COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Após se apresentar à Seleção lesionado, Douglas Costa vive novo problema físico (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

O médico da Seleção Brasileira, Rodrigo Lasmar, indiciou que o lateral-direito Danilo tem mais condições de voltar a defender a equipe na Copa do Mundo que Douglas Costa, diagnosticado após a partida contra a Costa Rica com uma lesão no músculo posterior da coxa direita.

“É difícil comparar os casos, são lesões diferentes, músculos totalmente diferentes, atletas com características diferentes. Seria muito leviano comparar os dois casos. Na nossa visão, existe uma perspectiva de melhora talvez um pouco mais rápida em relação ao Danilo do que o Douglas Costa”, afirmou Lasmar.

Danilo lesionou um músculo do quadril na véspera do duelo com a Costa Rica, em São Petersburgo. O jogador participou normalmente do treino de reconhecimento do gramado do estádio Krestosvky, contudo, já no final da atividade, acabou sentindo o problema físico.

Neste sábado, tanto Danilo quanto Douglas Costa permaneceram trabalhando na fisioterapia, já visando a recuperação de suas respectivas leões. Rodrigo Lasmar garantiu, inclusive, que a dupla não terá horário para ser submetida a tratamentos, embora o técnico Tite tenha concedido folga ao elenco.

“Não temos horário, atendemos de manhã, à tarde e à noite, até mesmo na madrugada. A preocupação é na recuperação dos atletas, eles entendem isso perfeitamente. Existem momentos em que não adianta o atleta ficar 24 horas fazendo fisioterapia, eles precisam de descanso. Quando entendermos que não tenha implicância na qualidade da recuperação, eles podem ser liberados também. Eles não ficam o tempo todo dentro da fisioterapia, fazendo trabalhos 24 horas por dia”, completou o médico da Seleção Brasileira.



Douglas Costa foi um dos mais elogiados na vitória por 2 a 0 sobre a Costa Rica (Foto: GABRIEL BOUYS / AFP)

A bruxa está solta na Seleção Brasileira. Após Danilo lesionar o quadril, foi a vez de Douglas Costa machucar o músculo posterior da coxa direita. Neste sábado, o médico da equipe canarinho, Rodrigo Lasmar, revelou o problema físico do atacante que recebeu elogios por sua atuação no confronto com a Costa Rica. Fora de ação, ele não viaja com o restante do elenco para o duelo com a Sérvia, na próxima quarta-feira.

Douglas Costa havia se apresentado à Seleção Brasileira em Teresópolis já com uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda. Agora, o atacante lida com a mesma lesão da qual foi se recuperar somente após 14 dias de preparação, já na Inglaterra, só que na coxa oposta.

“Ontem, no final do jogo, o Douglas Costa se queixou de dores na região posterior da coxa direita. Foi diagnosticada uma lesão muscular no local, confirmada pelo exame de ressonância magnética. O jogador não viajará conosco, ficará em Sochi, onde temos uma estrutura adequada para que ele possa se recuperar o quanto antes. Ele vai continuar o processo de recuperação aqui juntamente com o Danilo, que também não viaja”, afirmou Lasmar.

Neste sábado, Douglas Costa e Danilo foram os únicos atletas que não participaram do treinamento regenerativo. Após a atividade, não haveria coletiva de imprensa, porém, com o imprevisto envolvendo o camisa 7 do time canarinho, o médico da Seleção Brasileira teve de dar a péssima notícia aos jornalistas, uma vez que o jogador da Juventus estava sendo cogitado pela crítica como titular contra a Sérvia.

Apesar da lesão, Douglas Costa ainda tem chances de voltar a atuar nesta Copa do Mundo. Rodrigo Lasmar está confiante de que o jogador possa se recuperar a tempo caso a Seleção Brasileira vá longe no torneio, chegando à uma hipotética final no próximo dia 15 de julho.

“Tudo depende do nosso desempenho dentro da competição. Dentro da melhor expectativa, existe a possibilidade de ele nos ajudar na nossa trajetória até a final. Claro que ele não terá condição de jogo contra a Sérvia, não temos uma data exata, sua recuperação vai dizer quando poderemos contar com ele”, prosseguiu o médico do Brasil.

“Não vamos falar em tempo. Lesão muscular, infelizmente, não é uma lesão que podemos contar dias e a partir disso o atleta estará trabalhando. O atleta que vai nos dizer quando ele estará pronto. Sabendo do tempo que temos até a final, dependendo do nosso desempenho, estamos confiantes na presença desses atletas”, concluiu Lasmar, incluindo o lateral-direito Danilo, que se recupera de uma lesão no quadril.



