COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

A eliminação do Brasil na Copa do Mundo, em derrota por 2 a 1 para a Bélgica na última sexta-feira, ainda repercute no país. O ex-jogador Amaral, com passagens por Palmeiras, Corinthians, Vasco, Grêmio, Vitória e Atlético Mineiro, acredita que faltou “resenha” entre os jogadores da Seleção sobre o futebol da equipe na Rússia.

Em participação no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, o ex-volante, que defendeu a Seleção na década de 1990, disse que os jogadores, junto com Tite, deveriam ter conversado sobre o desempenho da equipe logo após a vitória sobre a Costa Rica, com dois gols nos acréscimos. Antes da primeira vitória no Mundial, o Brasil tinha empatado por 1 a 1 com a Suíça na estreia.

Para Amaral, jogadores da Seleção não conversaram sobre o desempenho do time (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

“Na Seleção Brasileira, no meu ponto de vista, faltou cinco jogadores chamarem o Tite para falar ‘vamos mudar a forma de jogar’. Faltou aquela resenha”, disse o ex-jogador. “Todos os times têm jogadores que falariam ‘a gente passou sufoco contra a Costa Rica, fizemos no último minuto um gol chorado, não foi uma bola bem trabalhada. Vamos acordar porque a corda está no nosso pescoço'”.

O ex-jogador ainda ressaltou o nível do Mundial, que viu seleções favoritas sendo eliminadas precocemente ou nem se classificando. “Essa foi a Copa do Mundo mais fácil porque não tinha Itália, a Alemanha caiu fora, não tinha Holanda”, analisou, antes de apostar em uma final entre França e Inglaterra em Moscou.




A comemoração do croata Domagoj Vida após a classificação da Croácia para a semifinal da Copa do Mundo rendeu ao zagueiro uma advertência formal da Fifa. Por um vídeo vazado nas redes sociais, onde dedica o triunfo ao povo da Ucrânia, o zagueiro está sendo investigado pela entidade máxima do futebol e corre o risco de ser punido até mesmo com a perda de jogos.

Desde 2014, Rússia e Ucrânia vivem uma crise política decorrente de questões territoriais e após a partida o zagueiro gravou um vídeo, divulgado no Instagram do ex-jogador e atual membro da comissão técnica, Ognjen Vukojevic, onde ambos gritavam “Glória a Ucrânia”. A Fifa já avisou que está investigando as imagens para decidir sobre a aplicação de punições ao atleta.

Vida marcou um dos gols da Croácia contra a Rússia (Foto: Nelson Almeida/AFP)

“A Comissão Disciplinar da Fifa enviou uma advertência a Domagoj Vida por sua declaração filmada”, indicou um porta-voz da organização futebolística a AFP.

A frase dita por ambos os atletas (“Glória à Ucrânia!”) faz referência ao slogan da revolução pró-europeia que levou à destituição do presidente ucraniano pró-Rússia Viktor Yanukovich em 2014 e a uma enorme crise na relação entre os dois países. Após o fato envolvendo o zagueiro croata, parlamentares russos pediram à Fifa duras sanções contra a seleção classificada à semifinal.

“Atos assim deveriam ser punidos”, declarou Dmitry Svischyov, membro do comitê parlamentar sobre Esporte, à agência oficial RIA Novosti. “Os lemas políticos, nacionalistas e racistas não são bem-vindos na Copa”, disse.

Diante da grande repercussão, Vida se manifestou frente à imprensa ressaltando não ter tido a intenção de atacar o país anfitrião do Mundial. “Adoro o povo russo, era só uma brincadeira”, afirmou o zagueiro, que teve seu discurso corroborado pela Federação Croata em um comunicado oficial.

“Não era absolutamente nada político, só uma simples mensagem de agradecimento pelo apoio que recebemos da Ucrânia, onde Vukojevic e eu passo vivemos vários anos. Espero sinceramente que a mensagem seja interpretada como uma expressão de gratidão com nossos amigos da Ucrânia por seu apoio, não apenas na partida contra a Rússia, mas durante todo o Mundial”, continuou.

No entanto, a Federação Croata detalhou que que pediu a Vida e a Vukojevic, “assim como aos outros jogadores da seleção, que se abstenham no futuro de qualquer mensagem que possa ser interpretada politicamente”, ressaltou.




A Croácia segue viva na Copa do Mundo. Depois de dois jogos complicados na fase de mata-mata, vencendo Dinamarca e Rússia nos apenas nos pênaltis, os croatas terão uma pedreira pela frente: a Inglaterra. Os ingleses estão de volta a uma semifinal depois de 28 anos e querem provar que estão prontos para serem campeões. E para tanto, tem em seu capitão e artilheiro, Harry Kane, o principal trunfo. Mas, isso não assusta Zlatko Dalic, técnico da Croácia.

