COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Jogando sem ter nada a perder, porque já estava eliminada da Copa do Mundo, a Costa Rica conseguiu empatar com a Suíça – que fez pouca força para ganhar –  por 2 a 2, nesta quarta-feira, no último jogo das duas equipes no grupo E. Blerim Dzemaili e Drmic marcaram os gols dos os europeus, enquanto Kendall Waston e Sommer contra fizeram os tentos do time da América Central no Estádio de Níjni Novgorod.

Apesar do resultado, a seleção comandada por Vladimir Petkovic garantiu vaga nas oitavas de final ao terminar na segunda colocação do grupo com cinco pontos. Os costa-riquenhos deixam a competição com apenas um ponto e evitaram ser a única seleção que não marcou gols na Rússia. O Brasil ficou como líder do grupo depois de vencer o Sérvia por 2 a 0.

O adversário da Suíça nas oitavas de final será a Suécia. O confronto será realizado na terça-feira, às 11 horas (de Brasília), no Estádio St. Petersburgo. O lateral-direito e capitão Stephan Lichtsteiner e o meia Fabian Schaer receberam o segundo cartão amarelo e serão desfalque contra os suecos.

Jogadores da Suíça comemorando o primeiro gol do jogo (Foto: Martin Bernetti/AFP)

O jogo

Buscando garantir sua vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo, a Suíça começou a partida tentando pressionar. Contudo, a dificuldade na saída de jogo e a boa marcação feita pela Costa Rica permitiu o time Sul-Americano fazer uma blitz nos europeus nos primeiros minutos do duelo.

Aos cinco minutos, Campbell recebeu na direita e mandou uma bomba cruzada, forçando Sommer a trabalhar. Em seguida, Oviedo ficou a sobra e mandou a bola para a área. Celso Borges chegou cabeceando e o goleiro suíço fez um milagre, mantendo o placar zerado.

Jogando pela primeira vez como titular neste Mundial, Colindres mostrou serviço na ponta esquerda. Aos sete, ele arrematou e mandou para fora. Três minutos depois, ele roubou a bola na saída de jogo do time comandado por Vladimir Petkovic e acertou o travessão, ficando a poucos centímetros de inaugurar o marcador.

A Suíça conseguiu manter a calma mesmo com o abafa do seu adversário e com a torcida incentivando Los Ticos. Sempre tocando a bola (64% de posse na primeira etapa), os europeus foram conquistando o domínio do jogo aos poucos e marcaram o seu gol aos 30 minutos. Lichtsteiner chegou pela direita e cruzou. Embolo subiu junto com o zagueiro e tocou a bola para o meio da área. Dzemaili chegou chutando e estufou as redes da meta defendida por Keylor Navas.

Logo após o gol, em outro cruzamento para a área, Gravanovic tocou de peito para Dzemaili, que foi travado por Giancarlo González. Mais soltos com o placar a seu favor, os jogadores suíços subiram a marcação na reta final da etapa e até chegaram a ter algumas chances, no entanto nenhuma clara.

Sem ter nada a perder, a equipe de América Central começou os últimos 45 minutos buscando o ataque com Campbell, que finalizou mal aos dois minutos. A seleção suíça foi um pouco melhor nas suas primeiras oportunidades no segundo tempo. Primeiro, aos três, Ricardo Rodríguez finalizou de fora da área e mandou por cima do travessão. Já aos sete, Embolo arriscou da linha de fundo, sem ângulo, mas Navas defendeu.

Los Ticos conseguiram marcar o seu primeiro gol na Rússia aos dez minutos. Em cobrança de escanteio, Waston subiu mais alto do que a defesa e conseguiu cabecear para empatar o jogo em 1 a 1.

Sabendo que a classificação estava próxima, o time de Vladimir Petkovic começou a administrar a partida depois do empate. Os europeus trocaram muitos passes e não aceleravam as jogadas para buscar o segundo gol, deixando o confronto mais morno.

