COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Apesar de muitos projetarem uma final entre Brasil e Alemanha na Copa do Mundo de 2018, esse confronto pode acontecer nas oitavas de final caso uma das seleções fique em segundo lugar do seu grupo e outra em primeiro. Esse cenário ficou mais viável depois dos comandados de Joachim Low terem perdido na estreia para o México. Em entrevista à Gazeta Esportiva, Carlos Alberto Parreira mostrou sua torcida pelo reencontro após o 7 a 1 na semifinal do Mundial de 2014.

“Não (estou com medo de um reencontro). Estou torcendo para jogar contra a Alemanha para retribuirmos a gentileza deles”, declarou o treinador do tetracampeonato em 1994 e que estava na comissão técnica de Luiz Felipe Scolari há quatro anos.

Carlos Alberto Parreira também analisou a estreia da Seleção Brasileira contra a Suíça. Para ele, um confronto difícil era esperado uma vez que os dois times estão bem colocados no ranking da Fifa e pela falta de experiência em Copa do Mundo dos atletas comandados por Tite. Além disso, ele previu que o time verde e amarelo irá se recuperar a partir da próxima sexta-feira, às 9 horas (de Brasília), contra a Costa Rica.

“Se criou uma expectativa muito grande antes da Copa. O Brasil é o segundo do ranking, a Suíça é a sexta do ranking, portanto esses jogos são difíceis. A estreia gera muita tensão, praticamente apenas o Marcelo e mais três ou quatro jogadores já tinham participado de Copa e os outros estavam na primeira vez. Isso causa uma apreensão muito grande e o time não repetiu as atuações que estávamos acostumados a ver”, afirmou o técnico de 75 anos.

“Nosso time é muito bom, tem um potencial muito grande. Com certeza, passado esse jogo, daqui para frente o Brasil irá deslanchar”, completou Parreira, que participou de evento para lançar o aplicativo Atletas Now.

Por André Garda, especial para a Gazeta Esportiva



Uma decisão do VAR causou a internação de um membro da delegação do Irã. A informação veio do técnico Carlos Queiroz, que não quis revelar a identidade do colega, mas afirmou que o incidente aconteceu logo após o árbitro Andres Cunha ter anulado o gol de Saeid Ezatolahi, que daria o empate ao time asiático contra a Espanha.

“Neste momento, nós estamos preocupados porque um membro do nosso staff está com problemas de saúde depois da decisão do VAR. Nós estamos muito preocupados com ele. Ele foi para o hospital e esperamos que tudo fique bem. Ao membro do nosso staff, nossas preces estão com ele agora. Ele ficou extremamente emocionado. Essa é a afeição dos torcedores iranianos pela seleção nacional”, afirmou Queiroz.

O lance aconteceu aos 17 minutos do primeiro tempo, quando Ezatolahi aproveitou sobra na área e fuzilou. O iraniano, que comemorou muito, inclusive com reza, porém, estava impedido após desvio no meio da área.

Com o resultado, Iniesta, Sérgio Ramos e companhia chegam a quatro pontos conquistados e dividem a liderança do Grupo B com Portugal, que derrotou Marrocos no primeiro jogo do dia. A diferença, atualmente, está nos cartões amarelos levados pelos portugueses (2 a 1), que dão a liderança para os espanhóis. Com três pontos, os iranianos têm chances reais de classificação às oitavas de final.

Na próxima rodada, a última da chave, os comandados de Carlos Queiroz encaram a equipe de Portugal, na Arena Mordóvia, em Saransk, às 15h (de Brasília) da segunda-feira. No mesmo horário, os espanhóis terão pela frente o já eliminado Marrocos, em Kaliningrado.





O Hotel Corinthia tem origem em Malta e conta com unidades em pelo menos seis países diferentes (Divulgação)

A casa da Seleção Brasileira na Rússia está em Sochi. É lá que a delegação canarinho ficará a maior parte do tempo enquanto estiver na Copa do Mundo. Ora ou outra, a equipe se hospedará em cidades mais próximos aos locais dos jogos. Isso aconteceu na noite dessa quarta-feira pela segunda vez, quando o grupo verde e amarelo se deslocou para São Petersburgo, palco do duelo contra a Costa Rica, agendado para às 9h (horário de Brasília) de sexta-feira, e foi recebido com muita festa.

Depois do bate e volta em Rostov, lugar que recebeu a estreia do Brasil no Mundial contra a Suíça, dessa vez a casa escolhida pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem uma peculiaridade: será no Hotel Corinthia que Tite e seus jogadores dormirão, concentrados para a segunda rodada do grupo E.

O nome sugestivo não passou despercebido pela lembrança inevitável do Corinthians, clube brasileiro que carrega uma ligação muito grande com o atual grupo da Seleção na Copa do Mundo da Rússia. Ao todo, dos 64 membros da delegação brasileira, 17 tem ou já tiveram alguma relação com o alvinegro do Parque São Jorge.

