Suíça bota água no chope dos mais de 30 familiares do atacante Willian

Marcelo Baseggio - São Paulo,SP

17-06-2018 17:09:39

Michele, irmã de Willian, foi uma das torcedoras mais tranquilas durante a partida (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

O apartamento de Michele, irmã do atacante Willian, na Zona Leste de São Paulo, certamente foi um dos lugares mais animados da cidade neste domingo, durante a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Contando com mais de 30 pessoas em casa, ela e outros familiares assistiram à partida tão esperada com o coração na mão, mas bastante confiantes em um desfecho positivo na Arena Rostov, contra a Suíça, o que não aconteceu.

A cada toque de Willian na bola, gritos tomavam conta do ambiente. Nem mesmo o passado do jogador no Corinthians, clube pelo qual foi revelado, foi esquecido pelo pessoal, que de tempos em tempos entoava algum cântico da torcida do Timão durante a partida da Seleção Brasileira.

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Surpreendentemente, apesar da tensão geral, Michele era uma das pessoas mais calmas em frente à televisão, na sala de seu apartamento. O comportamento refletiu a postura de seu irmão em campo, tido como um atleta de extrema frieza e capaz de lidar naturalmente com a grande pressão em seu entorno.

“Eu não envio mensagens para ele antes do jogo. Prefiro falar com ele depois, nós ficamos nervosos”, disse Michele ao revelar que não havia entrado em contato com Willian nos instantes que antecederam a estreia do Brasil na Copa do Mundo.

O clima ficou mais tranquilo após o gol de Philippe Coutinho, que abriu o placar para o Brasil em Rostov. No intervalo, pausa para o famigerado churrasco em família regado à cerveja e muito samba. A festa só foi interrompida quando o árbitro apitou o início do segundo tempo. Aos poucos, o contingente retornou ao sofá, com direito a lotação máxima.


O gol de Zuber logo no começo da etapa complementar interrompeu o ambiente extremamente alegre e otimista. Os gritos, porém, não cessaram, mas agora era diferente. A animação em ver Willian com a bola nos pés deu lugar à insatisfação pelo futebol abaixo da média demonstrado pela Seleção Brasileira.

De repente, a estreia do Brasil passou a ter contornos dramáticos. A confiança deu lugar ao medo e às críticas. Com o empate no placar, o sofá não estava mais tão cheio já na reta final da partida, e os familiares do atacante que acabou conquistando a titularidade de forma até mesmo tardia na Seleção se espalharam pela casa. Enfim, dava para escutar aquilo que vinha sendo falado na transmissão da TV.

A aflição foi crescendo ao passo que o Brasil não conseguia progredir muito por conta do individualismo de Neymar, principal responsável pela ira da torcida verde e amarela. Feitas as três substituições do técnico Tite, restou apelar para a oração, mas nem mesmo as entidades de outro plano foram capazes de evitar o amargo empate do Brasil em sua estreia na Copa do Mundo.

 

 

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