Aos 32 minutos a Suíça quase marcou o seu segundo, Shaqiri recebeu pela direita e deixou Embolo para passar. Este fez o cruzamento quando chegou na linha de fundo e Drmic apareceu muito bem na área para acertar a trave direita do gol defendido por Keylor Navas.

O gol da vitória saiu aos 42 minutos. Zakara recebeu pela direita e cruzou para a entrada da área. Drmic chegou batendo de primeira e colocou no contrapé de Navas.

Bryan Ruiz sofreu um pênalti logo após a saída de jogo. Contudo, após consulta ao árbitro de vídeo, o lance foi revertido por causa de um impedimento. Já nos acréscimos, o juiz voltou a marcar pênalti em queda de Campbell em disputa com Zakaria na linha da área. Na cobrança, Bryan Ruiz acertou o travessão e a bola entrou após bater nas costas de Sommer.

FICHA TÉCNICA
SUÍÇA 2 X 2 COSTA RICA

Local: Estádio de Níjni Novgorod, em Nizhegorodskaya (Rússia)
Data: 27 de junho de 2018 (Quarta-feira)
Horário: 15h (de Brasília)
Árbitro: Clement Turpin (França)
Assistentes: Nicolas Danos (França) e Cyril Gringore (França)
Público: 43.319
Cartões amarelos: Stephan Lichtsteiner, Denis Zakaria e Fabian Schaer (Suíça) Cristian Gamboa, Kendall Waston e Joel Campbell (Costa Rica)
Cartão vermelho: não teve
GOLS: SUÍÇA: Blerim Dzemaili, aos 30 do primeiro tempo, e Drmic aos 42 do segundo tempo COSTA RICA: Waston, aos dez, e Sommer (contra) aos 47 da segunda etapa

SUÍÇA: Yann Sommer; Stephan Lichtsteiner, Fabian Schär, Manuel Akanji e Ricardo Rodríguez; Valon Behrami, Granit Xhaka, Xherdan Shaqiri (Michael Lang), Blerim Dzemaili (Denis Zakaria) e Breel Embolo; Mario Gavranovic (Josip Drmic)
Técnico: Vladimir Petkovic

COSTA RICA: Keylor Navas; Cristian Gamboa (Ian Smith), Johnny Acosta, Giancarlo González, Kendall Waston e Bryan Oviedo; Daniel Colindres (Rodney Wallace), Celso Borges, David Guzmán (Randall Azofeifa) e Bryan Ruiz; Marco Ureña e Joel Campbell
Técnico: Óscar Ramírez



A Seleção Brasileira não chegou a encantar, mas teve o seu jogo mais tranquilo na Copa do Mundo da Rússia até então. Nesta quarta-feira, o time de Tite sofreu menos para derrotar a Sérvia por 2 a 0 no Estádio Spartak, em Moscou, com gols do volante Paulinho no primeiro tempo e do zagueiro Thiago Silva no segundo. O resultado assegurou a liderança do grupo E e o cruzamento com o México nas oitavas de final.

Com 7 pontos ganhos, o Brasil ficou à frente da também classificada Suíça, que só empatou por 2 a 2 com a Costa Rica nesta quarta-feira e subiu para 5. As eliminadas Sérvia e Costa Rica se despediram do Mundial da Rússia com 4 e 1 pontos, respectivamente.

Agora, a Seleção Brasileira voltará a campo contra os mexicanos, segundos colocados na chave que teve a Alemanha como decepção, às 11 horas (de Brasília) de segunda-feira, em Samara. No mesmo horário, mas um dia depois, a Suíça enfrentará a Suécia em São Petersburgo.

Paulinho desencanta
A Seleção Brasileira parecia à vontade no Estádio Spartak. Já no aquecimento, ao som das músicas compostas por torcedores especialmente para a Copa do Mundo da Rússia, Neymar distribuía sorrisos e gestos de hang loose a quem via pela frente. Depois, na execução do Hino Nacional, quase gargalhou ao perceber que o público passou a cantar à capela quando a música foi interrompida.

