Lateral esquerdo brasileiro sentiu os efeitos da altitude de Quito (foto: Juan Cevallos/AFP)
De volta à Seleção Brasileira, agora comandada pelo técnico Tite, o lateral esquerdo Marcelo tratou de conter a euforia provocada pela vitória por 3 a 0 sobre o Equador, nesta quinta-feira, já quando se encaminhava para os vestiários do Estádio Atahualpa.
“Não vejo como uma goleada. Foi difícil. O primeiro tempo foi brabo. Eles cansaram um pouco mais no segundo e tivemos mais posse de bola, o que ajudou. Mas o resultado não diz o que foi o jogo”, advertiu Marcelo.
Apesar das ponderações do jogador do espanhol Real Madrid, o Brasil de Tite fez por merecer os elogios. Com um bom segundo tempo, principalmente a partir da troca de Willian por Philippe Coutinho, o time nacional envolveu o adversário e construiu o resultado positivo com um gol de Neymar, de pênalti, e dois de Gabriel Jesus, em belas conclusões.
Para Marcelo, a Seleção Brasileira poderia ter rendido ainda mais se o jogo não fosse realizado na altitude de Quito. “É difícil respirar aqui. Cansa mais do que o normal. Eu senti”, admitiu o lateral esquerdo, apesar de ter valorizado o empenho coletivo para agradar ao novo treinador. “Tivemos pouco tempo para trabalhar, mas o Tite explicou perfeitamente tudo o que queria. Hoje, demonstramos um pouco do que ele pediu, com garra.”
Com essa postura, o Brasil espera se mostrar novamente convincente diante da Colômbia, na terça-feira, na Arena da Amazônia, outra vez pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. “Vamos descansar, viajar para Manaus e tentar fazer um grande jogo”, projetou o comedido Marcelo.