O primeiro jogo oficial da Seleção Brasileira após o histórico fracasso na última Copa do Mundo começou da pior maneira, com falha gritante e gol sofrido. Desta vez, a partida não acabou com derrota por 7 a 1 ou choro convulsivo, e o triunfo por 2 a 1 sobre o Peru foi visto como sinal de maturidade.
“Alguns já terem tido essa experiência ajudou”, disse Dunga, referindo-se à participação no Mundial de 2014, marcada por lágrimas abundantes. “O que a gente tenta passar no dia a dia é que, quando as coisas não andarem como a gente deseja, não podemos mudar a postura e temos que continuar dentro do planejado.”
Para o treinador, foi mais ou menos o que aconteceu após a desastrada jogada do gol peruano – com erro de David Luiz e espécie de assistência de Jefferson a Cueva. “Sempre é difícil sair atrás e se recuperar. Como nem sempre é possível sair na frente, é preciso criar alternativas para buscar o resultado”, comentou.
Jefferson apresentou visão parecida. Sem em nenhum momento criar justificativas para sua falha na estreia verde-amarela na Copa América, o goleiro valorizou especialmente a reação rápida. Dois minutos após a pane do sistema defensivo, o placar já estava empatado em Temuco.
“Já no intervalo, a gente mesmo falou que eu mesmo falhei. Foi um lance muito rápido. Quando o David cortou para o meio, a bola sobrou para mim. Talvez, se tivesse caído mais à esquerda, eu teria dado o chutão. Mas acontece para a gente aprender. O mais importante foi que o time voltou ao jogo logo em seguida e fez partida segura. O emocional está bom”, disse o arqueiro.
Jefferson não negou a falha no início da Copa América, mas valorizou a reação rápida do Brasil - Credito: AFP
Ainda assim, foi necessário que Neymar aparecesse de maneira extremamente decisiva para tirar o Brasil do sufoco. A equipe de Dunga chegou à virada com um gol de cabeça do atacante e uma bonita assistência dele para Douglas Costa. O gol da vitória foi marcado só nos acréscimos da etapa final.
“A Seleção Brasileira não joga em função do Neymar. Ao contrário. Ele chama a responsabilidade. Está aí a diferença. Jogamos sem o Neymar contra o México e fizemos uma grande partida. Ele chama a responsabilidade pela confiança que tem, mas temos outros que podem fazer a diferença a qualquer momento”, apostou Jefferson.