Micale comemora postura da Seleção em jogo “com cara de Libertadores”

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Duelo sul-americano nas quartas de final foi bastante acirrado (foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)
Duelo sul-americano nas quartas de final foi bastante acirrado (foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Duelo sul-americano nas quartas de final foi bastante acirrado (foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Contestado pela falta de qualidade técnica da Seleção Brasileira nas primeiras rodadas dos Jogos Olímpicos, o técnico Rogério Micale se orgulhou da sua equipe por outro motivo na noite deste sábado, em Itaquera. O Brasil precisou superar um jogo bastante pegado proposto pela Colômbia para vencer por 2 a 0, avançando às semifinais do torneio de futebol masculino.

“O time foi provocado o jogo todinho, mas não entrou em provocação. Foi um jogo com cara de Libertadores da América, e a nossa equipe mostrou outro lado nessa reta final, que também é importante em um torneio como esse”, destacou Micale, sorridente.

Para o treinador, as situações enfrentadas no estádio do Corinthians servirão para amadurecer o time que vislumbra a conquista da inédita medalha de ouro olímpica. “Tiramos algumas lições desse jogo, de muito contato físico, em um campo bem rápido”, disse.

O ápice dos entreveros entre Brasil e Colômbia ocorreu quando Neymar se irritou porque a seleção adversária ignorou o fair play e não devolveu uma bola jogada para fora por Gabriel, para que o companheiro recebesse atendimento médico. O atacante do Barcelona derrubou Roa e iniciou uma confusão em campo.

“Em alguns momentos, precisamos ter quase sangue de barata para evitar qualquer revide”, enalteceu Micale, perdoando Neymar por não ter agido assim no lance do entrevero do final do primeiro tempo. “Depois desse momento, não houve nem um outro. Prefiro ver os 99% do jogo.”

Com a vitória, o Brasil avançou para as semifinais das Olimpíadas. Micale já sente o time pronto para mais uma rodada de Copa Libertadores da América contra Honduras, no início da tarde de quarta-feira, no Maracanã.

“O comprometimento tem sido muito grande. Os jogadores estão cientes dos momentos de sofrimento e correspondendo muito bem diante dessa pressão natural”, confiou o técnico da equipe olímpica nacional.

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