COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

A Seleção Brasileira voltará a campo nesta sexta-feira com os mesmos 11 jogadores que estrearam na Copa do Mundo contra a Suíça. Antes do treino de reconhecimento do gramado, em São Petersburgo, o técnico Tite confirmou a escalação da equipe que enfrentará a Costa Rica bastante convicto de que ela irá corresponder às expectativas desta vez.

“A equipe que começa jogando é a equipe que iniciou o jogo contra a Suíça. O Thiago [Silva] colocou uma coisa muito sábia, embora possa parecer simples: todos os jogos que temos precisamos jogar bem e vencer, não vai fugir desse contexto. É preciso transformar as oportunidades em gol, continuar proporcionando poucas oportunidades ao adversário”, afirmou Tite.

“’Ah, mas a Suíça fez gol’. Olha o contexto todo, quantas finalizações ela teve? A expectativa já passou, hoje temos essa tranquilidade maior, o técnico também, porque ele é humano. Eu também estava na expectativa do primeiro jogo, hoje já há um foco maior”, completou, reconhecendo o nervosismo da estreia.

Desta maneira, o Brasil entrará em campo contra a Costa Rica com Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Willian, Paulinho, Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.

Acostumada a jogar com uma linha de cinco defensores, a Costa Rica se assemelha muito à Áustria, que também fez uso do mesmo esquema no último amistoso do Brasil antes da Copa do Mundo. Na ocasião, o time canarinho saiu de campo com a vitória por 3 a 0, gols de Jesus, Neymar e Coutinho.

“A Áustria jogou dessa forma, com três zagueiros. Ela defende no 5-4-1 e ataca no 3-4-2-1. É muito semelhante. Mudam as características dos atletas, mas o sistema ajuda muito”, concluiu o auxiliar técnico Sylvinho.



Escolhido para capitanear a Seleção Brasileira no confronto com a Costa Rica, nesta sexta-feira, Thiago Silva admitiu a grande pressão sobre o grupo antes do próximo compromisso na Copa do Mundo. Com um ponto na classificação após o empate com a Suíça, os comandados do técnico Tite precisam, enfim, confirmar seu favoritismo no torneio e voltar a jogar o futebol que os fizeram a ser o primeiro time a se classificar para o Mundial.

“Logicamente em função da primeira rodada, do empate, isso nos joga uma pressão maior. É preciso ter tranquilidade para que possamos vencer esse jogo, não é de qualquer maneira que vamos vencer. Temos estratégias para esse jogo, vamos conversar no treinamento para que possamos minimizar ao máximo o time deles”, afirmou Thiago Silva.

Embora seja considerada a equipe mais fraca do Grupo E, a Costa Rica preocupa a Seleção Brasileira. Os resultados dos outros favoritos ao título da Copa do Mundo até aqui vêm mostrando que o nível dos “azarões” aumentou. Por isso, o alerta já está ligado entre os comandados do técnico Tite, uma vez que no último Mundial os costarriquenhos chegaram até as quartas de final após se classificar em um grupo que contava também com Inglaterra, Itália e Uruguai.

“É uma equipe de muita qualidade, fez uma excelente Copa do Mundo no Brasil. Não começaram tão bem com essa derrota, mas eles estão loucos para dar a volta por cima. Temos que estar preparados para o confronto”, prosseguiu.

Por fim, Thiago Silva comentou sobre o fato de voltar a ser capitão da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo após ter sido lembrado em 2014 pelo seu descontrole emocional. O zagueiro do Paris Saint-Germain se mostrou bem tranquilo com o fato de vestir a braçadeira novamente e enfatizou que todos do grupo têm uma parcela de responsabilidade.

“Fico bastante tranquilo em relação a isso. O principal é dar o máximo pela Seleção, independentemente de estar com a braçadeira. Cada um aqui tem uma responsabilidade grande e conseguimos dividir essa responsabilidade dentro do campo. Cada um tem sua característica, mas estamos muito bem servidos”, concluiu.