São eles: os jogadores Cássio, Fagner, Marquinhos, Paulinho, Renato Augusto e Willian, além do coordenador Edu Gaspar, dos auxiliares Cléber Xavier, Sylvinho e Matheus Bacci e do observador técnico Bruno Baquete. Completam a lista o preparador físico Ricardo Rosa, os fisioterapeutas Caio Mello e Bruno Mazziotti, o analista de desempenho Fernando Lázaro, e Tite, claro, comandante de histórico memorável pelo Timão.

Localizado na Avenida Nevsky, em uma região bastante movimentada de São Petersburgo, com casas noturnas, bares, museus e comércio, o Hotel Corinthia, oriundo de Malta, também tem unidades em outros países, como Inglaterra, Hungria, Portugal, República Tcheca, Líbia e Sudão.

Em São Petersburgo, a Seleção Brasileira atuará no estádio do Zenit, time local e dono da casa com capacidade para receber 67 mil torcedores. Inaugurado no ano passado e construído em formado de ‘nave espacial’, a Arena custou R$ 2,3 bilhões.

 




O técnico Fernando Hierro não escondeu a felicidade com a vitória por 1 a 0 sobre o Irã, na tarde desta quarta-feira, que deixou a Espanha em boa situação no Grupo B da Copa do Mundo. Completando apenas uma semana no cargo, o treinador elogiou a disposição apresentada pelo adversário, algo que ele ressaltou antes da partida, e a dedicação dos espanhóis para sair de campo com a vitória

“Quando nós falamos que esse seria um jogo difícil, que o Irã tinha uma equipe bem equilibrada, não falávamos da boca para fora. E isso ficou provado no jogo de hoje. Temos de dar os parabéns ao Carlos Queirz. A gente saberia que precisaria de muita dedicação para conseguir essa vitória”, começou Hierro, que gostou do desempenho do time apesar do placar longe das expectativas dos torcedores.

“Nós sabíamos que seria um jogo difícil. Fomos bem nos primeiros 15 minutos, mas depois o jogo teve muitas faltas e fica difícil de pegar o ritmo. Tentamos trocar coisas no intervalo, abrir, usar os laterais. No segundo tempo foi a mesma coisa, com uma boa atuação nos primeiros 20 minutos”, avaliou o comandante, que reconheceu o temor com a vantagem mínima..

Pouco depois de inaugurar o placar, a Fúria viu o time asiático empatar e comemorar muito com Ezatolahi, mas o árbitro de vídeo, para desespero do técnico Carlos Queiroz, apontou um claro impedimento do iraniano. “A gente sabe que esses resultados apertados, o jogo pode virar. O Irã era muito preparado, sabíamos que seria um jogo difícil”, repetiu Hierro, já de olho na rodada final.

“Temos que somar pontos contra o Marrocos também, não há nada definido na nossa chave. Tenho certeza que essa Copa do Mundo vai ser muito nivelada até o final, ninguém vai entregar nenhum resultado de bobeira”, concluiu Hierro, que, como jogador, disputou o torneio em 1990, 1994,1998 e 2002.

Com o resultado, Iniesta, Sérgio Ramos e companhia chegam a quatro pontos conquistados e dividem a liderança do Grupo B com Portugal, que derrotou Marrocos no primeiro jogo do dia. A diferença, atualmente, está nos cartões amarelos levados pelos portugueses (2 a 1), que dão a liderança para os espanhóis. Os comandados terão pela frente na última rodada o já eliminado Marrocos, às 15h (de Brasília) da segunda-feira, em Kaliningrado.



Ao contrário do que havia ocorrido em Rostov do Don e em Viena, onde optou por entrar pelas portas dos fundos dos hotéis onde se concentrou, o Brasil não fugiu do contato com os seus torcedores em São Petersburgo. A delegação nacional chegou ao hotel Corinthia nesta quarta-feira e foi recepcionada com muita festa pelo público que a aguardava a dois dias do jogo contra a Costa Rica, pela segunda rodada do grupo E da Copa do Mundo.

Ao perceber a aproximação do ônibus da Seleção Brasileira, muitos torcedores passaram a correr na direção do veículo. Os jogadores desceram sob cantoria, com o público entoando a música composta especialmente para a Copa da Rússia, que exalta Pelé, Garrincha, Romário, Ronaldo e os cinco títulos mundiais do Brasil.

Animados, alguns atletas se aproximaram da torcida, que aproveitou para tirar muitas fotografias com telefones celulares. Sorridentes, os meias Philippe Coutinho e Renato Augusto, o lateral esquerdo Marcelo e o zagueiro Thiago Silva caminharam novamente até a entrada do hotel ouvindo o coro: “O campeão voltou!”.