Nos primeiros minutos, o objetivo do astro do Paris Saint-Germain e dos seus companheiros era fazer uso da velocidade para continuar a sorrir em Moscou. Foi assim que Gabriel Jesus recebeu lançamento em posição clara de impedimento, avançou pela ponta esquerda e finalizou em cima do goleiro Stojkovic. Na sobra, Neymar completou um chute de Philippe Coutinho para fora.

Aos sete minutos, porém, a Seleção Brasileira sofreu um baque. Marcelo acusou uma contusão nas costas ao dar uma arrancada e pediu substituição. Filipe Luís foi acionado por Tite e não foi mal em suas primeiras participações na partida, porém a equipe demonstrou sentir a ausência do lateral esquerdo titular e perdeu o ímpeto do princípio da partida.

A Sérvia aproveitou para começar a ser mais presente no ataque. O alto time de Mladen Krstajic, porém, não era muito criativo com a bola nos pés. Intimidava mais quando tinha a oportunidade de fazer levantamentos na área do Brasil, que só passou a errar menos passes quando esbarrou na bem postada defesa adversária. Aí, restavam os fáceis e inofensivos toques laterais aos zagueiros brasileiros.

A Seleção Brasileira se reencontrou por meio de alguns lances isolados a partir da metade do primeiro tempo, como quando Neymar tabelou com Gabriel Jesus e concluiu cruzado, parando em boa intervenção de Stojkovic. Aos 28 minutos, o centroavante do Manchester City inverteu os papéis com o companheiro e foi lançado com liberdade, mas bateu em cima da defesa após cortar a marcação.

Aos 35, a Sérvia não conseguiu evitar o gol brasileiro. Melhor jogador do time de Tite nas duas primeiras partidas do Mundial, Philippe Coutinho acionou aquele que vinha sendo um dos mais criticados. Paulinho recebeu lançamento longo à frente da zaga sérvia e justificou a confiança do seu treinador dos tempos de Corinthians. Encobriu Stojkovic, que deixava o gol, para abrir o placar.

Thiago Silva tranquiliza o Brasil
Com a Sérvia em desvantagem, a expectativa da Seleção Brasileira era de ter mais espaços para atacar – afinal, a rival estaria eliminada da Copa do Mundo da Rússia se aceitasse o resultado. Foi o que ocorreu, mas o novo panorama da partida não significou mais comodidade aos comandados de Tite.

É verdade que o Brasil ganhou liberdade para contra-atacar. Aos 11 minutos, por exemplo, Coutinho fez bela jogada no campo de defesa e depois lançou Neymar. O astro correu em direção à área e colocou o grito de “gol” na garganta dos torcedores brasileiros no Estádio Spartak, porém concluiu em cima do goleiro sérvio.

Do outro lado, o goleiro brasileiro dava sustos. Aos 15, Alisson cortou um cruzamento da direita na cabeça de Mitrovic. Por sorte, a bola rebateu em Thiago Silva e voltou para ele. A Sérvia se empolgou e apostou em uma série de levantamentos na área a partir de então. Pela Seleção Brasileira, Tite se precaveu e protegeu a sua defesa com a troca de Paulinho por Fernandinho.

Foi um zagueiro quem deixou o treinador brasileiro mais tranquilo. Aos 22 minutos, Neymar cobrou escanteio na área, e Thiago Silva provou que a Sérvia também é vulnerável pelo alto. Ele cabeceou a bola na rede depois de Miranda se enroscar com a zaga e correu para abraçar o camisa 10 da Seleção Brasileira, com quem tinha se desentendido por um lance de fair play na rodada passada.

O gol fez a Seleção Brasileira ditar novamente o ritmo da partida. Tite se permitiu até poupar Coutinho, mandando Renato Augusto a campo. Com a alteração, os líderes do grupo E da Copa do Mundo valorizaram bastante a posse de bola, sem serem ameaçados outra vez pelos sérvios, enquanto aguardavam o apito final do árbitro iraniano Alireza Faghani.