Há 48 anos, a Seleção Brasileira de futebol conquistava o mundo pela terceira vez em sua história. No dia 21 de junho de 1970, a Canarinho entrou em campo para disputar a final da Copa do Mundo do México, no Estádio Azteca, na Cidade do México. Em duelo de bicampeões, Pelé e companhia venceram a Itália por 4 a 1 e voltaram a levantar a taça após oito anos.

O Brasil fez uma campanha brilhante naquela edição do Mundial, se tornando uma das únicas a conquistarem o título com 100% de aproveitamento. Na fase de grupos, três vitórias em três jogos. Na estreia, 4 a 1 contra a Tchecoslováquia. Contra a Inglaterra, brilhou a estrela de Jairzinho, que garantiu a vitória por 1 a 0. Fechando a primeira fase, a Amarelinha ainda bateu a Romênia por 3 a 2.

Já no mata-mata, os brasileiros encararam o Peru nas quartas de final e asseguraram a classificação com um 4 a 2 no placar. Na semifinal, a seleção verde e amarela vingou a derrota na finalíssima de 1950 e bateu o Uruguai por 3 a 1. Contra a Itália, na decisão, uma atuação de gala. No primeiro tempo, Pelé abriu o placar e Boninsegna empatou. Depois do intervalo, Gérson, Jairzinho e Carlos Alberto balançaram a rede e confirmaram o tricampeonato.

O Brasil teve seis jogadores na seleção do torneio: o zagueiro Piazza; o lateral Carlos Alberto; os meias Rivellino e Gérson; além dos atacantes Jairzinho e Pelé. O penúltimo foi o vice-artilheiro da competição, com sete gols marcados, ficando atras apenas do alemão Gerd Muller, que fez 10. O camisa 10, por sua vez, foi eleito o melhor jogador do Mundial.




O técnico Tite negou ter tido uma conversa especial com Neymar por conta do seu desempenho na estreia da Copa do Mundo, no último domingo, contra a Suíça, em Rostov. O treinador da Seleção Brasileira minimizou o individualismo exagerado do jogador que foi destacado pela imprensa e alvo de muitas críticas dos torcedores.

Tite justificou o desempenho abaixo da média de Neymar com o fato de ele ainda não estar 100% fisicamente após três meses fora dos gramados em decorrência da fratura no quinto metatarso do pé direito.

“Absolutamente não”, disse Tite ao ser questionado se havia conversado com Neymar. “Todos os atletas têm essa responsabilidade de serem coletivos e individuais. Não vou tirar do Neymar a iniciativa dele, a genialidade. Temos que entender que ele está em um processo de retomada”.

O técnico da Seleção Brasileira crê que a opção de Neymar tentar driblar a marcação deve ser feita nos metros finais do campo. No confronto com a suíça, porém, o camisa 10 protagonizou diversas cenas de perseguição no sentido contrário, sem muita objetividade nas jogadas, prendendo a bola demasiadamente.

“Isso serve também para o Gabriel Jesus, Firmino, Willian, Coutinho… todos nós temos que potencializar a equipe, mas respeitando as características. No último terço do campo tem que ir para cima, não vou tirar isso”, completou Tite.

Ao ser perguntado se Neymar jogaria caso a partida contra a Costa Rica fosse um amistoso de pré-temporada e não um confronto válido pela Copa do Mundo, Tite foi claro e negou que o craque brasileiro esteja fazendo qualquer tipo de sacrifício para estar em campo.

“Não é sacrifício, é um processo evolutivo, são etapas que tu apressa, necessidades técnicas importantes. [O Neymar] Estaria jogando, sim. Queremos vencer, é uma Copa do Mundo, mas técnico não vai pagar o preço pela saúde de um atleta. Esses valores de saúde e honestidade o técnico não vai pagar, não”, concluiu.




Norte-americano apitou a vitória portuguesa por 1 a 0 sobre Marrocos (Foto: Yuri CORTEZ/AFP)

A Fifa divulgou um comunicado oficial nesta quinta-feira em que defende o árbitro do duelo da última quarta entre Portugal e Marrocos, Mark Geiger, acusado por um dos membros da delegação marroquina de ter pedido a camisa do Cristiano Ronaldo durante o intervalo do confronto.