A festa não cessou quando a Seleção Brasileira se recolheu na concentração. Com batuques, saltando, os torcedores variaram o repertório a partir de então. “Pula, sai do chão, quem é pentacampeão!”, bradaram. “Mil gols, mil gols, mil gols! Só Pelé, só Pelé! Maradona cheirador!”, provocaram.

Após empatar por 1 a 1 com a Suíça no domingo, a Seleção Brasileira enfrentará a Costa Rica às 9 horas (de Brasília) desta sexta-feira, em São Petersburgo. A última adversária da chave será a Sérvia, na quarta-feira que vem, em Moscou.



O técnico português Carlos Queiroz mostrou muita animação com o desempenho do seu Irã na derrota por 1 a 0 para a Espanha, mas não escondeu a decepção por não levar um resultado melhor. Mais do que isso: apesar de reconhecer que Ezatolahi estava impedido naquele que seria o gol de empate, ele lembrou uma passagem com a seleção de Portugal, em 2010, para filosofar sobre a anulação.

“É uma pena que o VAR não tenha chegado em 2010. VAR está do lado da Espanha. Quando marcam um gol em impedimento, não tem VAR. Quando nós marcamos, tem VAR (risos). Mas é justo. Estou só fazendo uma piada com a situação, mas essa é a verdade”, disse o comandante, que foi eliminado pelos espanhóis nas oitavas de final daquele Mundial com um revés por 1 a 0 para a Fúria. Na ocasião, Villa realmente estava um pouco adiantado quando marcou o gol da vitória.

“Na África do Sul eles foram os justos campeões do mundo, mas o gol de Villa estava impedido. É a hora de dizer isso, porque não pude dizê-lo naquela ocasião. Para mim, o VAR vem com 10 anos de atraso. Mas, se chegasse seis meses mais tarde, teríamos um pontinho a mais (risos)”, continuou Queiroz.

“Mas não há nada a dizer da qualidade da Espanha, somente dizer uma vez mais, para nós, jogar contra a Espanha, saímos daqui vencedores porque aprendemos muito”, disse ele. Para Queiroz, os iranianos saem fortalecidos do embate para a partida decisiva contra Portugal, na Arena Mordóvia, em Saransk, às 15h (de Brasília) da segunda-feira. Para avançar, os asiáticos precisam vencer a nação onde o comandante nasceu.

“Portugal jogou contra um grande time, Marrocos, nós perdemos a primeira posição, mas continuamos vivos. Hoje (terça) nós tivemos um match point, perdemos, mas temos outro contra Portugal. Vamos tentar conseguir essa vitória para avançar e continuar sonhando com o nosso trabalho”, assegurou, mandando uma mensagem ao país para finalizar seu discurso.

“Mando uma mensagem para aqueles que acreditam em nós. Nós viemos aqui com o sonho de nos classificarmos para a próxima fase, sabemos que não é fácil, mas vamos tentar. Sabemos que não é fácil enfrentar Portugal, Brasil… torço para que enfrentemos o Brasil, significa que nos classificamos”, concluiu.



Com derrotas diante de Rússia e Uruguai, a Arábia Saudita acabou eliminada da Copa do Mundo da Rússia de maneira antecipada. Após o revés diante da seleção sul-americana, sofrido na tarde desta quarta-feira, o técnico Juan Antonio Pizzi lamentou a situação em Rostov, mas sentiu evolução em relação ao primeiro jogo.

Com os mesmos seis pontos ganhos, Rússia e Uruguai já têm vagas garantidas nas oitavas de final. Pela última rodada da fase classificatória, às 11 horas (de Brasília) de segunda-feira, Arábia Saudita e Egito entram em campo apenas para cumprir tabela, em Volgogrado.

“Lamentavelmente, vamos jogar a terceira partida sem qualquer possibilidade, mas sabendo que representamos nosso país e que o orgulho da Arábia Saudita será refletido com nosso esforço e energia em campo, por mais que já estejamos fora da competição”, disse Pizzi.

No jogo que abriu a Copa do Mundo, a Arábia Saudita foi dominada pela Rússia e não conseguiu nem sequer esboçar alguma reação durante a goleada por 5 a 0. Diante do Uruguai, apesar do novo revés, o time melhorou significativamente, de acordo com o técnico Pizzi.

“A diferença é abissal. Acho que a única forma de competir em um Mundial, contra esse tipo de seleção é com esse nível de jogo. Mesmo assim, não foi suficiente para conseguirmos um bom resultado, mas é a única forma de competir. No primeiro jogo, não tivemos esse nível competitivo”, analisou, destacando a maior posse de bola saudita.

“Impusemos um pouco do que pretendemos em termos de posse e circulação. Sofremos um gol em uma jogada fortuita e depois não tivemos as armas nem as ferramentas para igualar o marcador”, reconheceu o experiente técnico nascido na Argentina.