FICHA TÉCNICA
SÉRVIA 0 X 2 BRASIL

Local: Estádio Spartak, em Moscou (Rússia)
Data: 27 de junho de 2018, quarta-feira
Horário: 15 horas (de Brasília)
Árbitro: Alireza Faghani (Irã)
Assistentes: Reza Sokhandan e Mohammed Mansouri (ambos do Irã)
Público: 44.190 pessoas
Cartões amarelos: Ljajic, Matic e Mitrovic (Sérvia)
Gols: BRASIL: Paulinho, aos 35 minutos do primeiro tempo, e Thiago Silva, aos 22 minutos do segundo tempo

SÉRVIA: Stojkovic; Rukavina, Milenkovic, Veljkovic e Kolarov; Matic, Milinkovic-Savic, Tadic, Ljajic (Zivkovic) e Kostic (Radonjic); Mitrovic (Jovic)
Técnico: Mladen Krstajic

BRASIL: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo (Filipe Luís); Casemiro, Paulinho (Fernandinho), Willian, Philippe Coutinho (Renato Augusto) e Neymar; Gabriel Jesus
Técnico: Tite



Philippe Coutinho mais uma vez foi o principal destaque da a Seleção Brasileira nesta quarta-feira, contra a Sérvia. Autor do passe para o gol de Paulinho, que abriu o placar no estádio Spartak, em Moscou, e foi eleito o “homem do jogo” pela Fifa, o camisa 11 mostrou boa desenvoltura como cabeça pensante da equipe do técnico Tite e foi fundamental para o segundo triunfo dos pentacampeões no torneio.

Antes acostumado a jogar pelas pontas, Coutinho parece não ter sentido qualquer dificuldade ao ser deslocado para o meio. Acostumado também a atuar mais centralizado no Barcelona, o jogador revelado pelo Vasco novamente fez boas associações com Neymar e foi o atleta mais criativo em campo.

Além de armar a maioria das jogadas brasileiras, Philippe Coutinho pisou na área, apareceu como opção para o arremate e, inclusive, esteve presente em alguns combates pela recuperação da posse de bola, se mostrando comprometido na fase defensiva de sua equipe e recompondo muito bem o meio-campo ao lado de Paulinho.

Já na reta final do confronto com a Sérvia, Philippe Coutinho, pendurado, deu lugar a Renato Augusto. Embora o jogador não tenha demonstrado qualquer comportamento fora da curva, o técnico Tite preferiu dar fim à chance de perder seu melhor jogador no duelo decisivo das oitavas de final, marcado para a próxima segunda-feira, contra o México.

Com a fase decisiva da Copa do Mundo chegando, a possibilidade de a Seleção Brasileira mudar seu desenho tático contra adversários mais qualificados, fortalecendo o meio-campo, é grande. Uma coisa, porém, é certa: Philippe Coutinho deve seguir no time, seja como o tal “ritmista”, como Tite se acostumou a chamar o armador da equipe, ou como um atacante pelos lados do campo.



O lateral-esquerdo Marcelo teve de sair de campo antes dos dez minutos de partida nesta quarta-feira, contra a Sérvia, em Moscou. O jogador do Real Madrid sentiu a região lombar e deu lugar a Filipe Luís, no entanto, a CBF assegurou que seu estado clínico não é tão grave quanto muitos imaginaram.

“Em uma tentativa de arrancada, o lateral teve um espasmo na coluna. Foi medicado e passa bem”, escreveu a entidade que regula o futebol brasileiro em suas redes sociais.

Marcelo saiu de campo e foi diretamente para o vestiário juntamente com o fisioterapeuta Bruno Mazziotti. Tido como um dos pilares da Seleção Brasileira, o lateral-esquerdo já iniciou tratamento na tentativa de se recuperar o quanto antes e não se tornar uma nova preocupação para a comissão técnica.

