Mineirão, 7 a 1, Argentina... Tite lembra que a maior pressão é outra

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Fernandinho é um dos remanescentes do 7 a 1 que será titular contra a Argentina (Foto: Pedro Martins-MoWA Press)

Não é de hoje que o estádio do Mineirão é um dos maiores e mais importantes palcos do futebol mundial. Mas, há pouco mais de dois anos e quatro meses, foi no gramado do Mineirão que a Seleção Brasileira protagonizou o maior vexame de sua história, que não deixaria marcada apenas aquela equipe, mas também o local da cena. Desde então, o Brasil nunca mais voltou à Belo Horizonte. E quis o destino que o reencontro fosse em superclássico contra a Argentina.

Apesar das lembranças ruins perante a Alemanha, o momento da Seleção é bem diferente daquele vivido na semifinal da Copa do Mundo de 2014. Sete jogadores do atual elenco estiveram naquele grupo comandado por Felipão, mas, hoje é Tite quem dita as ordens. E apesar da pouca experiência no cargo, o ex-treinador do Corinthians deixou claro que há uma pressão que se sobressai até mesmo diante do 7 a 1.

Fernandinho é um dos remanescentes do 7 a 1 que será titular contra a Argentina (Foto: Pedro Martins-MoWA Press)

Fernandinho é um dos remanescentes do 7 a 1 que será titular contra a Argentina (Foto: Pedro Martins-MoWA Press)

"O 7 a 1 faz parte, porque é realidade e é por isso que a pergunta acontece toda hora. Faz parte da história. Porém, há uma pressão muito maior, que eu sinto e os atletas sentem, que é representar o Brasil pentacampeão. Estou onde Parreira, Zagallo e Felipão foram campeões do mundo. Feola e Aymoré. Os atletas representam craques, sabem como é difícil. Essa grandeza é muito maior", garantiu, sem fugir do assunto, como muitos esperavam, e aproveitando até para revelar uma conversa interna.

“Assim que assumimos nos foi colocado, a mim e ao Edu (Gaspar, diretor de seleções da CBF): ‘olha, um jogo está se encaminhando para o Mineirão’, que era o palco do 7 a 1. E eu falei ‘vamos lá’. E isso foi lá atrás. Ninguém sabia que venceríamos quatro jogos, que estaríamos na liderança. É da vida, é do jogo. Vamos rotular o local? Então não poderíamos mais jogar no Maracanã. Isso é maturidade, tem que encarar", se empolgou Tite, fazendo referência à traumática derrota brasileira na Copa de 50, no Rio de Janeiro, frente ao Uruguai.

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