Entrada de Firmino foi importante para vitória do Brasil (Foto: CHRISTOPHE SIMON / AFP)

Após um primeiro tempo bastante abaixo, o Brasil melhorou muito no segundo tempo na partida diante da Costa Rica. Com uma equipe mais criativa, a seleção chegou aos dois gols nos minutos finais e conseguiu a primeira vitória nesta edição de Copa. Um dos responsáveis por esta  melhora na produção da equipe na segunda etapa, Roberto Firmino, que entrou no lugar de Paulinho, afirmou que a expectativa é de que a atuação do segundo tempo seja o modelo da Seleção na continuação do torneio.

“É a forma que a gente espera atuar sempre. Acho que não só a gente, mas todo o brasileiro quer ver nós jogando assim. Agora temos que seguir trabalhando bastante firme que passo a passo nós podemos chegar lá”, declarou Firmino para a Fox Sports.

A transformação na equipe após a entrada de Firmino e Douglas Costa no segundo tempo foi tanta, que já existe a expectativa que a dupla seja titular na continuação do torneio. Vale lembrar que o camisa 20 participou do primeiro gol brasileiro diante da Costa Rica, ao resvalar de cabeça o cruzamento feito por Marcelo, para que a bola sobrasse para Gabriel Jesus ajeitar para Coutinho finalizar.

Na próxima quarta-feira, o Brasil tentará repetir a sua boa atuação no segundo tempo contra a Costa Rica diante da Sérvia, pela última partida fase de grupos da Copa do Mundo. Com quatro pontos conquistados, uma vitória simples já pode garantir a seleção canarinho nas oitavas do Mundial.



O fatídico 7 a 1 que marcou a Copa do Mundo de 2014 voltou a tona neste sábado, em solo russo, não pelo resultado, mas pelos resquícios que a goleada deixou nas estatísticas e curiosidades da história dos Mundiais. Na vitória da Bélgica por 5 a 2 sobre a Tunísia, Lukaku e Hazard saíram de campo com dois gols cada, algo que não acontecia desde aquele dia 8 de julho, no Mineirão, quando Schurrle e Kross fizeram o mesmo.

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A segunda vitória belga na Rússia começou a ser construída logo aos cinco minutos, com Hazard. Dez minutos depois, Lukaku fez um de seus dois gols que o colocam ao lado de Cristiano Ronaldo na disputa pela artilharia da competição. Aos 48 minutos, ainda da primeira etapa, o atacante do Manchester United deixou mais um tento. Coube ao camisa 10 e capitão, enfim, concretizar o feito histórico aos cinco minutos do segundo tempo.

O feito, apesar de difícil, não é inédito e nem se resume a apenas essas duas partidas. A própria Seleção Brasileira já conseguiu a marca de ter dois jogadores com dois gols cada na mesma partida. Em 1998, na França, Ronaldo e César Sampaio marcaram os tentos da vitória sobre o Chile, pela fase oitavas de final. No mesmo torneio, aliás, a Argentina conseguiu algo ainda maior. No duelo contra a Jamaica, Ortega marcou dois, enquanto Batistuta fez três.

Para efeito histórico, esse feito foi realizado uma outra vez, também pela Copa de 2014, mas com a seleção da Holanda. Ainda pela fase de grupos, na goleada por 5 a 1 sobre a Espanha, Arjen Robben e Van Persie marcaram dois gols cada. Um dos tentos do atacante, aliás, ficou marcado pela plasticidade, com um peixinho de fora da área que encobriu Casillas.



Fabregas, que defende o Chelsea, elogiou Cristiano Ronaldo, mas com ressalvas (Foto: Glyn Kirk/AFP)

A artilharia da Copa do Mundo está dividida entre Romelu Lukaku, da Bélgica, e o português Cristiano Ronaldo, ambos com quatro gols. Para o espanhol Cesc Fabregas, que está fora desta edição do Mundial, no entanto, os feitos do capitão de Portugal não merecem ser assim tão comemorados.

“Sim, ele está jogando bem, mas se você realmente olhar para o que ele fez, ele marcou um de pênalti, um de falta, um gol advindo de escanteio e um outro com um chute que David de Gea deveria ter defendido”, em artigo publicado pela emissora BBC na última sexta-feira. Ele também comentou das seleções alemã e argentina na publicação.

O assunto veio à tona quando Fabregas disse que esta Copa está melhor na parte defensiva do que na ofensiva. “O México teve Carlos Vela acompanhando Toni Kroos por 60 minutos, porque eles sabiam que ele era o motor da equipe da Alemanha, o que os faz atacar. A Suíça fez algo parecido com Valon Behrami em Neymar quando jogou contra o Brasil”, iniciou.