“Harry Kane é o artilheiro da Copa do Mundo, tem todo o mérito, marcou seis gols. Mas Lovren o conhece bem do Campeonato Inglês e não tenho medo disso. Não é fácil, mas temos bons zagueiros e mostramos que éramos bons em defender. Tenho confiança neles. Ele não é fácil, mas conseguimos parar Messi. Tentaremos fazer o mesmo”, pontuou.

Zlatko Dalic comanda a Croácia desde outubro de 2017 (Foto: Adrian Dennis/AFP)

Quanto ao jogo em si, Dalic afirmou que talvez promova mudanças na equipe e espera um duelo difícil contra os Three Lions: “Vou pensar na melhor solução para esse jogo. Talvez precise mudar algo, mas nada muito diferente do que estamos adaptados. Se mudar algo, não podemos arriscar algo que não seja 100%. Não podemos permitir nenhum erro neste sentido”, avaliou.

“O fato de estarem na semi já mostra a força do time, jovem, com qualidade e lidou relativamente fácil com a Suécia. Vai ser um jogo difícil para nós. Sabemos que eles estão analisando a gente também. Vamos falar mais sobre eles aos jogadores. Por mais que respeitemos a Inglaterra, respeitamos a nós mesmos e nossa forças”, acrescentou.

Por fim, Dalic exaltou a campanha croata até aqui, que é melhor do que diversas potências do futebol mundial, e deu a dimensão do que significará eliminar os ingleses: “Já é um grande feito para nós. Já temos alguns países como Argentina, Brasil e Alemanha de férias e estamos aqui. Parar a Inglaterra seria um feito. Estamos lutando, mostrando nossa qualidade. Se tivéssemos o dinheiro da Inglaterra, quem sabe qual seria nosso fim”, concluiu.

A semifinal entre Croácia e Inglaterra acontece na próxima quarta-feira, às 15h (de Brasília), em Luzhniki, na capital Moscou.



Após ser recepcionada de forma calorosa na manhã deste domingo, no Rio de Janeiro, parte da delegação da Seleção Brasileira fez conexão para o aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Caso do zagueiro Pedro Geromel, que se mostrou impressionado com o apoio da torcida.

“A gente sabe do comprometimento de cada um. Todo mundo se doou. Infelizmente, o objetivo não foi alcançado, mas vamos seguir em frente. O carinho da torcida é muito importante, foi emocionante o pessoal batendo palma, foi de arrepiar”, disse o defensor, referindo-se à chegada na capital fluminense.

O coordenador de seleções da CBF, Edu Gaspar, também fez a ponte aérea. Diante dos jornalistas, o dirigente reiterou que ainda não há uma definição de Tite sobre a sua continuidade no cargo de técnico do time canarinho. Além disso, exaltou a campanha do elenco nacional.

“Mensagem para os jogadores é que eles têm que ficar orgulhosos da competição que fizeram, do comprometimento que tiveram. É continuar da forma que estão, de resgatar esse orgulho da Seleção Brasileira”, disse Gaspar ao canal Fox Sports.

Eliminado pela Bélgica nas quartas de final da Copa do Mundo, o Brasil já tem um compromisso para o segundo semestre. Com ou sem Tite, a Seleção enfrentará os Estados Unidos em amistoso a ser disputado no dia 8 de setembro, em Nova York.



A CBF repudia os ataques racistas sofridos pelo jogador @fernandinho e seus familiares. O futebol representa a união das cores, gêneros, culturas e povos. Estamos com vocês. Racistas não passarão! #TodosIguais #SeleçãoBrasileira #SayNoToRacism #GigantesPorNatureza

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) emitiu um comunicado neste domingo repudiando as manifestações racistas contra Fernandinho, após a derrota do Brasil por 2 a 1 para a Bélgica, na última sexta-feira, pelas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia.

“A CBF repudia os ataques racistas sofridas pelo jogador Fernandinho e seus familiares. O futebol representa a união das cores, gêneros, culturas e povos. Estamos com vocês. Racistas não passarão!”, escreveu a entidade em sua conta no Instagram.

No Twitter, o volante foi chamado de macaco por ser apontado como principal culpado pela eliminação do Brasil no Mundial. Fernandinho também teve de fechar o seu Instagram para comentários em função das ofensas.

Na manhã deste domingo, parte do elenco da Seleção e membros da comissão técnica desembarcaram no Rio de Janeiro, onde foram recepcionados calorosamente. O jogador do Manchester City não fez parte deste grupo, já que mora na Europa.

De volta às semifinais da Copa do Mundo após 32 anos, a Bélgica enfrentará a França por uma vaga na decisão. O duelo europeu está marcado para a próxima terça-feira, às 15 horas (de Brasília), em São Petersburgo.



Eliminada com uma derrota por 2 a 1 na última sexta-feira, a Seleção Brasileira virou motivo de piadas e zombarias. Especialmente dos belgas, algozes do time canarinho nas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia.