A Fifa negou qualquer comportamento fora dos padrões por parte de Mark Geiger e lembrou que todos os árbitros recebem instruções específicas sobre comportamento e relações com as equipes que disputam a Copa do Mundo antes do início do torneio.

Mark Geiger, que é norte-americano, já havia negado veementemente as acusações de um dos membros da delegação de Marrocos, que deu a entender que o árbitro estaria favorecendo Portugal por conta de sua admiração por Cristiano Ronaldo.

Confira o comunicado da Fifa na íntegra:

É com lamento que, após a partida do Grupo B de ontem entre Portugal e Marrocos, a Fifa se deu conta de reportagens que preocuparam o juiz Mark Geiger. Foi veiculado que o Sr. Geiger pediu a camisa do capitão da equipe de Portugal durante o intervalo. Sr. Geiger nega as acusações e categoricamente assegura que tal pedido não foi feito.

A Fifa condena as acusações supostamente feitas por um membro do time de Marrocos. Os juízes Fifa receberam instruções claras sobre comportamento e relações com os times da Copa do Mundo da Fifa 2018 e está confirmado que o Sr. Geiger agiu de maneira exemplar e profissional, como é exigido do árbitro principal da partida.

A Fifa também gostaria de lembrar os times de seu dever e respeito a todos os princípios do Fair Play.



Carlos Alberto Parreira estava na comissão técnica do Brasil que levou o fatídico 7 a 1 da Alemanha na semifinal da Copa do Mundo de 2014. Quatro anos depois, o técnico do tetracampeonato destacou a capacidade da Seleção de se recuperar e chegar na Rússia como um dos candidatos ao título em entrevista à Gazeta Esportiva.

“O 7 a 1 não vai ser esquecido nunca, mas a vida continua. O Brasil continua a vida dele e chegou na Copa favorito depois de quatro anos. Só o futebol brasileiro, depois do 7 a 1, chega na Copa seguinte como superfavorito”, afirmou o treinador de 75 anos durante evento de lançamento do aplicativo Atleta Now.

Veja também: Parreira quer reencontro com Alemanha para Brasil “retribuir a gentileza”

Questionado sobre o favoritismo dado para a equipe de Tite, Parreira deu respostas distintas. Primeiro indicou que a imprensa internacional foi a responsável por esse rótulo e, depois, indicou que a Seleção conquistou esse status.

“Não fomos nós que criamos isso, foi o mundo do futebol. Todos elegeram o Brasil como favorito pelas atuações nas Eliminatórias e nos amistosos”, comentou antes de ser perguntado se não era um exagero essa expectativa criada.

“Não foi exagero não. Foi trabalho. O futebol brasileiro que tem qualidade para isso. Nenhuma outra seleção conseguiria dar esse salto (saindo do 7 a 1 para candidato ao título)”, completou Parreira, que participou da Copa do Mundo por cinco seleções diferentes.

*Especial para a Gazeta Esportiva



Ex-técnico da Costa Rica, colombiano Jorge Luis Pinto está na Rússia como espectador (Foto: Divulgação)

O colombiano Jorge Luis Pinto dirigiu a Costa Rica na melhor campanha da seleção centro-americana em uma Copa do Mundo. Quadrifinalista no Brasil em 2014, o treinador alerta para os perigos do próximo adversário da Seleção e crê em uma melhora do time comandado por Tite.

Há quatro anos, após passar invicto por Uruguai, Itália e Inglaterra, todos campeões mundiais, a Costa Rica avançou às oitavas na liderança de seu grupo. O time dirigido por Jorge Luis Pinto bateu a Grécia nos pênaltis e caiu apenas nas quartas diante da Holanda, também nos penais. Assim, encerrou a campanha sem derrotas.