E, então, elogiou CR7, mas com ressalvas. “Cristiano Ronaldo tem um papel diferente para Portugal, ele fica principalmente na frente e já não corre por todo o campo. Ele é um dos grandes nomes da Rússia que fez um forte começo para esta Copa do Mundo, em termos de gols, com quatro até agora, mas você não pode dizer que ele e Portugal mostraram ótimas combinações ou futebol tiki-taka para marcar grandes gols”, finalizou sobre o assunto.

Cristiano Ronaldo divide a artilharia da Copa do Mundo com Lukaku, da Bélgica (Foto: Yuri Cortez/AFP)

Além disso, ele também comentou sobre a pressão em cima dos alemães, que perderam em sua estreia diante do México, e relembrou a mesma situação da Espanha campeã de 2010, quando perdeu seu primeiro jogo contra a Suíça. “Às vezes, é bom entrar em pânico um pouco, especialmente para as equipes de ponta, como Alemanha, Espanha, Argentina e Brasil, que não conseguiram vencer os jogos de abertura”.

Sobre Messi, ele disse que não é tudo culpa dele. “Ver Messi parado não acontece com frequência, então você tem que dar o crédito à Islândia. Eu pude ver que Leo, enquanto o jogo continuava, estava voltando para tentar fazer as coisas acontecerem”, iniciou. “Foi assim contra a Croácia, mas não foi tudo culpa dele. Como eu disse na minha análise de TV após a derrota da Argentina, eles parecem um time quebrado”.




Dentre as estrelas belgas que se destacaram na goleada por 5 a 2 sobre a Tunísia, Eden Hazard foi a que mais brilhou. Na manhã deste sábado, o meia foi decisivo para encaminhar a classificação dos Diabos Vermelhos às oitavas de final da Copa do Mundo.

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O camisa 10 da Bélgica teve participação direta em dois gols. Foi ele quem sofreu e converteu o pênalti para abrir o placar na Arena Spartak, em Moscou, logo aos cinco minutos do primeiro tempo, anotando o seu primeiro tento em Mundiais.

No início da etapa complementar, Hazard voltou a balançar as redes após receber grande lançamento de Kevin De Bruyne, tirar do goleiro e tocar para o fundo do gol africano.

Além de vazar a defesa tunisiana, o jogador foi o responsável por cadenciar o jogo quando necessário. De acordo com o site Footstats, ele acertou 19 passes e errou apenas dois, finalizou três vezes em direção ao gol, deu um drible, fez um desarme e sofreu três faltas.

Eden Hazard, de 27 anos, iniciou a sua trajetória no futebol em clubes pequenos da Bélgica. Até ser descoberto pelo Lille-FRA, por quem atuou entre 2008 e 2012. Após se destacar na equipe francesa, o meia foi contratado pelo Chelsea-ING. Em Londres, ele é considerado o craque do time, pelo qual conquistou a Liga Europa (2012-2013) e o Campeonato Inglês (2014-2015 e 2016-2017).

Com os triunfos sobre panamenhos e tunisianos, a Bélgica marca seis pontos e lidera o Grupo G. O time dirigido pelo espanhol Roberto Martínez garante a vaga de forma antecipada caso o Panamá não vença a Inglaterra neste domingo, em Moscou.



Casemiro e Paulinho foram dois dos titulares que resolveram se exercitar no gramado (Foto: Bruno Egger/MoWA Press)

A Seleção Brasileira voltou a treinar neste sábado após a suada vitória sobre a Costa Rica por 2 a 0, em São Petersburgo, pela segunda rodada do Grupo E da Copa do Mundo. Apenas os reservas e aqueles que entraram no decorrer da partida participaram da atividade no gramado, enquanto os titulares fizeram um trabalho regenerativo. O técnico Tite recebeu uma notícia muito ruim: Douglas Costa, que entrou no segundo tempo da partida, não participou do treinamento deste sábado e está fora do jogo contra a Sérvia devido a uma lesão muscular na região posterior da coxa direita.

O atacante, fundamental no primeiro triunfo brasileiro na Copa do Mundo, permaneceu na fisioterapia, assim como Danilo, que teve uma lesão constatada no quadril e acabou cedendo sua vaga na lateral-direita para Fagner.  Embora os titulares no duelo contra a Costa Rica não tenham participado do treino proposto para os demais jogadores do elenco, alguns nomes apareceram no gramado para se movimentar. Marcelo, Fagner, Willian e Gabriel Jesus disputaram partidas de ‘futmesa’. Já os volantes Casemiro e Paulinho correram em volta do campo. Alisson, Philippe Coutinho, Neymar, Miranda e Thiago Silva ficaram na academia.