A histórica classificação dos Diabos Vermelhos ainda repercute no país europeu. No último sábado, o site local Vtm Nieuws publicou a seguinte manchete: “Brasileiros caem com o rabo entre as pernas”.

Abaixo do título da matéria, o veículo postou um vídeo em que mostra a delegação brasileira no aeroporto de Kazan embarcando de volta para a casa. Parte dos jogadores e membros da comissão técnica chegaram ao Rio de Janeiro na manhã deste domingo e foram recepcionados calorosamente no aeroporto.

Principal nome da Seleção Brasileira, Neymar não escapou das brincadeiras. Horas após o triunfo da equipe europeia, o mesmo site divulgou um vídeo em que torcedores belgas gritam o nome do atacante no ritmo da canção “Aquarela do Brasil” e logo em seguida caem no chão, ironizando o jogador criticado por supostamente ter forjado faltas durante o torneio.

De volta às semifinais do Mundial após 32 anos, a Bélgica enfrentará a França por uma vaga na decisão. O duelo está marcado para a próxima terça-feira, às 15 horas (de Brasília), em São Petersburgo.



Jogadores russos foram aclamados pela torcida em Moscou (Foto: Maxim ZMEYEV/AFP)

A eliminação diante da Croácia, nesta quarta-feira, pelas quartas de final da Copa do Mundo 2018, frustrou o sonho da seleção russa em conquistar um heroico título mundial em casa. Porém, o revés não manchou a campanha histórica da equipe anfitriã, que não chegava tão longe no torneio desde 1966, quando ainda formava a União Soviética. A prova disso é a festa feita pela torcida neste domingo, em uma Fan Fest” de Moscou.

Uma multidão vermelha, azul e branca invadiu a “Fan Zone” localizada em Vorobiovy Gory, próxima à Universidade Estatal de Moscou, para saudar os jogadores que tanto orgulharam o país nas últimas semanas. A seleção nacional subiu ao palco e, fazendo uso de um microfone, pôde participar do clima festivo e ter um contato maior com os torcedores.

 

Nesta Copa, a Rússia se classificou em segundo lugar do Grupo A, atrás apenas do Uruguai. Os uruguaios, por sinal, foram os únicos a derrotarem a seleção anfitriã, a qual venceu Arábia Saudita e Egito nas primeiras duas rodadas. Se a campanha na primeira fase já havia sido considerada surpreendente, a vitória sobre a toda poderosa Espanha nas oitavas de final, após disputa de pênaltis, levou o país à loucura. Porém, também foi através de penalidades que os russos se despediram do torneio, contra a Croácia, neste sábado, e viram o sonho de ir às semifinais escapar por muito pouco.



Enquanto parte de seus companheiros desembarcou no Rio de Janeiro durante a manhã deste domingo, Marcelo permaneceu na Europa, onde mora. E, de lá, o lateral esquerdo se pronunciou para exaltar os sacrifícios feitos pelos jogadores na Copa do Mundo, da qual a Seleção Brasileira foi eliminada na última sexta-feira, em derrota por 2 a 1 para a Bélgica.

“É de cabeça erguida que a gente sai dessa copa! Tentamos, lutamos, brigamos, tivemos lesões, recuperamos, jogamos com dores e assim vai… Fizemos de tudo para chegar o mais longe possível”, escreveu o jogador, em sua conta no Instagram.

Após mostrar todo o seu abatimento pela eliminação em sua segunda Copa e lamentar uma “noite horrível” na sexta-feira, Marcelo adotou um discurso mais otimista neste domingo.

“A vida nos proporciona coisas maravilhosas, mas às vezes nos deixa triste por não conseguirmos alguns objetivos. Agora seguimos juntos em busca de outros objetivos e sonhos. Isso é o futebol que para muita gente é só um jogo”, prosseguiu o atleta, que ainda fez agradecimentos.

“Agradeço a minha família por sempre estar ao meu lado em todos os momentos, e agradeço a todos os brasileiros que nos deram força e torceram de verdade. Tenho muito orgulho de ser brasileiro e representar meu país”, afirmou o jogador do Real Madrid.

Com o revés, o Brasil completou quatro edições ou 16 anos sem conquistar uma Copa do Mundo. Apesar do jejum, Marcelo acredita que o time canarinho está se aproximando de seu hexacampeonato. “Esse sonho foi adiado, mas tenho muita confiança de que o Brasil está muito perto de conquistar esse título novamente!”, pressentiu.

À espera da definição sobre a permanência de Tite no comando técnico, a Seleção Brasileira já tem um compromisso para o segundo semestre. Trata-se do amistoso contra os Estados Unidos, no dia 8 de setembro, em Nova York.

“Viramos a página e pegamos as coisas boas e levamos para a próxima convocação. Já, já tem seleção outra vez!”, concluiu.