Marcelo se tornou o sexto jogador da Seleção a se lesionar desde que Tite e seus comandados iniciaram a preparação para a Copa do Mundo. Douglas Costa e Fagner já haviam se apresentado em Teresópolis machucados. Posteriormente, Renato Augusto e Fred também se ausentaram dos treinamentos por alguns dias. Mais recentemente foi a vez de Danilo sentir um músculo na região do quadril e Douglas Costa mais uma vez se limitar a trabalhar na fisioterapia.

A Seleção Brasileira voltará a entrar em campo na próxima segunda-feira, em Samara, contra o México. Resta saber se Tite poderá contar com Marcelo para o primeiro jogo eliminatório da Copa do Mundo.





Nesta quarta-feira, a Alemanha foi derrotada pela Coreia do Sul por 2 a 0 e acabou eliminada da Copa do Mundo da Rússia. Apesar de ter perdido, a atual campeã Mundial dominou todos os números da partida.

A Alemanha teve 26 tentativas para abrir o placar, sendo que onze foram para fora, nove bloqueadas e seis em direção ao gol, enquanto os sul-coreanos tentaram 11 vezes, com uma bloqueada, cinco em direção ao alvo e cinco longe do gol.

Os comandados de Joachim Low tiveram muito mais posse de bola na partida: 70% a 30%, dos coreanos, assim como número de passes, em 725 tentativas, 635 foram corretas, com 88% de precisão. Os adversários tiveram apenas 178 passes certos, de 241 tentativas, com 74% de exatidão.

Apesar do domínio completo das estatísticas, foi a Coreia do Sul que conseguiu marcar duas vezes, com Kim Youn-Gwon e Son, e derrotar pela primeira vez os alemães. As seleções se enfrentaram três vezes, contando com este jogo, com duas vitórias da Alemanha e uma da Coreia.

Integrantes do Grupo F, as duas foram eliminadas na primeira fase. Suécia e México avançaram às oitavas e irão enfrentar o líder e vice-líder do Grupo E, respectivamente.



O técnico Joachim Löw, assim como o zagueiro Hummels, teve dificuldades para explicar os motivos da eliminação da Alemanha. Após a vitória surpreendente da Coreia do Sul por 2 a 0, o treinador atual campeão mundial, que recentemente renovou seu contrato até 2022, comentou sobre a grande decepção vivida nesta quarta-feira, em Kazan.

“No momento é difícil dizer [por que fomos eliminados]. A decepção de nós termos sido eliminados é muito grande. Não merecemos vencer a Copa do Mundo novamente e não merecemos nos classificar às oitavas de final do torneio”, disse Löw.

Com a derrota por 2 a 0 – ambos os gols sul-coreanos foram marcados já nos acréscimos do segundo tempo -, a Alemanha sofreu sua primeira eliminação na fase de grupos da Copa do Mundo. O primeiro Mundial em que o país disputou após a reunificação foi em 1994. De lá para cá, a pior campanha da Mannschaft foi a eliminação nas quartas de final nos EUA e na Copa da França, em 1998.

Fora das oitavas de final, a Alemanha se tornou mais uma campeã mundial a cair na fase de grupos da Copa seguinte. A França, em 2002, Itália, em 2010 e Espanha, em 2014, inexplicavelmente ou não, também protagonizaram campanhas vexatórias no torneio de futebol mais importante do planeta.

“Estou chocado, porque não conseguimos administrar o jogo e bater a Coreia do Sul. Não foi impressão minha quando falei com o time anteriormente que eles estavam sob pressão antes do jogo porque a partida da Suécia iria acontecer no mesmo horário e nós realmente tínhamos o sentimento que nossa equipe queria se classificar para o mata-mata”, prosseguiu.