Vale lembrar que Douglas Costa se apresentou à Seleção Brasileira em Teresópolis já lesionado. O jogador da Juventus tratou uma contratura no músculo posterior da coxa esquerda e só voltou a treinar com os demais companheiros na Inglaterra, após a vitória no amistoso contra a Croácia, em Liverpool.

Enquanto Ederson e Cássio trabalhavam sob o comando do preparador de goleiros Taffarel, os jogadores de linha fizeram um alongamento no gramado e, posteriormente, participaram de uma roda de bobinho, nada muito intenso. Tite esteve próximo durante todo o tempo observando o movimento de seus atletas, que já na parte final do treinamento ainda aproveitaram para aperfeiçoar a pontaria em lances que Matheus Bachi, um dos membros da comissão técnica, simulava ser uma espécie de adversário tentando atrapalhar os arremates.

Enquanto os atletas trabalhavam, seus familiares aguardavam na arquibancada, uma vez que receberão folga e só precisam se reapresentar para o almoço de domingo, que antecede o primeiro treino comandado por Tite já direcionado para o confronto com a Sérvia, marcado para a próxima quarta-feira, às 15h (de Brasília), no estádio Spartak, em Moscou.



Pelo Grupo G da Copa do Mundo, Bélgica e Tunísia se enfrentaram na manhã deste sábado e o placar foi de 5 a 2 para os belgas, em uma partida marcada pela boa atuação de toda a parte ofensiva, principalmente de Hazard e Lukaku, autores dos quatro primeiros gols. A conta foi fechada por Batshuayi, que ainda poderia ter aumentado a vantagem.

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Por parte de Eden Hazard, o gol de pênalti aos seis minutos da primeira etapa foi seu primeiro em Copas do Mundo, já que ele não marcou em 2014 e tampouco na primeira rodada da fase de grupos desta edição. Já Romelu Lukaku… Os dois gols o colocaram não somente na artilharia da competição junto do português Cristiano Ronaldo (quatro gols cada), como os tornaram o maior artilheiro de sua seleção, com 40 gols.

A dupla Hazard e Lukaku fez seis gols em dois jogos pela seleção belga nesta Copa do Mundo (Foto: Yuri Cortez/AFP)

Os números não deixam mentir o placar final: foram, no total, 23 tentativas para o gol, com 12 delas no alvo, contra 15 e 5 da Tunísia, respectivamente, que também criou algumas chances, mostrando o quanto o jogo foi aberto e que a Bélgica precisa melhorar na parte de trás se não desejar sofrer. Agora, os comandados de Roberto Martínez estão com saldo de sete gols (poderia ser mais, principalmente com as chances perdidas neste confronto), empatados com a anfitriã Rússia.

Na parte defensiva, equilíbrio: foram 12 faltas dos belgas contra 13 dos seus adversários, com apenas um cartão amarelo, aplicado para Ferjani Sassi, da Tunísia. Na posse de bola, a estabilidade também é observada: 52% a 48% para os vencedores do confronto.

Na última vez que se encontraram, em 2002, Bélgica e Tunísia empataram em uma rodada da fase de grupos daquela Copa. Foi também neste ano que os belgas, pela última vez, fizeram um gol ainda no primeiro tempo – em 2018 a história foi diferente: um de Hazard e dois de Lukaku. Os belgas também aumentaram para 21 a quantidade de jogos sem perder, sendo a última derrota em setembro de 2016, contra a Espanha, que é justamente o primeiro entre as seleções na Rússia com mais tempo invicto.



Tentando provar o status de favorita ao título, a Bélgica encaminhou a sua classificação às oitavas de final da Copa do Mundo durante a manhã deste sábado. Contando com um dia inspirado de suas principais estrelas, o time europeu não encontrou maiores dificuldades para golear a frágil Tunísia por 5 a 2, em duelo disputado na Arena Spartak, em Moscou.

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Com os triunfos sobre panamenhos e tunisianos, os belgas marcam seis pontos e lideram o Grupo G. O time dirigido pelo espanhol Roberto Martínez garante a vaga de forma antecipada caso os centro-americanos não vençam a Inglaterra neste domingo, em Moscou. Já os africanos, que haviam perdido para os britânicos na estreia, seguem sem pontuar e estão eliminados do torneio.