Dos 23 convocados por Jorge Luis Pinto para a Copa do Mundo do Brasil, 12 foram mantidos por Oscar Ramirez, atual comandante da Costa Rica, e 10 participaram da derrota diante da Sérvia. O ex-técnico, portanto, fala com propriedade sobre o próximo rival da Seleção.

“Há momentos em que a Costa Rica faz um bloqueio defensivo muito bom, com linha de cinco. No Mundial do Brasil, sofremos apenas dois gols em cinco jogos, um de pênalti e outro em bola alçada na área. No ataque, há o risco de tomar bolas nas costas em jogadas de contragolpe”, disse Pinto à Gazeta Esportiva.

O confronto entre Brasil e Costa Rica, marcado para as 9 horas (de Brasília) desta sexta-feira, em São Petersburgo, é crucial para as pretensões das duas seleções na Copa do Mundo da Rússia. Em busca do primeiro triunfo, os pupilos de Tite encontrarão adversários rodados, alerta Jorge Luis Pinto.

“A Costa Rica sabe jogar e tem muita experiência, principalmente em atletas como Keylor Navas, Bryan Ruiz, Christian Bolaños e Celso Borges, com passagens pela Europa. Então, isso repercute no campo de jogo. Eles trabalham bem”, declarou o treinador.

No comando de Honduras, Jorge Luis Pinto perdeu a chance de disputar a Copa do Mundo da Rússia ao cair diante da Austrália na repescagem. Atualmente, com recursos próprios, ele acompanha o torneio como espectador e planeja assistir a 20 jogos nos estádios, entre eles o duelo entre Costa Rica e Brasil.

“O Brasil sempre será o favorito, ainda mais com o trabalho do Tite. Não teve um bom começo, a partida contra a Suíça não foi muito boa, mas eu acredito que vai subir de nível e se tornar o protagonista do Mundial”, apostou Pinto, com passagem também pela seleção colombiana.

Amigo de Teixeira (d) e Brandão, Jorge Luis Pinto viu título de 1977 no Morumbi (Foto: Acervo/Gazeta Press)

CARINHO PELO CORINTHIANS

Com uma bolsa do governo colombiano, Jorge Luis Pinto estudou na Universidade de São Paulo (USP) durante os anos 1970. Neste período, virou corintiano ao conhecer o preparador físico José Teixeira e o técnico Oswaldo Brandão, ganhadores do histórico título paulista de 1977.

Apesar da distância, o carinho pelo clube alvinegro continua. “Acredito que o Corinthians vai retomar o ritmo do semestre passado”, apostou, otimista com Osmar Loss. “As mudanças sempre têm problemas, mas ele está fazendo as coisas bem, conhece o trabalho e os jogadores”, analisou.

Atualmente sem vínculo com clubes ou seleções, Jorge Luis Pinto vê com bons olhos a possibilidade de trabalhar no Brasil. “Meu futuro é o futebol, seja onde for. Eu vou avaliar bem minha posição e meu futuro”, declarou o técnico, que aprendeu a torcer pelo Corinthians há mais de 40 anos.



De acordo com um estudo realizado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), as lesões musculares são as mais comuns na Copa do Mundo, representando 39,2% dos casos. Em segundo lugar, vem as contusões, com 24,1% e das tendinites, 13,4%.

Outro dado importante é que 72,2% delas acontecem em membros inferiores, tendo a coxa com predomínio de 34,5%. Na sequência vem o tornozelo, com 17,6% e o joelho 11,8%.

Se for olhar apenas para os jogadores brasileiros, encontramos dois casos recentes: Neymar, fraturou o quinto metatarso do pé direito. Fez a operação e conseguiu se recuperar a tempo da Copa do Mundo. Daniel Alves, com uma desinserção no ligamento cruzado anterior do joelho direito e de uma entorse no joelho. O lateral-direito, no entanto, não conseguiu disputar o Mundial.

Pelé, sofria com uma artrose e acabou sendo submetido a uma cirurgia de prótese no quadril. Atualmente, sofre para conseguir se locomover.

Neymar conseguiu se recuperar para a disputa da Copa do Mundo (Foto: Jewel Samad/AFP)