu um erro, mas já nos salvou em outras vezes e ocasiões”, afirmou o zagueiro, na saída de campo. O técnico Óscar Tabárez, em entrevista coletiva, preferiu não analisar o lance. “Isso faz parte da privacidade da seleção uruguaia. É um assunto que só é falado no vestiário e com o jogador”, declarou o comandante.

No Estádio Níjni Novgorod, a França se impôs desde o primeiro tempo e abriu o placar aos 40 minutos, quando Griezmann cobrou falta na cabeça de Raphael Varane, que testou no canto direito, sem chances de defesa para Muslera. Na etapa complementar, após a falha do arqueiro uruguaio, os europeus só precisaram administrar bem a vantagem para assegurar a vaga.

“São jogadores jovens, que jogam muito bem, e hoje conseguiram marcar dois gols. Foi difícil encontrarmos o nosso, fizemos um bom jogo, mas isso é futebol. Às vezes, se ganha. Às vezes, se perde. Temos de seguir o nosso caminho”, resignou-se Godín.

Até o duelo com a França, ao lado da Bélgica, o Uruguai era a única seleção com 100% de aproveitamento dentre as classificas às quartas de final. Além disso, ostentava o título de melhor defesa do Mundial, com apenas um gol sofrido.

“Triste por esse resultado. Mas é agradecer a todos os uruguaios, as pessoas, aos meus companheiros, que foram uns ‘leões’. Estou orgulhoso, não temos nada do que nos criticar. Esse Mundial foi espetacular, nós demos tudo dentro de campo e saímos de cabeça erguida”, avaliou.

Com o revés, o Uruguai viu o sonho de voltar à final da Copa após 68 anos acabar. Bicampeã do mundo, a Celeste nem sequer igualou a campanha de 2010, quando atingiu as semifinais da edição sul-africana do torneio.

“Nós somos uma equipe, demos o máximo tanto na preparação quanto no jogo. A verdade é que só tenho de agradecer aos meus companheiros, que foram fenomenais. Essa é uma das grandes questões para que possamos disputar as quartas de final”, concluiu.



A classificação da França às semifinais da Copa do Mundo de 2018, na Rússia, passou diretamente pela boa atuação de Antoine Griezmann, que participou dos dois gols na vitória por 2 a 0 sobre o Uruguai, na tarde desta sexta-feira, no Estádio Níjni Novgorod.

Jogador do Atlético de Madrid, da Espanha, Griezmann foi o homem que deu dinamismo à troca de passes que envolveu a equipe sul-americana no primeiro tempo. Mas foi através da bola parada que o time europeu abriu o placar.

Aos 40 minutos, em cobrança de falta pela direita, Griezmann encontrou o zagueiro Raphael Varane, que testou no canto direito de Fernando Muslera, sem chances de defesa.

O arqueiro uruguaio, aliás, foi o principal culpado pelo segundo gol francês, que não aconteceria não fosse uma tentativa de surpreender de Griezmann. Após contra-ataque, o meia atacante recebeu na intermediária e arriscou. A bola saiu com força, mas em cima de Muslera, que espalmou para dentro da própria meta.

Decisivo na frente, Griezmann também contribuiu defensivamente. O jogador de 27 anos realizou três desarmes e uma rebatida.

De volta às semifinais da Copa do Mundo após 12 anos, a França terá pela frente a Bélgica, algoz da Seleção Brasileira. O duelo por uma vaga na decisão está marcado para a próxima terça-feira, às 15 horas (de Brasília), em São Petersburgo.