Pela terceira e última rodada da fase de grupos, a Bélgica terá o seu teste mais duro até agora: o duelo com a Inglaterra, previsto para quinta-feira, às 15 horas (de Brasília), em Kaliningrado. No mesmo dia e horário, Tunísia e Panamá farão o duelo de azarões da chave, em Saransk.

Bélgica aproveita erros e Lukaku vira artilheiro

A pressão belga surtiu efeito logo aos cinco minutos do primeiro tempo. Após boa trama pela direita, Hazard foi derrubado e sofreu pênalti. Os tunisianos alegaram que a infração teria ocorrido fora da área, mas o árbitro de vídeo confirmou a penalidade. Na cobrança, o próprio Hazard bateu rasteiro no canto direito de Mustapha, que nada pôde fazer para evitar o primeiro gol dos europeus.

À vontade em campo, a Bélgica ampliou a sua vantagem aos 15 minutos, quando Mertens aproveitou domínio errado do rival para roubar a bola pela direita, arrancar com ela e deixar Lukaku livre na área. O centroavante chutou cruzado no canto esquerdo, sem chances para Mustapha.

Os africanos, contudo, responderam rápido e frearam o ímpeto belga. Aos 17 minutos, após cobrança de falta pela esquerda, Bronn subiu entre os marcadores para testar e diminuir a desvantagem. Este, aliás, seria um dos últimos lances do zagueiro tunisiano na partida, pois ele torceu o joelho e precisou ser substituído.

No entanto, em uma nova falha do sistema defensivo africano, a Bélgica marcou o seu terceiro gol nos acréscimos do primeiro tempo. Após Maalou errar passe pela esquerda, Mounier deu grande assistência para Lukaku tocar na saída do goleiro, empatando com Cristiano Ronaldo na artilharia do Mundial, com quatro gols.

Europeus pressionam e goleiam

A Bélgica voltou ligada do intervalo e transformou a boa vantagem em goleada aos cinco minutos da etapa final. Aproveitando lançamento de De Bruyne do campo de defesa, Hazard passou entre dois zagueiros, driblou o goleiro e só tocou para o gol, anotando o seu segundo na partida.

Os belgas, então, se fecharam na defesa e passaram a apostar nos contra-ataques. Aos 16 minutos, Carrasco avançou pela esquerda e arriscou chute colocado de fora da área, quase marcando um golaço. A bola fez a curva para dentro e tirou tinta da trave direita.

Com a vitória praticamente garantida, Martínez aproveitou para sacar Hazard e Lukaku e colocar Batshuayi e Fellaini em campo. Com a Tunísia tentando descontar, os espaços aumentaram para a Bélgica. Aos 30 minutos, Batshuayi recebeu passe de De Bruyne nas costas da zaga, tirou do goleiro e finalizou. Mas Meriah afastou em cima da linha e evitou o quinto gol belga.

O atacante ainda voltaria a perder ao menos três chances claras até se redimir aos 44 minutos, quando completou cruzamento da direita, tocando no contrapé do goleiro, que nada pôde fazer para evitar o quinto gol belga. Entretanto, ainda haveria tempo para, aos 47, Khazri descontar para os africanos.

FICHA TÉCNICA
BÉLGICA 5 X 2 TUNÍSIA

Local: Arena Spartak, em Moscou (Rússia)
Data: 23 de junho de 2018 (Sábado)
Horário: 9h(de Brasília)
Árbitro: Jair Marrufo (Estados Unidos)
Assistentes: Corey Rockwell (Estados Unidos) e Juan Zumba (Eslovênia)
Cartão Amarelo: Sassi (Tunísia)
Cartão Vermelho: –
Gols:
BÉLGICA: Hazard, aos 5 minutos do 1º tempo, e aos 5 minutos do 2º tempo; Lukaku, aos 15 e aos 48 minutos do 1º tempo; Batshuayi, aos 44 minutos do 2º tempo
TUNÍSIA: Bronn, aos 17 minutos do 1º tempo, e Khazri, aos 47 minutos do 2º tempo

BÉLGICA: Courtois; Alderweireld, Boyata e Vertonghen; Meunier, De Bruyne, Witsel e Carrasco; Mertens (Tielemans), Hazard (Batshuayi) e Lukaku (Fellaini)
Técnico: Roberto Martínez

TUNÍSIA: Ben Mustapha; Meriah, Ben Youssef (Alouane), Bronn (Naguez) e Maalou; Khaoui, Skhiri e Sassi (Sliti); Fakhreddine Ben Youssef, Khazri e Badri
Técnico: Nabil Maaloul