“Nossa equipe nessa partida não estava conseguindo aliviar o jogo e mostrar a elegância que normalmente mostra. O dinamismo que nos leva a marcar gols também não foi exibido, então merecemos ser eliminados”, finalizou o treinador alemão.



Ludwig Augustinsson comemora o gol diante do México (Foto: JORGE GUERRERO / AFP)

Logo após a vitória diante do México, os atletas suecos não fizeram questão de esconder a alegria de terem se classificado para as oitavas de final da Copa do Mundo. Autor do primeiro gol do jogo, Ludwig Augustinsson destacou que está confiante para o restante da competição e já colocou o Brasil como suposto adversário neste primeiro jogo de mata-mata.

“Nós sabemos o que fizemos antes e que, no futebol, nada é impossível se você trabalhar muito, você se esforça ao máximo.A dedicação é extremamente importante no futebol. Que venha o Brasil!”, afirmou o jogador logo após o triunfo por 3 a 0 diante dos mexicanos.

Já o técnico da Suécia, Janne Anderson, se mostrou extremamente confiante durante a entrevista coletiva pós-jogo diante do México. O comandante destacou o excelente trabalho em equipe da Suécia e que só tem elogios para a atuação da equipe nesta quarta-feira.

“Nós realmente trabalhamos em equipe, toda a equipe, desde o começo da partida. Queremos fazer tudo para dar aos nossos jogadores a chance de terem sucesso em campo. O que posso falar é que estou incrivelmente orgulhoso e quase comovido pelo o que aconteceu aqui agora há pouco. Estou orgulhoso de como nos apresentamos em todo o jogo”, afirmou o treinador sueco.

Com a vitória por 3 a 0, a Suécia se garantiu nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2018. Se antes de começar o jogo os suecos estavam apenas na terceira colocação, a equipe não apenas evitou a eliminação como se garantiu como primeiro lugar do Grupo F deste Mundial.



Nesta quarta-feira, a Suécia entrou no gramado de Ecaterimburgo para fazer uma das partidas mais importantes da sua história, já que precisava vencer o duelo contra os mexicanos por ao menos dois gols para seguir na Copa do Mundo. E foi com esse contexto nas costas que os comandados Jan Andersson tiveram grande atuação, derrotaram o México por elásticos 3 a 0, e asseguraram vaga para as oitavas de final com o primeiro lugar do Grupo F.

Assim como nos duelos contra Coreia do Sul e Alemanha, os suecos se postaram atrás da linha da bola, e desta maneira tentaram apenas 215 passes, sendo 144 corretos, números que evidenciam um aproveitamento de 67%. Apesar da pouca eficiência no fundamento, e dos 35% de posse de bola, a Suécia criou várias oportunidades de gol.

Os europeus finalizaram à meta de Ochoa em 13 oportunidades, sendo que sete foram para fora, cinco no gol e uma para fora. Os três gols em 13 finalizações culminam em uma eficiência de 4,3 no quesito, estatística próxima a da Bélgica, melhor seleção no fundamento nessa Copa.

Os comandados de Osório, por sua vez, ditaram o ritmo da partida ao ter 65% de bola e trocar 491 passes, 405 completos (82% de acerto). O paredão sueco bloqueou oito dos 19 chutes mexicanos, enquanto oito foram para fora e somente três ao gol.

Mesmo com a derrota, o México garantiu vaga para as oitavas de final de uma Copa do Mundo pela oitava vez seguida (desde 1986) mas perdeu a chance de, pela primeira vez, vencer três jogos seguidos em um Mundial. Os mexicanos tiveram um dos piores resultados da equipe nos últimos anos, mas não foram eliminados já que a Alemanha não conseguiu vencer a Coreia do Sul.

Depois de não ter participado das Copas realizadas no Brasil e na África do Sul, a Suécia volta ao torneio e logo de cara avança em primeiro lugar de uma chave com Alemanha, México e Coreia do Sul. Agora, tanto mexicanos quanto suecos esperam os resultados do Grupo E para saber quem enfrentam nas oitavas de final.